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Clipping FENABRAVE 17.05.2021
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Clipping FENABRAVE 17.05.2021
Terça-Feira, 18 de Maio de 2021
Sumário
Número de notícias: 56 | Número de veículos: 45 QUATRO RODAS - ONLINE - NOTÍCIAS PRODUÇÃO
McLaren 720S ganha pintura especial nas cores icônicas da Gulf Oil
6
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS FENABRAVE
Prestes a sair de linha, Uno agora é vendido numa só versão
7
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS RENOVAÇÃO DE FROTA
Marcopolo fornece 16 ônibus para a empresa Boa Esperança, do Pará
8
PORTAL UOL - ECONOMIA VEÍCULOS ELÉTRICOS
Grupo do falsos Elon Musk roubou US$ 2 milhões em golpes de criptomoeda
10
REVISTA EVENTOS - NOTÍCIAS ABRACICLO
Salão Duas Rodas 2021 é remarcado por causa da pandemia
11
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS REDE DE CONCESSIONÁRIAS
VWCO amplia presença na Colômbia com duas novas concessionárias
12
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS COMERCIAIS LEVES
Duas fábricas da Eaton no Brasil ficam entre as três melhores do mundo
13
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS MONTADORA
Veículos BMW e Mini contam com aplicativos desenvolvidos por brasileiros
14
AUTOINDÚSTRIA - ONLINE - NOTÍCIAS FENABRAVE
Difícil dilema: encarar Strada ou Toro?
16
AUTOINDÚSTRIA - ONLINE - NOTÍCIAS CAMINHÕES
VWCO amplia cobertura de atendimento na Colômbia
17
TV CULTURA-SP - ONLINE - NOTÍCIAS FENABRAVE
Venda de SUVs cresce 50%: saiba por que esse modelo se tornou o queridinho do brasileiro 18 QUATRO RODAS - ONLINE - NOTÍCIAS MONTADORA
Risco de incêndio: Kia pede donos que estacionem carros em locais abertos
21
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS AUTOMÓVEIS
Brasileiro prefere comprar carro do que alugar, indica estudo
22
SEGS - VEÍCULOS FENABRAVE
Venda diária de veículos usados apresentou queda de 9,5% em março
23
MSN BRASIL - SP - NOTÍCIAS FENABRAVE
2
Terça-Feira, 18 de Maio de 2021
Pandemia eleva intenção de compra de motos no Brasil
24
REVISTA ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE - ECONOMIA CONCESSIONÁRIOS/CONCESSIONÁRIAS
Áreas mais impactadas do comércio e serviços tiveram queda de R$ 225,7 bi em 2020 25 AUTOINDÚSTRIA - ONLINE - NOTÍCIAS AUTOMÓVEIS
Honda elege os melhores fornecedores de 2020
26
QUATRO RODAS - ONLINE - NOTÍCIAS EXPORTAÇÃO
Com R$ 5.000 de desconto, Fiat Argo fica mais barato que o velho Uno
27
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS AUTOMÓVEIS
Honda premia seus melhores fornecedores de 2020
28
AUTO ESPORTE - ONLINE - NOTÍCIAS MONTADORA
Renault estuda lançar carro elétrico com baterias que podem ser trocadas como pilhas 29 MSN BRASIL - SP - NOTÍCIAS ABRACICLO
Salão Duas Rodas 2021 é cancelado por causa da pandemia
30
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS INDÚSTRIA AUTOMOTIVA
Ana Theresa Borsari assume área global de veículos comerciais da Stellantis
31
MSN BRASIL - SP - NOTÍCIAS FENABRAVE
Fiat Argo lidera em dobradinha da marca na 1ª quinzena de maio
33
VALOR ONLINE - EMPRESAS LOCADORAS DE VEÍCULOS
Locadoras de veículos lucram mais no primeiro trimestre
34
SEGS - VEÍCULOS ANFAVEA
Indústria automotiva conta com incentivos para inovar
35
SEGS - VEÍCULOS FENABRAVE
Como a suspensão da produção e a saída de montadoras afeta o mercado automotivo?
37
G1 - BAHIA - BAHIA MONTADORA
Prestadores de serviço da Ford protestam por indenizações após fábrica fechar; funcionários estão acampados há cerca de 40 dias 39 SEGS - VEÍCULOS ABRACICLO
Salão Duas Rodas será realizado em 2022
41
TV RECORD NEWS - NACIONAL - RECORD NEWS RURAL IMPLEMENTO RODOVIÁRIO
Venda de implementos cresce 14% no 1º trimestre deste ano
43
3
Terça-Feira, 18 de Maio de 2021 CORREIO DA BAHIA - ON LINE - BA - NOTICIAS ABRACICLO
Fila de espera por bicicleta em Salvador leva até seis meses
44
UOL - CARROS - NOTÍCIAS CONCESSIONÁRIOS/CONCESSIONÁRIAS
VW Taos: concessionárias já aceitam reserva e antecipam valores do novo SUV
48
REVISTA CARGA PESADA - ONLINE - NOTÍCIAS INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA
"Pacote de bondade" ao caminhoneiro deve ser lançado nesta terça-feira
49
BLOG DA MIRIAN GASPARIN - NOTÍCIAS ABAC
5 dicas para declarar consórcio no Imposto de Renda 2021
50
AM NOTÍCIAS - AM - NOTÍCIAS ABRACICLO
On-line - Como epreender na Região Amazônica é tema de evento apoiado pela Abraciclo 52 REVISTA CARGA PESADA - ONLINE - NOTÍCIAS REDE DE CONCESSIONÁRIAS
Volkswagen cresce na Colômbia com duas novas concessionárias
53
REVISTA CARGA PESADA - ONLINE - NOTÍCIAS RENOVAÇÃO DE FROTA
"Pacote de bondade" ao caminhoneiro deve ser lançado nesta terça-feira
54
REVISTA EXAME ONLINE - NEGÓCIOS AUTOMÓVEIS
Startup brasileira quer vender a Elon Musk a solução para um Bitcoin verde
55
TRANSPORTE MODERNO ONLINE - NOTÍCIAS ANFAVEA
Baixa competitividade do Brasil preocupa
56
AUTOINFORME - ONLINE - NOTÍCIAS COMERCIAIS LEVES
Maio poderá ser o melhor mês do ano
58
CORREIO DA BAHIA - SALVADOR - BA - MAIS ABRACICLO
Produção sofre com falta de insumos
59
AUTOINFORME - ONLINE - NOTÍCIAS VEÍCULOS ELÉTRICOS
Manlog deixa de emitir mais de 17 mil kg de CO2
60
REVISTA EXAME ONLINE - NEGÓCIOS VEÍCULOS ELÉTRICOS
Carro elétrico mais vendido do Brasil pode custar mais de R$ 1 milhão
61
MOTOR SHOW - NOTÍCIAS FENABRAVE
Emplacamentos: parcial de maio tem cinco SUVs no top 10; confira a lista
62
REVISTA EXAME - REPORTAGEM DE CAPA ABLA
As melhores do ESG
63
CORREIO DO ESTADO - CAMPO GRANDE - MS - ECONOMIA AUTOMÓVEIS
Empresários comemoram decisão do STF que retira o ICMS do cálculo do PIS/Cofins
78 4
Terça-Feira, 18 de Maio de 2021 O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA E NEGÓCIOS CENÁRIO ECONÔMICO
"Juro real baixo estimula a ida para investimentos alternativos"
80
O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA E NEGÓCIOS CENÁRIO ECONÔMICO
Parte da indústria puxa otimismo na retomada, diz FGV
82
O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA E NEGÓCIOS CENÁRIO ECONÔMICO
Economia reage, apesar da covid (2)
84
O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA E NEGÓCIOS CENÁRIO ECONÔMICO
Economia surpreende e leva a revisão de projeções do PIB para este ano
85
FOLHA DE S. PAULO - SP - PODER CENÁRIO ECONÔMICO
Falta de vacinas contra Covid reflete a estratégia que falhou (2)
87
O ESTADO DE S. PAULO - NOTAS E INFORMAÇÕES CENÁRIO ECONÔMICO
O estranho Brasil do Copom (3)
89
FOLHA DE S. PAULO - SP - FOLHAINVEST CENÁRIO ECONÔMICO
Como andam as coisas na renda fixa (2)
90
FOLHA DE S. PAULO - SP - FOLHAINVEST CENÁRIO ECONÔMICO
Valorização de grãos, minério e carnes deve beneficiar Brasil por dois anos, dizem analistas 91 FOLHA DE S. PAULO - SP - MERCADO RENOVAÇÃO DE FROTA
Sem dinheiro em caixa, Bolsonaro prepara pacotaço para caminhoneiro
93
VALOR ECONÔMICO - SP - EMPRESAS ABLA
Locadoras lucram mais no primeiro trimestre
96
O POVO ONLINE - CE - NOTÍCIAS FENABRAVE
Nissan Sentra sai de linha no Brasil
98
5
QUATRO RODAS / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 PRODUÇÃO
McLaren 720S ganha pintura especial nas cores icônicas da Gulf Oil Após se tornarem parceiras novamente no ano passado, McLaren e Gulf Oil estão celebrando sua reaproximação de um jeito diferente. A fabricante britânica revelou uma nova pintura para o modelo de luxo 720S baseada na paleta de cores clássica da empresa petrolífera norte-americana. Clique aqui e assine Quatro Rodas por apenas R$ 8,90 . A McLaren, junto à Gulf, já havia lançado uma edição especial do Elva com as cores características da empresa de combustível, mas agora quem ganha a nova roupagem azul e laranja é o modelo 720S, um modelo com produção em escala maior. O projeto foi realizado pela divisão de operações especiais da McLaren e a pintura levou 20 dias para ficar pronta. Afinal, foi feita a mão por artistas. Além do visual externo exótico, o veículo tem o logo da Gulf nos estofados, pinças de freio laranjas e uma faixa no volante.
explicou. Vale lembrar que a empresa britânica voltou a firmar parceria com a Gulf Oil em 2020 após tentar um novo acordo com a Petrobras, sem sucesso. Com isso, o logo da petrolífera voltou aos macacões e aos carros de F1, mas de maneira tímida. Com o novo contrato, as empresas reeditam sua famosa parceria que durou do final dos anos 60 até o meio da década de 70 na Fórmula 1, e na década de 90 com o F1 GTR. O 720S alcança os 100 km/h em apenas 2.9 segundos e pode chegar a 341 km/h. Seu motor é um V8 4.0 biturbo com 720 cv e 78.5 kgmf. Ainda não há notícia de quantos clientes terão a oportunidade de ter o carro customizado com as cores da Gulf Oil. Site: https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/mclaren720s-gulf-oil/
A parceria não para por aí. Os dois carros da McLaren que integram o grid da Fórmula 1 também estão com pintura nova. Os modelos MCL35M, pilotados pelo britânico Lando Norris e pelo australiano Daniel Ricciardo, também entrarão na pista com a pintura da Gulf no GP de Mônaco, no próximo domingo (23). Os carros terão uma pintura com os tons azul e laranja da Gulf Oil, mas serão totalmente foscos. Além disso, o macacão dos pilotos assim como seus capacetes serão personalizados com um design retrô. O vídeo abaixo mostra a revelação da nova pintura. Lando Norris, um dos pilotos da escuderia, afirmou que os carros irão se destacar pelas ruas de Mônaco. "Acho que todos podem concordar que será o carro mais bonito do grid", disse. Ricciardo também se mostrou empolgado com as novas cores. " Claro, eu adoro isso. É legal", afirmou. O CEO da McLaren Racing e chefe de equipe da escuderia na Fórmula 1, Zak Brown, falou que os fãs motivaram a mudança, mas que ela será pontual. "Neste ponto, pretendemos apenas tê-la em Mônaco. Eu acho que se você vai ter uma pintura especial, você a mantém especial. É algo, como todos sabem, que não é feito com frequência na Fórmula 1", 6
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
Prestes a sair de linha, Uno agora é vendido numa só versão Fiat Uno já tem uma data agendada para sair de linha neste ano O Fiat Uno está com os dias contados. A Fiat enxugou a oferta do hatch na sua tabela mais recente e a partir de agora ele passa a ser vendido em apenas uma versão de motor e de acabamento: Attractive 1.0, com seu motor de quatro cilindros com 73/75 cv, como já mostra o site oficial da Fiat . Com isso, deixam de ser oferecidas as versões Drive e Way 1.0 (com 3 cilindros de 72/77 cv) e Way 1.3 (4 cilindros de 101/109 cv). Já não é segredo que o mercado está aguardando o encerramento da produção do modelo que é vendido no Brasil há 37 anos. No entanto, conforme adiantou nosso colunista Fernando Calmon no seu último artigo no seu último artigo , o Uno já tem data para dar adeus: ele sairá de linha no dia 31 de dezembro deste ano. É por isso que o modelo tem agora uma só versão, comercializada por R$ 57.995 (em São Paulo), com a oferta de apenas dois opcionais de fábrica: Kit Visibilidade II (volante com regulagem de altura e limpador/lavador/desembaçador do vidro traseiro) por R$ 877 e preparação de som (R$ 1.022). O site ainda oferece outros equipamentos, mas todos são acessórios autorizados instalados na concessionária, como central multimídia com tela de 6,2 polegadas (R$ 9.220) e rodas de liga leve (R$ 3.668).
Com apenas 10.042 unidades emplacadas no período, o Uno está atrás de Strada (41.450 unidades), Mobi (24.385), Toro (24.245) e Argo (21.616) dentro da linha Fiat. Não bastasse o problema de modelos de entrada terem uma margem de lucro muito baixa, a situação do Uno é agravada pelo perfil desses poucos compradores: a quase totalidade é formada por frotistas, onde as margens são menores ainda, quando não são negativas. Segundo o ranking da Fenabrave, neste ano 96,3% das vendas do hatch foram por venda direta. Assim como o Uno, os outros dois modelos da Fiat que estão de partida possuem também um baixo volume de vendas: o Grand Siena somou de janeiro a abril 4.804 unidades (sendo 36,7% de vendas diretas), enquanto as duas versões do Doblò emplacaram 1.757 veículos (93,5% para frotistas). Tags: Fiat , Uno , vendas , ranking , Fenabrave , Grand Siena , Doblò . Site: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/32999/pre stes-a-sair-de-linha-uno-agora-e-vendido-numa-soversao-
O Uno, porém, não vai embora sozinho neste ano. Calmon revela que no dia 31 de dezembro a tabela da Fiat vai perder outros dois veteranos do mercado, o Grand Siena e o Doblò. A oferta dos dois também está reduzida. O Doblò dispõe de duas opções, para sete passageiros (Essence 1.8 por R$ 115.721) e para transporte de carga (Cargo 1.8 por R$ 103.898). Já o sedã é vendido nas motorizações 1.0 (R$ 60.522) e 1.4 (R$ 64.676). Apesar de ser um modelo tradicional no mercado, do ponto de vista de receita o Uno está longe de ser um carro relevante para a Fiat atualmente. O modelo que no passado foi o carro mais vendido do Brasil hoje não passa da 19ª colocação no ranking de automóveis da Fenabrave, segundo os números acumulados de janeiro a abril deste ano. Se somarmos as picapes, ele cai para o 23º lugar.
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AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 RENOVAÇÃO DE FROTA
Marcopolo fornece 16 ônibus para a empresa Boa Esperança, do Pará Três dos novos Marcopolo Paradiso New G7 adquiridos pela Boa Esperança, do Pará A crise provocada pelas restrições necessárias para impedir o avanço da pandemia de Covid-19 no País não impediu a transportadora Boa Esperança, do Pará (que opera diversas linhas intermunicipais e interestaduais na região), de seguir seu plano de renovação de frota, e assim, a empresa adquiriu 16 novos modelos junto à Marcopolo. A frota é composta por dez unidades do Paradiso New G7 1600 LD e seis exemplares do Paradiso New G7 1800 DD, todos montados sobre chassis Scania, sendo K400 B6x2 nos primeiros e K440 B8x2 nos demais. O cenário atual gerou grandes desafios, mas também muitas oportunidades para as empresas da área de transporte rodoviário, obrigando-as a apostarem em inovações para se manterem competitivas, de acordo com a Luiz Antônio Soares, gestor de negócios mercado interno da Marcopolo. "Uma das maneiras de continuar a atrair os clientes é a renovação contínua da frota e a utilização dos modelos com mais tecnologia e benefícios para os usuários", declarou. "Para nós, é muito importante e uma grande satisfação poder fornecer veículos sofisticados e modernos, justamente neste momento de comemoração dos 50 anos de atividades da Boa Esperança", completou. Os ônibus Paradiso New G7 1600 LD têm capacidade para 48 passageiros em poltronas do tipo semileito, já os New G7 1800 DD adquiridos pela empresa paraense são de diferentes configurações: quatro podem acomodar até 64 passageiros, com 12 poltronas leito no piso inferior e 52 semileito no superior. Já os outros dois transportam até 43 viajantes, com 12 assentos do tipo leito no piso de baixo e 31 - também leito - no piso superior. Todos os veículos contam com ar-condicionado, piso com visual de madeira, luz individual, tomada 110V, porta-copos e entradas USB em todas as poltronas e wi-fi, além de sanitários. Tags: Negócios , Marcopolo , Scania , Boa Esperança , ônibus , Paradiso , New G7 , 1800 DD , 1600 LD , K400 B6x2 , K440 B8x2 , Luiz Antônio Soares .
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AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 RENOVAÇÃO DE FROTA
Site: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/32998/ma rcopolo-fornece-16-onibus--para-a-empresa-boaesperanca-do-para
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PORTAL UOL - ECONOMIA. Seg, 17 de Maio de 2021 VEÍCULOS ELÉTRICOS
Grupo do falsos Elon Musk roubou US$ 2 milhões em golpes de criptomoeda Nova York, 17 Mai 2021 (AFP) - A agência antitruste dos Estados Unidos, a FTC, relatou nesta segundafeira (17) que pessoas se passando por Elon Musk roubaram mais de US$ 2 milhões de investidores desde outubro de 2020 em golpes de criptomoeda. Esse tipo de golpe é baseado na promessa de que uma celebridade associada a criptomoedas irá multiplicar as criptomoedas que você enviar para sua carteira e devolvê-las a você , de acordo com a FTC.
Em comparação com o mesmo período do ano anterior, as reclamações aumentaram quase 12 vezes e a quantidade de dinheiro roubado aumentou quase 1.000%. A perda média de um golpe de criptomoeda é de US$ 1.900, disse a FTC, observando que as pessoas entre 20 e 49 anos são as mais propensas a serem enganadas. dho/jum/cjc/mps/llu/am
As publicações em sua conta no Twitter e as declarações públicas de Elon Musk, fundador da Tesla - gigante americana da fabricante de veículos elétricos - costumam fazer a cotação de várias criptomoedas reagir fortemente. O entusiasmo de Musk pelo bitcoin, por exemplo, contribuiu para a ascensão meteórica dessa moeda nos últimos meses.
TESLA MOTORS Twitter Site: https://economia.uol.com.br/noticias/afp/2021/05/17/grup o-do-falsos-elon-musk-roubou-us-2-milhoes-em-golpesde-criptomoeda.htm
Porém, na semana passada, o bilionário anunciou que a Tesla deixaria de aceitar o bitcoin como forma de pagamento, considerando que a moeda virtual, cuja criação requer imenso gasto de energia, é muito poluente. Na noite de domingo, em resposta a uma postagem no Twitter, Musk sugeriu que sua empresa poderia até se livrar dos bitcoins em sua posse, fazendo com que o criptoativo alcançasse sua cotação mais baixa desde fevereiro. Para acabar com qualquer especulação, a Tesla não vendeu nenhum bitcoin , afirmou Musk nesta segundafeira na rede social, o que fez com que o preço da cripotmoeda se recuperasse. O apoio fervoroso de Musk ao dogecoin também aumentou o valor dessa criptomoeda, que foi originalmente criada como uma piada. O interesse crescente em criptomoedas foi acompanhado por um grande aumento nas tentativas de golpes. De acordo com a FTC, 7.000 pessoas declararam perdas no valor de mais de 80 milhões de dólares nesta área entre outubro e março do ano passado.
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REVISTA EVENTOS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 ABRACICLO
Salão Duas Rodas 2021 é remarcado por causa da pandemia No começo do ano, a organização do Salão Duas Rodas havia confirmado que a edição 2021 do maior evento da indústria motociclística nacional aconteceria entre os dias 16 e 21 de novembro. Na época, a Reed Exhibitions, responsável pela feira, afirmou que o clima era de otimismo e a expectativa da organizadora era de superar os 230 mil visitantes da edição de 2019.
Rodas é um evento estratégico, muito importante e alinhado com o posicionamento da Kawasaki no Brasil. Levando em consideração o cenário atual, apoiamos a decisão de mudança de data e confirmamos nossa participação no Salão Duas Rodas 2022, reforçando nosso comprometimento com o mercado e com o público apaixonado por nossa marca".
Mas aí entrou em cena a segunda onda da pandemia no Brasil, que vem gerando graves consequências ao longo dos últimos meses. Depois de Honda e Yamaha já terem suspendido temporariamente a produção de suas motos em Manaus (AM), o Salão Duas Rodas também acabou por sofrer um adiamento pelo mesmo motivo.
Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, também se mostrou otimista com a edição do ano que vem: "Tivemos uma edição espetacular em 2019, apontada como a melhor já realizada, e queremos superá-la. Acreditamos que em 2022 conseguiremos atender à alta expectativa do público com um salão ainda mais completo, atrativo e interativo".
A organização do evento confirmou que a edição de 2021 acabou remarcado e o Salão Duas Rodas deve retornar apenas em 2022, entre os dias 1 e 6 de novembro do ano que vem. A decisão teve o apoio das 10 associadas da Abraciclo, entidade que reúne as principais fabricantes brasileiras.
Site: https://www.revistaeventos.com.br/Feiras/SalaoDuas-Rodas-2021-e-remarcado-por-causa-dapandemia/51366
A Reed Exhibitions afirmou que, devido à natureza do Salão Duas Rodas, que requer experiências táteis e é um local onde as montadoras buscam a maior conexão com os visitantes, não seria seguro manter a programação do evento do jeito que estava. A feira costuma oferecer atrações como teste-drives, arenas e shows, geralmente com aglomerações. Todos ainda estamos vivendo sob as severas consequências da pandemia. Diferente dos eventos focados em negócios, as características singulares do Salão Duas Rodas atraem um público de milhares de pessoas e promovem grande interatividade dos visitantes. Por este motivo optamos por transferí-lo para 2022 , disse Claudio Della Nina, presidente da Reed Exhibitions. Para a edição de 2021 do Salão Duas Rodas, duas grandes marcas já estavam confirmadas, com Kawasaki e Harley-Davidson já tendo anunciado suas participações. Enquanto a norte-americana ainda não se pronunciou a respeito do evento no ano que vem, a japonesa já afirmou que estará presente em 2022 também. Sonia Harue Ando, gerente comercial e de marketing da Kawasaki do Brasil, declarou que "o Salão Duas 11
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 REDE DE CONCESSIONÁRIAS
VWCO amplia presença na Colômbia com duas novas concessionárias Fachada de uma das novas concessionárias VWCO na Colômbia A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou na segunda-feira, 17, que conta agora com duas novas concessionárias na Colômbia, a Reindustrias e a Casa Toro. A inauguração das duas revendas faz parte do plano de expansão da montadora naquele país, que conta com a parceria da Porsche Colômbia, representante local da VWCO.
Tags: Negócios , VWCO , Colômbia , concessionárias , Porsche Colômbia , Reindústrias , Casa Toro , Antonio Villegas , Fernando Rueda Donado , Igor Gomes . Site: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/32997/vw co-amplia-presenca-na-colombia-com-duas-novasconcessionarias
A Reindustrias é uma empresa que atua na venda de automóveis e de máquinas e, graças à operação conjunta com a Porsche Colômbia, vai ampliar o seu portfólio de negócios oferecendo toda a linha de caminhões e ônibus Volkswagen em um espaço de 1,2 mil metros quadrados, na cidade de Neiva, no sul da Colômbia. A região, aliás, conta com muitos investimentos no setor agrícola - o que motivou a instalação de um local específico para a comercialização de veículos de carga. "Isso nos permite complementar a oferta de produtos e serviços que temos atualmente, fortalecer a competitividade da região e promover a geração de empregos", afirmou Antonio Villegas, gerente geral da Reindustrias. Já a Casa Toro possui tradição no ramo de veículos de carga na Colômbia, pois atua nessa área desde 1930. A nova revenda localiza-se em Ibagué, cidade que já possuía um ponto de atendimento para dar assistência aos veículos da região de Tolima. "Atualmente, o segmento de caminhões está muito ativo, devido à necessidade crescente de transportar as mercadorias até o consumidor final. Esta situação será bem atendida pela marca, graças ao atual portfólio de caminhões Volkswagen, todos adaptados à topografia colombiana", disse Fernando Rueda Donado, gerente geral da Casa Toro. Com as duas novas revendas, a VWCO, por meio da Porsche Colômbia, passa a contar com 13 pontos de venda e de atendimento no país. "Nosso propósito é continuar possibilitando nosso crescimento na Colômbia, por meio do relacionamento que mantemos com nossa rede de concessionárias em todo o território; assim, podemos oferecer soluções atraentes e lucrativas com alto nível de atenção aos transportadores colombianos", afirmou Igor Gomes, gerente de operações VWCB da Porsche Colômbia.
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AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 COMERCIAIS LEVES
Duas fábricas da Eaton no Brasil ficam entre as três melhores do mundo Gustavo Orru, diretor da planta da Eaton em Valinhos: prêmio global do grupo Entre as 45 fábricas da Eaton no mundo que fornecem transmissões e componentes a fabricantes de veículos, apenas três receberam o título de Planta Modelo 2020, duas delas no Brasil. O grupo concedeu o prêmio para as unidades industriais de Valinhos e Mogi Mirim, ambas no interior paulista - a terceira premiada fica em Pyungtek, na Coreia do Sul.
servem de modelo para outras unidades no mundo. Tags: Eaton , fábricas , prêmio , reconhecimento , eficiência , transmissões , engrenagens . Site: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/32996/du as-fabricas-da-eaton-no-brasil-ficam-entre-as-tresmelhores-do-mundo
O avaliação anual de todas as fábricas da Eaton no mundo leva em conta critérios como segurança, qualidade, entrega e práticas de melhoria contínua. O reconhecimento, destaca a empresa, comprova o desempenho eficiente de padrão global das operações brasileiras, que já conquistaram o prêmio em anos anteriores. A unidade de Valinhos abriga a diretoria da Eaton no Brasil e linhas de produção de componentes para transmissões e caixas completas, além de um centro de pesquisa e desenvolvimento referência global para aplicações em veículos comerciais leves. É a terceira vez que a fábrica recebe o reconhecimento do grupo, superou metas de entrega e passou o ano inteiro sem acidentes. A fábrica de Mogi Mirim, que produz engrenagens para transmissões por encomenda de fabricantes de veículos, já coleciona a premiação pelo quinto ano consecutivo e se destaca pela aplicação de tecnologias de manufatura digital da Indústria 4.0. A planta foi destaque em 2020 por alcançar melhorias de ergonomia, satisfação dos clientes e excelência operacional. Além disso, a unidade também conquistou o inédito prêmio global da Eaton de melhor Projeto de Melhoria Contínua, integrando ferramentas do lean manufacturing com processos da Indústria 4.0. O projeto foi destaque por automatizar uma operação de montagem utilizando robôs colaborativos de dois braços, integrando ferramentas de simulação, impressão 3D e elementos de manufatura enxuta, como poka yokes (sistema a prova de erros), trabalhopadrão e setup rápido de máquinas. A junção de conceitos de melhoria com as novas tecnologias de manufatura digital foram determinantes para alcançar metas de produtividade e excelência, e que agora 13
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 MONTADORA
Veículos BMW e Mini contam com aplicativos desenvolvidos por brasileiros Engenheiros brasileiros do grupo BMW contribuem com o desenvolvimento de novos apps A equipe de engenheiros da BMW do Brasil, que trabalham em Araquari (SC) e em São Paulo (SP), tem mais um motivo para celebrar e se orgulhar. Além dos automóveis e motocicletas produzidos no País com a mesma qualidade dos importados, os profissionais brasileiros estão exportando conhecimento e tecnologia para outros mercados por meio dos novos aplicativos My BMW App e Mini App, que já estão disponíveis para o público. O time de engenharia nacional participou da elaboração e do desenvolvimento de vários recursos disponíveis nos novos aplicativos, que serão usados em mais de 40 países, segundo a empresa. Merecem destaque os serviços de nuvem que suportam as funcionalidades (backend), o desenvolvimento e o design de algumas das telas dos aplicativos (frontend), que seguem os padrões definidos pela matriz do grupo, na Alemanha. Motivos de orgulho para o BMW Group, os novos aplicativos contam com desenvolvimento fundamental da engenharia brasileira, o que reforça nossa capacidade de levar ao mundo, na palma da mão, toda a tecnologia e a experiência digital dos nossos produtos , declarou Herbert Negele, diretor de engenharia do BMW Group Brasil. My BMW e Mini App são novos aplicativos, com visual mais moderno, fáceis de usar e que terão atualizações mais frequentes , completou. Vale lembrar que a BMW foi uma das pioneiras no uso da chamada "chave digital" no mercado nacional, cujo sistema foi desenvolvido com a ajuda da equipe de engenheiros brasileiros da empresa. A Digital Key pode ser criada no aplicativo My BMW e compartilhada com até cinco pessoas, as quais poderão ter acesso ao veículo por meio de seus celulares (iPhone) ou Apple Watches compatíveis. Além disso, é possível personalizar cada chave, limitando velocidade máxima, potência do motor e volume da central multimídia, por exemplo. Tags: Tecnologia , grupo BMW , aplicativos , engenheiros , brasileiros ,. Site:
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AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 MONTADORA
http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/32995/vei culos-bmw-e-mini-contam-com-aplicativosdesenvolvidos-por-brasileiros
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AUTOINDÚSTRIA / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
Difícil dilema: encarar Strada ou Toro? George Guimarães
E m 10 de maio, a General Motors comunicou a produção de uma inédita picape em sua fábrica de São Caetano do Sul, SP. O modelo, afirmava a montadora em nota, seria complementar à atual linha de comerciais leves formada pela S10 e pela compacta Montana. Mas bastaram menos de 24 horas para o sindicato dos metalúrgicos da cidade do ABC informar que a GM deixara de fabricar a Montana em abril. O modelo derivado do aposentado Agile e há 11 anos no mercado sempre teve papel secundário nos emplacamentos do segmento, passando muito longe do resultado comerciais das líderes Fiat Strada e Volkswagen Saveiro. Nos últimos três anos, porém, as vendas da Montana minguaram de forma ainda mais acentuada. Em 2020, foram negociadas somente 6,6 mil unidades, enquanto a Strada vendeu 80 mil unidades, 12 vezes mais, e a Saveiro, 31 mil licenciamentos, quase o quíntuplo, O desempenho no primeiro quadrimestre de 2021 apenas evidenciou que a Montana não tinha mesmo muito mais tempo pela frente: enquanto a picape Fiat alcançou 41,5 mil emplacamentos, crescimento de 250% sobre igual período do ano passado, a Saveiro manteve o equilíbrio com 10,2 mil unidades vendidas e a representante da GM quase desaparecera, com meros 1,2 mil licenciamentos, média de 300 por mês. À GM, portanto, restava investir em um modelo totalmente novo derivado do atual Onix, caso quisesse se manter no segmento. Mas, ao afirmar que terá um produto em faixa inédita, a montadora, consequentemente, admitiu ter aberto mão do confronto com a Strada e elevado a régua da disputa para enfrentar outra Fiat, a também líder Toro.
assumiu a liderança geral de vendas de veículos no Brasil em 2021, fato inédito para um comercial leve. Encerrou os primeiros quatro meses com nada menos do que 78% das vendas de picapes compactas, contra 68% em 2020 e 58% no ano anterior. E a Fiat, não satisfeita com esse "passeio", promete apresentar ainda este ano versões dotadas de câmbio automático CVT, conforto demandado por boa parte dos clientes que, atraídos pelo desenho da nova geração e a cabine dupla de quatro portas, também passaram a ver no modelo uma alternativa interessante para o lazer e famílias. Não será surpresa, assim, se a Volkwagen também seguir a trilha tomada agora pela GM e finalmente tirar do computador a picape Tarok, apresentada como conceito no Salão do Automóvel de São Paulo lá em 2018 e que, de tão identificada com o segmento e linhas da Fiat Toro, foi batizada por alguns de "Torok". A Volkswagen term ainda outra alternativa que seria uma geração totalmente nova da Saveiro baseada na plataforma MQB, atua base do Polo, T-Cross e Virtus e onfirmada para novos veículos de entrada da marca, com produção em Taubaté, SP, e que substituirá a atual família do Gol, exatamente de onde vem a Saveiro. Não é uma equação de fácil solução, ainda mais depois do acerto da Fiat com a nova geração da Strada e do sucesso da Toro. Os departamentos de marketing e de finanças da Volkwagen sabem disso, tanto que estão debruçados sobre essas escolhas há pelo menos três anos. Foto: Divulgação Site: https://www.autoindustria.com.br/2021/05/17/dificildilema-encarar-strada-ou-toro/
O desafio não é muito menor. A Toro acaba de passar por face-lift e tem como concorrente direto, por enquanto, somente a Renault Oroch - já também muito carente de uma nova geração -, ainda que a Fenabrave a relacione no ranking de picapes grandes e que conta com outra meia dúzia de modelos, dentre eles a própria S10 da GM. De qualquer maneira, escapar do confronto com a Strada parece ser uma boa alternativa de curto prazo. Com a nova geração há apenas 1 ano no mercado, a picape Fiat tem empilhado recordes sobre recordes e 16
AUTOINDÚSTRIA / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 CAMINHÕES
VWCO amplia cobertura de atendimento na Colômbia Redação AutoIndústria
A Volkswagen Caminhões e Ônibus abriu dois nos pontos de atendimento na Colômbia com a inauguração das concessionárias Reindustrias e Casa Toro. Ambas nascem de parceria com a Porsche Colômbia, representante da VWCO no país. A primeira fica em Neiva, capital do departamento de Huila, e, a segunda, em Ibagué, na região de Tolima. Com as novas lojas, a rede da marca passa a ter 13 pontos de venda e pós-venda sob a representação da Porsche Colômbia. Site: https://www.autoindustria.com.br/2021/05/17/vwcoamplia-cobertura-de-atendimento-na-colombia/
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TV CULTURA/SP / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
Venda de SUVs cresce 50%: saiba por que esse modelo se tornou o queridinho do brasileiro Giuliana Saringer
Eles são grandões, custam caro e ocupam mais espaço na garagem. Eles são grandões, custam caro e ocupam mais espaço na garagem. Mesmo assim, ter um SUV (sigla para veículo utilitário esportivo) entrou na lista de desejos do consumidor brasileiro. Quase 40% dos brasileiros que têm carro e pretendem trocar de veículo em 2021 é porque desejam ter um SUV, segundo pesquisa da Webmotors. Eles são grandões, custam caro e ocupam mais espaço na garagem. Mesmo assim, ter um SUV (sigla para veículo utilitário esportivo) entrou na lista de desejos do consumidor brasileiro. Quase 40% dos brasileiros que têm carro e pretendem trocar de veículo em 2021 é porque desejam ter um SUV, segundo pesquisa da Webmotors. O alcance desse sonho pode ser medido em números. De janeiro a abril deste ano foram emplacados 202.932 SUVs no país, um aumento de 51% em relação a igual período do ano passado. O alcance desse sonho pode ser medido em números. De janeiro a abril deste ano foram emplacados 202.932 SUVs no país, um aumento de 51% em relação a igual período do ano passado. Para dar uma ideia, os SUVs lideravam hoje o ranking de emplacamentos de carros, um dado que serve como indicador de vendas, com 38,42% de participação. Em abril do ano passado, eles estavam em segundo lugar (27,4%), perdendo apenas para os hatches pequenos. Para dar uma ideia, os SUVs lideravam hoje o ranking de emplacamentos de carros, um dado que serve como indicador de vendas, com 38,42% de participação. Em abril do ano passado, eles estavam em segundo lugar (27,4%), perdendo apenas para os hatches pequenos. O segmento de SUV apareceu no Brasil no início dos anos 2000, com a entrada da Ecosport - que,
contrariando todas as expectativas, teve ótimos resultados. O segmento de SUV apareceu no Brasil no início dos anos 2000, com a entrada da Ecosport - que, contrariando todas as expectativas, teve ótimos resultados. Por que o SUV caiu no gosto do brasileiro? Paulo Roberto Garbossa, da ADK Automotive, diz que a preferência pelos SUVs está crescendo há alguns anos no Brasil e no exterior. Por que o SUV caiu no gosto do brasileiro? Paulo Roberto Garbossa, da ADK Automotive, diz que a preferência pelos SUVs está crescendo há alguns anos no Brasil e no exterior. "O principal atrativo é a versatilidade dos SUVs. É um carro que atende os objetivos dos clientes tanto para a cidade como para uma aventura no final de semana. Desde 2017, o SUV vem muito como um símbolo de status, dá uma sensação de que a pessoa chegou lá", afirma o gerente de marketing de produto da Jeep, Carlos Lins. "O principal atrativo é a versatilidade dos SUVs. É um carro que atende os objetivos dos clientes tanto para a cidade como para uma aventura no final de semana. Desde 2017, o SUV vem muito como um símbolo de status, dá uma sensação de que a pessoa chegou lá", afirma o gerente de marketing de produto da Jeep, Carlos Lins. O modelo também dá uma falsa sensação de segurança. Segundo Garbossa, os motoristas de SUVs tendem a achar que estão menos sujeitos a acidentes já que o carro é maior e mais alto do que outras carrocerias. O modelo também dá uma falsa sensação de segurança. Segundo Garbossa, os motoristas de SUVs tendem a achar que estão menos sujeitos a acidentes já que o carro é maior e mais alto do que outras carrocerias. Para Milad Kalume, consultor da Jato Dynamics, a 18
TV CULTURA/SP / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
praticidade também tem sua parcela de responsabilidade para o sucesso da carroceria.
peruas, por exemplo, modelo mais próximo", afirma Kalume.
Para Milad Kalume, consultor da Jato Dynamics, a praticidade também tem sua parcela de responsabilidade para o sucesso da carroceria.
Além de buscarem os produtos que vendem mais, o SUV tem uma grande vantagem: já são inicialmente mais caros dos que os modelos hatch. Para as montadoras, os brasileiros gostarem dos SUVs é o melhor dos mundos. "O ticket médio dos SUVs é maior, o que é um atrativo para as montadoras, já que dá uma rentabilidade maior em comparação às peruas, por exemplo, modelo mais próximo", afirma Kalume.
"O SUV é um carro basicamente familiar, que você tem espaço no porta-malas, costuma ser grande e confortável e ainda traz um apelo esportivo", afirma Kalume. "O SUV é um carro basicamente familiar, que você tem espaço no porta-malas, costuma ser grande e confortável e ainda traz um apelo esportivo", afirma Kalume. O que as montadoras ganham com isso? "O que agrada o consumidor é o que vende. Quanto tempo vai durar a preferência pelo SUV, não sei. Vai durar o tempo que o consumidor achar que é bonito", afirma Garbossa. O que as montadoras ganham com isso? "O que agrada o consumidor é o que vende. Quanto tempo vai durar a preferência pelo SUV, não sei. Vai durar o tempo que o consumidor achar que é bonito", afirma Garbossa. O especialista diz que em momentos normais, em que não há falta de componentes para a produção de carros, a tendência é que sobrem veículos nos pátios das montadoras. Por isso, a aposta precisa ser sempre certeira, para aumentar a margem de lucro. O especialista diz que em momentos normais, em que não há falta de componentes para a produção de carros, a tendência é que sobrem veículos nos pátios das montadoras. Por isso, a aposta precisa ser sempre certeira, para aumentar a margem de lucro. "As montadoras pensam "por que vou gastar dinheiro e tempo se não tenho venda no final? Estão sempre otimizando recursos e focando em lançamentos que atraiam mais o consumidor", afirma Kalume. "As montadoras pensam "por que vou gastar dinheiro e tempo se não tenho venda no final? Estão sempre otimizando recursos e focando em lançamentos que atraiam mais o consumidor", afirma Kalume. Além de buscarem os produtos que vendem mais, o SUV tem uma grande vantagem: já são inicialmente mais caros dos que os modelos hatch. Para as montadoras, os brasileiros gostarem dos SUVs é o melhor dos mundos. "O ticket médio dos SUVs é maior, o que é um atrativo para as montadoras, já que dá uma rentabilidade maior em comparação às
Segundo um levantamento feito por Kalume, um Fiat Mobi é vendido por R$ 44.371. Já um Tiggo 2, um dos mais baratos entre os SUVs, sai por R$ 68.690. Segundo um levantamento feito por Kalume, um Fiat Mobi é vendido por R$ 44.371. Já um Tiggo 2, um dos mais baratos entre os SUVs, sai por R$ 68.690. Quais os modelos de SUVs preferidos? Em abril deste ano, os modelos mais emplacados foram Renegade (Jeep), Tracker (GM), Creta (Hyundai), Compassa (Jeep) e T Cross (Volkswagen) - os cinco carros juntos corresponderam a mais da metade (53,49%) dos emplacamentos de SUVs no mês. Os dados são da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Quais os modelos de SUVs preferidos? Em abril deste ano, os modelos mais emplacados foram Renegade (Jeep), Tracker (GM), Creta (Hyundai), Compassa (Jeep) e T Cross (Volkswagen) - os cinco carros juntos corresponderam a mais da metade (53,49%) dos emplacamentos de SUVs no mês. Os dados são da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Qual o perfil do comprador do SUV? Kalume diz que o segmento era nichado para mulheres, mas hoje está mais pulverizado. "Hoje existem modelos SUV que para todos os níveis e para todos os gostos", afirma. Lins diz que 95% dos compradores de SUV da marca têm mais de 30 anos. Qual o perfil do comprador do SUV? Kalume diz que o segmento era nichado para mulheres, mas hoje está mais pulverizado. "Hoje existem modelos SUV que para todos os níveis e para todos os gostos", afirma. Lins diz que 95% dos compradores de SUV da marca têm mais de 30 anos. O mercado pode crescer ainda mais? Sim. "Ano a ano vêm diminuindo as ofertas de versões do mesmo carro. Até a década de 1990, todos os carros tinham uma derivação de perua, um segmento que vem se extinguindo. Então existe uma grande margem de 19
TV CULTURA/SP / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
crescimento para os SUVs", afirma Kalume. O mercado pode crescer ainda mais? Sim. "Ano a ano vêm diminuindo as ofertas de versões do mesmo carro. Até a década de 1990, todos os carros tinham uma derivação de perua, um segmento que vem se extinguindo. Então existe uma grande margem de crescimento para os SUVs", afirma Kalume. "Estão chegando cada vez mais modelos no mercado e a oferta de produtos também ajuda o mercado a crescer. É um segmento que está com muitas novidades, cada vez mais disputado e pegando o espaço de outros carros: os sedans e hatches estão caindo, por exemplo", afirma Lins. "Estão chegando cada vez mais modelos no mercado e a oferta de produtos também ajuda o mercado a crescer. É um segmento que está com muitas novidades, cada vez mais disputado e pegando o espaço de outros carros: os sedans e hatches estão caindo, por exemplo", afirma Lins. Site: https://cultura.uol.com.br/noticias/22642_venda-desuvs-cresce-50-saiba-por-que-esse-modelo-se-tornou-oqueridinho-do-brasileiro.html
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QUATRO RODAS / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 MONTADORA
Risco de incêndio: Kia pede donos que estacionem carros em locais abertos Eduardo Passos
Dias após a Hyundai convocar recall de 277.045 carros por risco de fogo , a Kia solicitou a 57.000 de seus proprietários que, enquanto não realizarem o reparo de veículos problemáticos, evitem estacioná-los em garagens ou locais apertados. Clique aqui e assine Quatro Rodas por apenas R$ 8,90 . O aviso da Kia vale para o mercado australiano e diz respeito aos Kia Sportage de quarta geração , fabricados entre 2016 e 2021, e aos Stinger produzidos entre 2017 e 2019. Esse é o segundo chamamento do tipo, após convocação de 380.000 Sportage e Cadenza no mês retrasado.
investigação. A solução do primeiro recall foi substituir os fusíveis do SUV por modelo de 30 ampère, ao invés dos de 40 A previamente instalados. No sedã Cadenza, a solução foi instalar fusíveis de 25 ampère e também recomendar estacioná-lo em locais abertos e amplos. De acordo com a fabricante, sinais de incêndio envolvem fumaça, odor de queimado e alertas inconsistentes no painel dos veículos. Site: https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/risco-deincendio-kia-pede-donos-que-estacionem-carros-emlocais-abertos/
Conforme detectado, os lotes específicos vêm com problemas na unidade de controle eletro-hidráulica, responsável pelo gerenciamento de sistemas de controle de tração, estabilidade e ABS. A falha crítica impede que a unidade de controle seja desligada após o corte do motor. Caso umidade do ar entre em contato com a HECU ligada, há riscos de curtos-circuitos, capazes de gerar incêndios no compartimento do motor mesmo "com a chave fora da ignição e o veículo estacionado". Além do risco natural de qualquer incêndio, a chance do fogo ocorrer sem ninguém por perto levou à Kia sugerir que todos os Sportage e Stinger em questão sejam estacionados ao ar livre, longe de outros carros e propriedades a fim de reduzir o risco de "ferimento e morte de ocupantes e pedestres e danos à propriedade". A medida vale até que o recall seja feito, com as concessionárias australianas já à disposição para o conserto gratuito. "Todos os veículos afetados serão equipados com novos fusíveis, instalados no relé do compartimento do motor. Alguns modelos afetados ainda terão o software do HECU atualizado", disse a montadora. O novo recall da Kia só amplifica problemas relacionados a fogo: em março de 2021, 380.000 unidades do Sportage e Cadenza foram convocados pelo mesmo problema da HECU, à época sob 21
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 AUTOMÓVEIS
Brasileiro prefere comprar carro do que alugar, indica estudo De acordo com pesquisa realizada pela ESPM Escola Superior de Propaganda e Marketing - na segunda-feira, 17, existe uma boa parte dos consumidores brasileiros que prefere comprar automóveis em vez de alugar, mesmo em um momento de recessão, ao contrário do que muita gente imagina. O estudo foi feito pelo Numa (Núcleo de Marketing Consumer Insights da ESPM), que entrevistou 577 pessoas, de menores de 18 anos a maiores de 65 anos, sendo 69% mulheres, 45% com idades entre 19 e 25 anos, 72% solteiros e 48% sem renda própria. As questões tiveram como foco o consumo nas seguintes categorias: automóveis, imóveis, aparelhos eletrônicos, telefones celulares, acessórios de moda e roupas (casual e para eventos). Um dos resultados que chama a atenção é que, para 85% dos entrevistados, é melhor comprar um automóvel do que alugar. "Apesar do surgimento de novas modalidades de locação, ainda fica evidente a vontade da posse de bens pelos entrevistados", declarou Helder Haddad, professor e pesquisador do Numa ESPM. O estudo permitiu identificar três perfis de consumidores:
O professor Haddad fez uma observação curiosa: "Apesar da orientação sustentável, não necessariamente as pessoas com esse perfil abrem mão de consumir e de ter a posse do bem; ainda existe uma diferença entre uma real atitude de comportamento e uma intenção de agir". Mesmo entre os sustentáveis, apenas 20% preferem alugar. Entre os materialistas cai para 16% a predisposição para alugar um carro e para 10% entre os racionais. Com relação às outras categorias, a pesquisa revelou equilíbrio na preferência entre alugar ou comprar um imóvel, com 54% dos consumidores afirmando que preferem adquirir. Já com relação aos eletrônicos e celulares, roupas casuais e acessórios de moda, a compra foi a escolha da maioria, com 99%, 98% e 89% das respostas, respectivamente. O aluguel prevaleceu (55%) apenas no item roupa para eventos. Tags: Mercado , consumidor , perfil , comortamento , ESPM , pequisa , Helder Haddad . Site: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/32994/bra sileiro-prefere-comprar-carro-do-que-alugar-indicaestudo-
Os sustentáveis, que estão ligados a marcas que se relacionam com a responsabilidade socioambiental, realizam coleta seletiva do lixo, se dizem interessados em transporte público e carros compartilhados. Com idade entre 19 e 25 anos, 21% dos entrevistados se enquadraram nesse perfil. Os materialistas, que aceitam pagar caro por itens que prometem boas experiências e que estão sempre atentos às novidades. Chama a atenção o fato de esse público ser formado por consumidores mais jovens (até 18 anos), nem sempre ter renda própria e dependerem do dinheiro dos pais. Enquadraram-se nessa categoria 47% dos ouvidos. Os racionais/econômicos, como o nome indica, estão preocupados com o custo-benefício e procuram sempre economizar para garantir uma aposentadoria e/ou se precaver com relação a imprevistos futuros. O público com idade entre 36 e 55 anos é a maioria neste perfil, com renda mensal acima de R$ 5 mil e casados(as).
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SEGS - VEÍCULOS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
Venda diária de veículos usados apresentou queda de 9,5% em março Apesar da queda no mês de março de 2021, as transações obtiveram alta em relação ao mês anterior De acordo com a Federação Nacional de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas diárias de veículos usados, em relação aos dias úteis de março, tiveram uma queda de 9,46% na comparação com o mês de fevereiro. Os dados obtidos pela associação são baseados em informações do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Os dados são referentes à automóveis, motocicletas, implementos rodoviários, comerciais leves, caminhões, ônibus, entre outros.
março. Já em fevereiro, o número de unidades vendidas foi de 876.306. Em comparação com o mês de março de 2020, o número também cresce em 38,95%. No primeiro trimestre deste ano, foram comercializadas 2.661.012 unidades. Considerando o mesmo período do ano anterior, ocorreu uma alta de 13,88%. Esses números não dizem respeito a outros serviços que envolvam a comercialização de peças automotivas, como o que é realizado pelo delivery de bateria de carro. ICMS de São Paulo
Em março, ao todo, 1.238.073 veículos usados estiveram presentes em algum tipo de transação, contra 1.188.887 unidades em fevereiro. Porém, o número leva em consideração a maior quantidade de dias úteis em março ao se comparar com o mês anterior. Enquanto isso, outros serviços automotivos, como o de delivery de bateria de carro, continuam funcionando em 2021. Os números em relação a 2020 Em relação ao mês de março de 2020, ocorreu uma alta de 28,5% nas transações envolvendo veículos usados. Em março de 2020, 893.944 unidades estiveram em processo de negociação. O primeiro trimestre deste ano bateu a marca de 3.586.957 unidades negociadas. Já no primeiro trimestre de 2020, foram 3.122.030, ou seja, uma alta de 14,89%. O Presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, ressalta que em março do ano passado, os estoques de veículos novos estavam normalizados, mesmo com o início da pandemia do coronavírus, em nosso país. Hoje, com estoques de veículos zero km comprometidos pela falta de componentes para a produção, os volumes de vendas de usados tendem a ser maiores do que eram em 2020. No entanto, apesar do saldo positivo, em março, já estamos sentindo os impactos do recrudescimento da pandemia e do aumento da alíquota do ICMS em São Paulo, pois houve redução do volume de vendas diárias dos veículos usados .
Ainda de acordo com a Federação Nacional de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de automóveis e comerciais leves que foram realizadas diariamente no país apresentaram queda de 9,15% em março deste ano, tendo como referência fevereiro de 2021. De acordo com o Presidente da Fenabrave, essa queda mostra os reflexos da pandemia da Covid19 em relação à alta do ICMS, em São Paulo, sobre veículos usados. Assumpção Júnior diz que: essa queda evidencia que estamos, cada dia mais, sentindo tanto os impactos da pandemia quanto do aumento abusivo do ICMS sobre veículos usados no estado de São Paulo, que, até dezembro de 2020 - antes do aumento de 207% na alíquota -, representava cerca de 39% das transações realizadas no Brasil, passando para 24% em fevereiro de 2021 e, em março deste ano, essa representatividade caiu para 23% . Além da venda de veículos usados, os condutores devem estar atentos aos impactos no mercado em geral, como na comercialização de peças, que é realizada, por exemplo, pelo delivery de bateria de carro, e outros tipos de serviços que possuem ligação direta com a manutenção veicular. Site: https://www.segs.com.br/veiculos/290423-vendadiaria-de-veiculos-usados-apresentou-queda-de-9-5-emmarco
Em relação aos automóveis e comerciais leves que são usados, houve um aumento nas transações de 4,48%, ou seja, são 915.537 unidades no mês de 23
MSN BRASIL / SP - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
Pandemia eleva intenção de compra de motos no Brasil A pandemia da Covid-19 e o distanciamento social estão mudando o comportamento das pessoas nas grandes cidades, e as motos podem ser parte fundamental nessa transição. Um estudo realizado pelo Mercado Livre indica que há um aumento de 35% na intenção de compra de motocicletas em comparação ao período pré-pandemia. Segundo o departamento de Veículos, Imóveis e Serviços do Mercado Livre, a busca por transportes individuais apresentou crescimento por conta das mudanças de comportamento causadas pela pandemia, onde as pessoas pretendem evitar as aglomerações no transporte público, além do boom dos serviços de delivery no período.
Já as motos novas tiveram uma alta no emplacamento em comparação com 2020. Apenas em abril foram registradas 94.696 motocicletas novas, o que representa um crescimento de 52% sobre março e de 235% em relação ao mesmo mês de 2020, períodos que registraram 62.286 e 28.255 unidades emplacadas, respectivamente. Veja as 20 motos mais emplacadas no mês clicando aqui . O post Pandemia eleva intenção de compra de motos no Brasil apareceu primeiro em Motociclismo Online . Site: http://www.msn.com/pt-br/carros/motos/pandemiaeleva-inten%c3%a7%c3%a3o-de-compra-de-motos-nobrasil/ar-BB1gPzEm?li=AAvXh0u
"Sabemos que esse é um momento de transformação na sociedade e no setor automotivo. Cada vez mais as pessoas buscam diferentes formas de mobilidade, e é nosso papel apontar tendências de mercado e viabilizar negócios. Essa pesquisa mostra a importância do carro para o brasileiro e aponta para o aumento do consumo de motocicletas, refletindo a busca por segurança e por um transporte individual", explica Luis Paulo dos Santos, diretor de Marketplace de Veículos, Imóveis e Serviços do Mercado Livre. Acompanhe a MOTOCICLISMO também pelas redes sociais! - Instagram - Facebook - YouTube - Twitter Quando questionados sobre qual o meio de transporte priorizam, 69% dos entrevistados responderam carro, enquanto 19% preferem a motocicleta, 7% o transporte público e 5% a bicicleta. Perguntados sobre por que priorizam o carro para se locomover na cidade, 48% apontou a segurança como principal motivo. Além disso, 27% dos participantes afirmam que não querem usar o transporte público. Segundo a Fenabrave, em abril foram vendidas 248.185 motocicletas usadas, o que representa um recuo de 7,5% sobre o mês de março, que fechou com 268.372 unidades negociadas. Apesar do recuo, 2021 totaliza 1.027.044 motocicletas seminovas vendidas entre janeiro e abril, uma alta de 45% sobre as 707.974 unidades comercializadas em igual período de 2020.
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REVISTA ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE - ECONOMIA. Seg, 17 de Maio de 2021 CONCESSIONÁRIOS/CONCESSIONÁRIAS
Áreas mais impactadas do comércio e serviços tiveram queda de R$ 225,7 bi em 2020 O total de perdas contabilizadas em 2020 pelo turismo, serviços, segmento de veículos e varejo não essencial no Brasil foi de cerca de R$ 225,7 bilhões, aponta levantamento produzido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O montante registrado é maior do que tudo o que países como a Sérvia (R$ 222 bilhões) e a Tunísia (R$ 214 bilhões) produzem em um intervalo de um ano. De acordo com a pesquisa, apesar da retomada das atividades econômicas, muitos dos segmentos não devem se recuperar neste ano. A expectativa é que o varejo essencial experimente uma retração de 1%, e que o turismo ainda acabe 2021 no vermelho, com queda de 5% de receitas depois de uma variação expressiva para baixo em 2020, que beirou os 40%. O turismo brasileiro perdeu R$ 52,1 bilhões em faturamento em 2020 em comparação a 2019, considerando a correção da inflação acumulada no período. O resultado foi um dos piores da história do setor, representando uma queda de 38,1% em comparação com o que o setor faturou em 2019. No entanto, o setor que mais perdeu no ano passado foi o de serviços que, pelos dados, faturaram praticamente R$ 100 bilhões a menos em relação a 2019 - uma retração de 11,7%. As vendas de veículos também caíram e apresentaram um prejuízo de R$ 41,2 bilhões (queda de 11,5% na comparação com 2019). Já o varejo não essencial, como lojas de roupas, por exemplo, fechou 2020 com um rombo de R$ 32 bilhões em comparação ao ano anterior, representando a perda de um décimo do seu tamanho (-10,3%).
no orçamento das famílias, que boa parte foi direcionada para este tipo de consumo. No entanto, dado o cenário atual, a entidade entende que esses setores não se recuperem tão rápido. Segundo ela, a tendência é que as concessionárias de veículos, o varejo não essencial e os serviços não revertam essas perdas neste ano, mesmo com um possível crescimento daqui em diante. Diante das perdas contabilizadas no levantamento, a FecomercioSP defende que algumas medidas sejam tomadas pelo Poder Público. A Federação afirma que tem atuado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em torno de linhas de crédito com taxas, carências e parcelamentos condizentes com a situação das micro e pequenas empresas. Um modelo defendido é o do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Outro pedido é que o governo crie um auxílio emergencial correspondente a quatro parcelas, cada uma equivalente a 10% do faturamento mensal médio verificado no ano passado. Além disso, a entidade ainda segue solicitando que os tributos das três instâncias estatais, vencidos em abril até junho deste ano, sejam consolidados com carência estabelecida de seis meses e possibilidade de parcelamento em até 60 vezes. Site: https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2021 /05/epoca-negocios-areas-mais-impactadas-docomercio-e-servicos-tiveram-queda-de-r-2257-bi-em2020.html
Apesar das retrações expressivas, o varejo em geral registrou um aumento de 4,8%, cerca de R$ 83 bilhões a mais em vendas, puxado pelas atividades consideradas essenciais, como supermercados, farmácias, lojas de materiais de construção e postos de combustíveis, que tiveram ganhos de R$ 115,7 bilhões em 2020 - um salto de 8,2% na comparação com 2019. Na avaliação da FecomercioSP, o desempenho positivo se explica pela injeção do auxílio emergencial 25
AUTOINDÚSTRIA / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 AUTOMÓVEIS
Honda elege os melhores fornecedores de 2020 Redação AutoIndústria
A Honda Automóveis elegeu 16 fornecedores como os de melhor desempenho em suas respectivas áreas de atuação em 2020. As empresas vencedoras são definidas por meio de análise de critérios, dentre outros, de qualidade, entrega, atendimento, custos, preservação do meio ambiente, desempenho em divisão de peças. Dos fornecedores premiados, 13 receberam o reconhecimento pela Excelência em Qualidade e Entrega e 3 se destacaram em Meio Ambiente, Divisão de Peças e no programa Honda Way, que visa "fortalecer os princípios de produção, desenvolvendo técnicas que limitem a variabilidade no processo produtivo e tragam mais qualidade e segurança ao produto", explica a montadora. "Acreditamos que os fornecedores e parceiros são peças fundamentais neste processo de melhoria contínua. A premiação é uma oportunidade de crescimento conjunto", comenta Luis Eduardo Onofri, gerente geral de Compras e Desenvolvimento da Honda. Foto: Divulgação Site: https://www.autoindustria.com.br/2021/05/17/hondaelege-os-melhores-fornecedores-de-2020/
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QUATRO RODAS / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 EXPORTAÇÃO
Com R$ 5.000 de desconto, Fiat Argo fica mais barato que o velho Uno Depois de ter conseguido dobradinha no ranking de vendas de abril , liderado pela Strada e seguida pelo Mobi, agora a Fiat quer bombar as vendas do hatch compacto Argo . Clique aqui e assine Quatro Rodas por apenas R$ 8,90 . Em nova ação de vendas, a fabricante reduziu o preço do Argo 1.0 2021, de R$ 59.890 por R$ 54.890, um desconto de R$ 5.000. Maior, mais moderno e mais eficiente, ele está mais barato que o Fiat Uno 2021. O pacote de equipamentos dos dois é semelhante, com ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, computador de bordo e direção assistida (hidráulica no Uno e elétrica no Argo). E a Fiat também antecipa que há uma boa quantidade do Argo disponível a pronta entrega, o que ultimamente é tão importante quanto o preço do carro. Também há duas opções de financiamento: 60 meses com parcela de R$ 526 (entrada de 60%) ou 48 parcelas de R$ 1.070 (entrada de 30%). Lançada há 11 anos, a segunda geração do Uno passou a ser vendida em versão única, Attractive 1.0 Fire (75 cv), por R$ 56.190, R$ 1.300 mais caro que o Argo. Por sinal, o Uno perdeu a versão Drive , que usava justamente o mesmo motor do Argo, o 1.0 Firefly de três cilindros e 77 cv. Também tinha equipamentos como rádio, controles de estabilidade e tração, e rodas de liga leve opcionais. Esta seria uma preparação (ou antecipação) de que o modelo deixará de ser vendido no Brasil. Meses atrás o Uno estava com pedidos suspensos para seu maior público, o de empresas. Em outra ocasião, a fabricante deu a entender que o compacto poderia seguir em produção, mas apenas para exportação , como aconteceu com o Toyota Etios. Desta forma, Mobi e Argo passariam a ser os únicos hatches compactos da Fiat no Brasil. O fato: o Fiat Uno não terá uma nova geração. Site: https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/com-r-5000-de-desconto-fiat-argo-fica-mais-barato-que-o-velhouno/
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AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 AUTOMÓVEIS
Honda premia seus melhores fornecedores de 2020 A Honda Automóveis do Brasil anunciou nesta segunda-feira, 17, os nomes dos seus melhores fornecedores de 2020, que foram escolhidos pela montadora na última quinta-feira, 13. Foram premiadas 16 empresas, sendo 13 delas nas categorias Excelência em Qualidade e Entrega em suas áreas de atuação, enquanto outros três fornecedores foram indicados como destaques nas categorias Meio Ambiente, Divisão de Peças e Honda Way, programa da empresa focado em fortalecer princípios de produção e garantir mais qualidade e segurança ao produto.
Mitsui Prime Advanced Composites do Brasil Indústria e Comércio de Compostos Plásticos SA Categoria Elétricos Sumidenso do Brasil Indústrias Elétricas Ltda Denso do Brasil Ltda Categoria Componentes 1 NTN do Brasil Produção de Semi-eixos Ltda
A Honda possui uma cultura voltada à excelência, a fim de entregar produtos e serviços que superem as expectativas de seus clientes. Dessa forma, acreditamos que os fornecedores e parceiros são peças fundamentais neste processo de melhoria contínua. Esta premiação é uma oportunidade de crescimento conjunto, já que o aprimoramento traz bons resultados tanto para a marca como para as empresas parceiras , explica Luis Eduardo Onofri, gerente geral de compras e desenvolvimento da Honda. Conheça a seguir as 16 empresas premiadas e suas respectivas categorias. Categoria Plástico
Sogefi Suspension Brasil Lda Litens Automotive do Brasil Ltda Mangels Industrial SA Tower Automotive do Brasil Ltda Yachiyo do Brasil Ind. e Com. de Peças Ltda Tags: Honda , prêmio , fornecedores parceiros , Eaton , Maxion , Denso , Mangels . Site: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/32993/ho nda-premia-seus-melhores-fornecedores-de-2020
Treves do Brasil Ltda Vuteq do Brasil Limitada Categoria Estamparia Yorozu Automotiva do Brasil Ltda Yutaka do Brasil Ltda Categoria Fundição Eaton Ltda. Maxion Wheels do Brasil Ltda Categoria Matéria-Prima The Chemours Company Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda 28
AUTO ESPORTE / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 MONTADORA
Renault estuda lançar carro elétrico com baterias que podem ser trocadas como pilhas Por Rodrigo Ribeiro
Um dos grandes entraves dos modelos movidos por eletricidade é o tempo de recarga, que pode levar horas ou exige aparelhos caríssimos e carros preparados para as tecnologias de reabastecimento rápido. Mas a Renault estuda voltar a testar uma solução bem mais simples: simplesmente trocar a bateria descarregada do veículo por uma recarregada, como se fosse uma pilha de controle remoto. Esse processo já foi desenvolvido pela marca na década passada , em parceria com a empresa israelense Better Place, usando o Fluence EV . O projeto foi interrompido com a falência da companhia do Oriente Médio, mas Luca de Meo, CEO da montadora, afirmou em um encontro do Financial Times que a Renault estuda retomar esse conceito com seus próximos elétricos.
prejudicaram a otimização do espaço interno do sedã, mas se um veículo for projetado desde o início com essa solução em mente é possível que os problemas sejam resolvidos mais facilmente. A Renault já havia anunciado um grande plano de reestruturação que envolve a redução na capacidade produtiva, foco em produtos mais lucrativos e desenvolvimento de novos carros elétricos. A marca não detalhou as mudanças para o Brasil, que, por enquanto, deve receber o novo Kwid reestilizado e a segunda geração do Sandero e Logan . Site: https://autoesporte.globo.com/tecnologia/noticia/2021/05 /renault-estuda-lancar-carro-eletrico-com-baterias-quepodem-ser-trocadas-como-pilhas.ghtml
Por enquanto apenas a chinesa Nio adota essa solução, ainda em baixa escala. O conceito é similar ao da Better Place: o veículo estaciona em uma estação de troca, e um complexo mecanismo automático faz a troca da bateria, localizada no assoalho. Todo o procedimento pode levar até cinco minutos , tempo similar ao de um reabastecimento de um carro a combustão. Ainda não está decidido, mas eu vejo como uma oportunidade interessante. Precisamos encontrar uma solução pragmática, mas, do ponto de vista do negócio, faz sentido separar a bateria do carro , explicou De Meo. A fala remete ao método de negócio da Better Place, em que você alugava o acumulador pagando uma tarifa mensal. Isso permitia que o custo do veículo fosse drasticamente reduzido e, de quebra, elimina o maior receio dos usuários desses modelos, que é lidar com o custo de reposição da bateria ao final da sua vida útil. A troca do acumulador também torna ele mais barato, já que não é preciso desenvolver caros sistemas de recarga ultrarrápida . O lado negativo enfrentado pela Renault foi a adaptação necessária para que o Fluence elétrico pudesse ter a bateria trocada automaticamente, pois normalmente ela fica presa firmemente na carroceria por diversos parafusos e conectores. As adaptações 29
MSN BRASIL / SP - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 ABRACICLO
Salão Duas Rodas 2021 é cancelado por causa da pandemia A organização do evento confirmou que a edição de 2021 está cancelada e o Salão Duas Rodas deve retornar apenas em 2022, entre os dias 1 e 6 de novembro do ano que vem. A decisão teve o apoio das 10 associadas da Abraciclo, entidade que reúne as principais fabricantes brasileiras. A Reed Exhibitions afirmou que, devido à natureza do Salão Duas Rodas, que requer experiências táteis e é um local onde as montadoras buscam a maior conexão com os visitantes, não seria seguro manter a programação do evento do jeito que estava. A feira costuma oferecer atrações como teste-drives, arenas e shows, geralmente com aglomerações.
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Todos ainda estamos vivendo sob as severas consequências da pandemia. Diferente dos eventos focados em negócios, as características singulares do Salão Duas Rodas atraem um público de milhares de pessoas e promovem grande interatividade dos visitantes. Por este motivo optamos por transferí-lo para 2022 , disse Claudio Della Nina, presidente da Reed Exhibitions. © Motor1.com Brasil Yamaha XSR125 2021 Para a edição de 2021 do Salão Duas Rodas, duas grandes marcas já estavam confirmadas, com Kawasaki e Harley-Davidson já tendo anunciado suas participações. Enquanto a norte-americana ainda não se pronunciou a respeito do evento no ano que vem, a japonesa já afirmou que estará presente em 2022 também. Sonia Harue Ando, gerente comercial e de marketing da Kawasaki do Brasil, declarou que "o Salão Duas Rodas é um evento estratégico, muito importante e alinhado com o posicionamento da Kawasaki no Brasil. Levando em consideração o cenário atual, apoiamos a decisão de mudança de data e confirmamos nossa participação no Salão Duas Rodas 2022, reforçando nosso comprometimento com o mercado e com o público apaixonado por nossa marca". Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, também se mostrou otimista com a edição do ano que vem: "Tivemos uma edição espetacular em 2019, apontada como a melhor já realizada, e queremos superá-la. Acreditamos que em 2022 conseguiremos atender à alta expectativa do público com um salão ainda mais completo, atrativo e interativo". 30
AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 INDÚSTRIA AUTOMOTIVA
Ana Theresa Borsari assume área global de veículos comerciais da Stellantis Ana Theresa Borsari assume novo cargo global dentro do Grupo Stellantis
Leia seguir o texto compartilhado por Ana Theresa Borsari na sua página no LinkedIn.
Depois do anúncio da reestruturação do comando da Stellantis na América do Sul , com a definição dos nomes de 23 liderança no último dia 13, ficou a dúvida de qual seria o novo destino de Ana Theresa Borsari, até então diretora geral das marcas Peugeot, Citroën e DS para o Brasil. Agora seu novo cargo já está confirmado: ela será a responsável pela área global de experiência digital e do cliente para veículos comerciais leves do grupo.
"Chegou a hora de encerrar mais um capítulo da minha trajetória no Brasil. Não se trata de um adeus, mas um até logo a todas as pessoas que estiveram ao meu lado nessa jornada. Saio (já) com a saudade no peito e a sensação de missão cumprida.
O anúncio foi feito pela própria Ana Theresa em um texto de despedida que ela compartilhou na sua página no LinkedIn , onde ela explica que na sua nova função terá a missão de "desenvolver, a nível global, uma experiência cliente ainda mais ampla, digital e fidelizada, com total foco na qualidade e experiência dos consumidores que escolhem os veículos utilitários da Stellantis". Para cuidar das duas marcas na América do Sul, Vanessa Castanho foi indicada para dirigir a Citroën e Felipe Daemon fica à frente da Peugeot . A executiva começou sua carreira na indústria automotiva em 1995, quando deixou o Procon-SP e ingressou na Peugeot do Brasil como diretora de atendimento ao consumidor. Dez anos depois, ela se tornou diretora de marketing da marca francesa no País e em 2010 foi expatriada para ser coordenadora comercial da Peugeot para o Sul da França. Posteriormente, ela foi diretora geral da marca na Eslovênia (2011-2013) e diretora regional na França até 2015, quando regressou ao Brasil para ser a diretora geral da Peugeot e iniciar o plano de reestruturação comercial da empresa e suas concessionárias. A partir de 2018, ela também acumulou a gestão e foi responsável pela reorganização das outras duas marcas do Grupo PSA, Citroën e DS. Na sexta-feira, 14, outro brasileiro também foi promovido a um cargo de liderança mundial da Stellantis: Fernão Silveira foi escolhido como diretor global de estratégia, planejamento e monitoramento de performance da área de comunicação corporativa do grupo .
"Então, ao final desse ciclo de 5 anos, nada mais natural do que pensar no que construímos, no que deixamos como legado. E, fazendo essa reflexão, dois pontos se destacam: a construção de pilares sólidos para que as marcas Peugeot e Citroën no Brasil acelerem seus planos no país. E, um segundo aspecto, que certamente é o mais importante (e sem o qual se inviabilizaria o primeiro...) a construção de um time orientado a um único propósito: encantar o cliente. Assim, convergimos o trabalho das equipes e demos um forte motivo para que todos acreditassem e buscassem o mesmo objetivo, independentemente da área de atuação. "Mais do que isso: criamos um diferencial; provamos que ao colocar a experiência do cliente como o centro das atividades e seguindo o trabalho com exigência, coerência e rigor, garantimos a sustentabilidade, perenidade e geração de riqueza ao negócio. "E agora meu desafio é ainda maior: desenvolver, a nível global, uma experiência cliente ainda mais ampla, digital e fidelizada, com total foco na qualidade e experiência dos consumidores que escolhem os Veículos Utilitários da Stellantis, potência mundial neste segmento. Será a continuidade de um lindo trabalho em equipe que comecei no Brasil, onde obtivemos grandes resultados. Com certeza, levarei o que aprendi com cada um para esta nova função. "Saio orgulhosa e deixo o meu mais profundo e sincero muito obrigada ! Também agradeço aos concessionários e seus colaboradores, que fizeram a diferença na ponta, na linha de frente junto aos nossos consumidores e construíram o primeiro capítulo dessa história." Tags: Stellantis , carreira , organograma , Peugeot , Felipe Daemon , Citroën , Vanessa Castanho , PSA , Ana Theresa Borsari , FCA .
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AUTOMOTIVE BUSINESS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 INDÚSTRIA AUTOMOTIVA
Site: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/32992/an a-theresa-borsari-assume-area-global-de-veiculoscomerciais-da-stellantis
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MSN BRASIL / SP - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
Fiat Argo lidera em dobradinha da marca na 1ª quinzena de maio © Motor1.com Copyright Fiat Argo Trekking 1.3 2021 A Fiat segue como destaque neste 1º semestre de 2021. Se na 1ª quinzena de abril os dois modelos mais emplacados no Brasil foram picapes da marca italiana, na 1ª parte de maio a situação permanece similar, mas desta vez com o Argo (5.325) à frente da Strada (4.844) - há um mês, o hatch havia sido apenas o 10º colocado. Se mantiver o ritmo nos próximos dias, o Argo poderá encerrar o mês com recorde. O ótimo desempenho do Grupo Stellantis em maio foi reforçado com o Jeep Renegade (3.932) completando o pódio, com o Fiat Mobi (3.902) em 5º e com o Jeep Compass (2.677) em 9º. Com 3.904 unidades, o Creta (4º) abriu boa vantagem sobre o HB20 (3.220) para ver quem será o Hyundai mais vendido. © Motor1.com Brasil Fiat Strada 2021 © Motor1.com Brasil Jeep Renegade Moab O destaque negativo, por enquanto, é o Onix: com 2.271 unidades, quase 700 a menos do que o Chevrolet Tracker (2.906), o modelo mais vendido no país desde 2015 encerrou a quinzena fora de um top 10 completado pelo Volkswagen T-Cross (2.539). Quem começou o mês muito bem, por sua vez, foi o novato Toyota Corolla Cross (1.900), 12º - sedã mais vendido no período, o Corolla (1.888) foi o 13º. No mês em que a versão reestilizada começa a chegar em maior volume às concessionárias, a Fiat Toro (1.600) foi apenas a 16ª - vale a pena acompanhar o ritmo de vendas nas próximas semanas. O VW Fox, com 1.016 unidades, completou o top 25 na semana em que a linha 2022, sem alterações, foi apresentada. Fonte: Fenabrave Fotos: Motor1.com e divulgação Your browser does not support the audio element. Siga o Motor1.com Brasil no Facebook Siga o Motor1.com Brasil no Instagram Site: http://www.msn.com/pt-br/carros/noticias/fiat-argolidera-em-dobradinha-da-marca-na-1%c2%aa-quinzenade-maio/ar-BB1gPeqh?li=AAvXh0u
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VALOR ONLINE - EMPRESAS. Seg, 17 de Maio de 2021 LOCADORAS DE VEÍCULOS
Locadoras de veículos lucram mais no primeiro trimestre Por Cristian Favaro, Valor PRO - São Paulo
A crise provocada pelo covid-19 comprometeu muitos negócios no país, mas provocou algumas mudanças de hábitos que ajudaram a sustentar o desempenho das locadoras de veículos. A viagem de avião foi substituída por uma esticada de carro no interior. A terceirização da frota cresceu como opção das empresas para cortar custos. Ao mesmo tempo, o preço do carro seminovo se valorizou - e o segmento de revenda de automóveis ganhou mais importância nos balanços das locadoras. No primeiro trimestre Localiza, Unidas e Movida - as três maiores empresas do setor - tiveram, juntas, um crescimento de 35% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, para R$ 1,4 bilhão, uma alta de 35% na comparação anual. O lucro líquido subiu 366%, para R$ 703,8 milhões, amparado pelo menor custo com a depreciação dos veículos. Na contramão, a receita somada das três empresas apresentou leve queda, de 1,8%, para R$ 4,3 bilhões. Contribuiu para esse desempenho a demora na entrega de carros zero quilômetro encomendados às montadoras, que fez as locadoras postergarem a substituição da frota e a revenda de seus seminovos. Mesmo assim elas saíram ganhando: sem veículos novos no mercado, o preço médio de revenda dos usados das três empresas disparou 32,7% no trimestre na comparação anual, para R$ 53 mil por veículo. Leia a reportagem completa no Valor Econômico Empresa de locação de veículos, venda de seminovos e gestão de frotas é uma das que têm Ações em destaque no Fundo Joule Value FIA - Foto: Getty Images Site: https://valorinveste.globo.com/mercados/rendavariavel/empresas/noticia/2021/05/17/locadoras-deveiculos-lucram-mais-no-primeiro-trimestre.ghtml
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SEGS - VEÍCULOS. Seg, 17 de Maio de 2021 ANFAVEA
Indústria automotiva conta com incentivos para inovar Com objetivo de fortalecer e modernizar o setor produtivo, a EMBRAPII investe recursos financeiros e disponibiliza centros de pesquisa para o desenvolvimento de projetos de inovação Nesta quinta-feira (13), data em que, desde 1934, é celebrado o Dia do Automóvel, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial - EMBRAPII reforça sua atuação de fomento à inovação no segmento automotivo. Ao todo, foram 84 projetos nesta área beneficiando 120 empresas, desde startups até as grandes montadoras multinacionais, alavancando um total de R$ 97 milhões em investimentos no setor. Desde 2019, a organização social que tem contrato de gestão com os ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Educação (MEC) e Saúde (MS), é coordenadora de Programa Prioritário do Rota 2030, política do governo federal em apoio à cadeia de fornecedores do setor em todo o Brasil. Para este segmento, contabiliza 34 projetos contratados e mais de R$ 36 milhões investidos em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD I), que incluem conectividade, biocombustíveis, inteligência artificial, materiais, sensores e inteligência, entre outros. No âmbito do programa, a EMBRAPII já entregou à indústria dois projetos com a Usiminas, por exemplo. Segundo a Anfavea - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores - o Brasil é o nono maior em produção de autoveículos no ranking global, mas apenas o 26º na lista de exportadores em valores, além de estar na penúltima posição entre os 18 países em desenvolvimento quando o assunto é competitividade. O diretor de Operações da EMBRAPII, Carlos Eduardo Pereira, acredita que a inovação é uma importante ferramenta para fortalecer a indústria nacional e para acompanhar as mudanças e o desenvolvimento global do setor. "Estamos vivendo um momento de remodelação da forma como as pessoas se locomovem, demandas relacionadas a tecnologias verdes e conectividade crescem ano após ano. Para a indústria automotiva atender essa tendência de mercado, é necessário inovar. As Unidades EMBRAPII têm competência técnicas para contribuir nesse processo", destaca.
Para as propostas específicas no âmbito do Rota 2030, a EMBRAPII tem uma linha especial de financiamento que pode chegar a até 50% do valor total do projeto. Das 64 Unidades que fazem parte da rede da instituição, 30 atuam com projetos de mobilidade e logística. Conheça alguns projetos desenvolvidos na área automotiva Robô Snake Com movimentos flexíveis, semelhantes ao de uma cobra, a tecnologia do robô Snake promete revolucionar a indústria automotiva. Diferentemente de outros robôs que, atualmente, operam na linha de montagem, ele é capaz de alcançar locais de difícil acesso em espaços restritos para desempenhar diferentes funções como inspeção de soldas, aplicação de selantes, pinturas e outros tipos de análises de vídeo, por meio de uma câmera instalada em sua extremidade. O projeto é uma parceria com a multinacional General Motors e foi desenvolvido por pesquisadores da Unidade EMBRAPII ISI Laser, em Joinville, Santa Catarina. Eletropostos Para que os veículos totalmente elétricos ganhem popularidade no Brasil, é fundamental o desenvolvimento de uma rede de abastecimento qualificada que permita ao motorista recarregar seu automóvel rapidamente para seguir viagem. Pensando nesta questão, a EMBRAPII apostou na ideia da criação de eletropostos, mas que tenham tecnologia 100% nacional, o que aumenta o custo-benefício e movimenta a economia brasileira. O projeto é desenvolvido pela Unidade EMBRAPII - CPqD, em Campinas, em parceria com a empresa PHB Eletrônica. Check-up veicular Em parceria com a startup Wings, de Pernambuco, a EMBRAPII e os pesquisadores da Unidade EMBRAPII Cesar desenvolveram o assistente veicular: [email protected] , dispositivo pessoal que entrega informação segura e precisa, como indicações de falhas e aspectos da saúde do carro em tempo real, evitando prejuízos causados pela falta de manutenção 35
SEGS - VEÍCULOS. Seg, 17 de Maio de 2021 ANFAVEA
do carro, localização, alertas de revisão periódica, hábitos de direção, cerca eletrônica, além de gerar dados para que as concessionárias possam oferecer serviços mais personalizados aos donos de veículos. Sobre a EMBRAPII A EMBRAPII é uma organização social que tem como missão fomentar a inovação da indústria brasileira. Ela garante com recursos não reembolsáveis parte do valor total do projeto da empresa que deseja inovar. Para viabilizar o desenvolvimento, coloca à disposição 64 Unidades EMBRAPII (distribuídas pelo país), centros de pesquisa de ponta credenciados na rede de inovação. Mais de 800 empresas já receberam este apoio totalizando o desenvolvimento de mais de 1.000 projetos com 1,7 bilhão em investimentos. Site: https://www.segs.com.br/veiculos/290319-industriaautomotiva-conta-com-incentivos-para-inovar
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SEGS - VEÍCULOS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
Como a suspensão da produção e a saída de montadoras afeta o mercado automotivo? r Luca Cafici
Desde o início do ano até agora, ao menos 10 montadoras de automóveis, caminhões e ônibus anunciaram a paralização da produção de veículos no Brasil em decorrência da crise sanitária ocasionada pelo novo coronavírus. Vale ressaltar que a Ford continuará a comercializar carros no país, porém serão importados dos nossos vizinhos Argentina e Uruguai, e a Audi, que também suspendeu a produção nacional, estuda retornar em 2022. Infelizmente esse era um caminho que parecia provável. De acordo com dados da Fenabrave, o primeiro trimestre deste ano teve desempenho em vendas de veículos zero-quilômetro bastante reduzido, totalizando 527,9 mil unidades licenciadas - o que representa queda de 5,4% em relação aos mesmos meses do ano anterior. A grande questão não é a comparação direta entre os períodos, mas quanto o mercado reduziu com relação ao último trimestre de 2020: uma queda de 23% no volume de vendas. Isso freou a recuperação do mercado que ocorria desde a metade do ano passado. Se colocarmos na balança o alto custo para produzir um carro no Brasil versus quanto se está vendendo com o avanço da pandemia no Brasil, veremos cada vez mais outras montadoras saindo do país, em especial as de veículos de luxo, que sofrem diretamente com o aumento do custo de produção devido à alta do dólar. Conforme as montadoras vão deixando de produzir no país, o mercado fica cada vez mais reduzido, e vão se criando nichos. Se há alguns anos comprar um carro novo era difícil, porém um sonho que poderia se realizar nos modelos populares que ficavam na casa dos R$ 30 mil, atualmente a mesma categoria de veículos se aproxima dos R$ 50 mil, o que acarreta um novo movimento no mercado. Essa alta nos preços faz com que até quem antes só comprava veículos zero-quilômetro migrasse para os usados. Trazendo o mesmo estudo que citei anteriormente da Fenabrave, em fevereiro deste ano o mercado de usados cresceu 15,1% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Não há grandes saídas: a escolha consciente para o consumidor hoje é partir para os seminovos e esperar
o Brasil voltar a um cenário de normalidade para entender quanto tempo demoraremos para ter um mercado de carros novos em alta novamente. Ao passo que o mercado de novos está em queda, o de usados e seminovos está aquecido. Esse cenário deverá se manter até a produção de veículos ser normalizada e a insegurança causada pelo coronavírus passar, bem como as contratações serem retomadas e a taxa de desemprego melhorar. Outro fator a se colocar na balança é a questão da concorrência. A falta de players no mercado entrega a quem tem o produto a possiblidade de ofertá-lo pelo preço que quer e não se preocupar tanto em ter o mais competitivo para vencer um rival. Na categoria dita como "de entrada", vivemos décadas com uma disputa de quatro grandes representantes: Volkswagen, Ford, Chevrolet e Fiat. A Renault remava pelas beiradas e nos últimos 10 anos a Hyundai conquistou o mercado das grandes. A gama de veículos com preços semelhantes era benéfica ao consumidor, que podia escolher a melhor opção entre X fatores que lhe eram importantes. Com a saída da Ford, o Ka deixou de ser produzido, recentemente a Volkswagen anunciou que o Up! também deixará de ser vendido aqui. Veja só: a concorrência diminuiu, a produção diminuiu e os preços subiram. O prejudicado nessa equação é o consumidor. Sendo pragmático, se pensarmos no ritmo de vacinação atual no Brasil, que desde o início do ano cobriu um pouco mais de 10% da população, e em como outros países estão voltando às atividades normais aos poucos após a imunização, não consigo prever um reaquecimento desse mercado antes do segundo trimestre de 2022. * Luca Cafici é CEO da InstaCarro, plataforma que realiza a intermediação na venda de veículos - e-mail: Sobre a InstaCarro Criada no fim de 2015 e baseada em São Paulo (SP), a startup atraiu um exigente grupo de investidores para apoiar seu projeto inovador no Brasil, recebendo um dos maiores aportes de capital para uma empresa de internet nesse estágio até hoje no país. Faça uma 37
SEGS - VEÍCULOS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
avaliação profissional e oferte seu carro para mais de 1.500 lojas e concessionárias do Brasil sem sair de casa - o vendedor recebe múltiplas ofertas, escuta a maior e, se aceitar, é pago no mesmo momento. Além disso, não é preciso se preocupar com laudo de transferência, já que a InstaCarro cuida do processo. Site: https://www.segs.com.br/veiculos/290315-como-asuspensao-da-producao-e-a-saida-de-montadoras-afetao-mercado-automotivo
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G1 / BAHIA - BAHIA. Seg, 17 de Maio de 2021 MONTADORA
Prestadores de serviço da Ford protestam por indenizações após fábrica fechar; funcionários estão acampados há cerca de 40 dias Por TV Bahia
Funcionários de empresas prestadoras de serviço da Ford protestam no polo petroquímico de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, na manhã desta segunda-feira (17). Eles reivindicam o pagamento de indenizações após a montadora fechar fábricas no Brasil. O grupo está acampado no polo há 39 dias. Os trabalhadores alegam que não foram contemplados no acordo que a multinacional fez com os empregados operacionais e administrativos, que oferece indenização mínima individual de de R$ 130 mil. O todo, a Ford demitiu quatro mil funcionários diretos. O G1 entrou em contato com a Ford para saber o posicionamento da empresa sobre o caso, bem como se haverá negociação com os funcionários, e aguarda retorno. Um trabalhador de prenome Alex, contou que prestou serviço à montadora por nove anos. Para ele, a Ford precisa reconhecer que os funcionários também têm direito às indenizações. "É uma situação bastante constrangedora para nós trabalhadores, nós somos mães e pais de famílias. Fomos pegos de surpresa pela própria Ford, pegos de surpresa com o desrespeito às outras empresas. Para a Ford, somos terceiros. Mas nós não somos terceiros, somos parceiros. Nós temos o Q1, que é o certificado de qualidade, e praticamente nós fabricamos 88% das peças e a Ford tem que entender que ela não fabrica carro sem o farol, não fabrica carro sem a porta, não fabrica carro sem suspensão .
gente acredita que a Justiça vai se pôr a nós. A questão é que a Ford ainda insisti em deixar a gente fora desse processo. A gente pede apoio ao Ministério Público, ao Ministério do Trabalho, que nos ajude nessa causa, porque somos parceiros e precisamos deles também". Funcionário da montadora há 17 anos, Sidney também se queixou sobre ter ficado de fora das negociações indenizatórias. "São 17 anos prestados, suando aqui dentro e derramando o suor para levar o sustento para minha família, e hoje me encontro desempregado, como todos esses que estão aqui. São 1.500 funcionários. No acordo que foi feito com a Ford, para que não demitissem todos os seus funcionários, até que fosse feita a negociação, nós ficamos de fora. No dia 19 de janeiro, todos foram mandados embora . A Ford anunciou que encerraria a produção de veículos em suas fábricas no Brasil, em 11 de janeiro deste ano. A decisão motivou protestos em dias distintos por parte dos funcionários da Ford, localizada em Camaçari. Foram feitas manifestações na frente da fábrica da montadora e no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. No dia 5 de fevereiro, a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar que suspendia a demissão coletiva de funcionários da fábrica de Camaçari. A decisão proibia demissões até que o acordo entre a empresa e os funcionários fosse encerrado.
Alex detalhou ainda que, durante os acordos com a Justiça do Trabalho, que concedeu a reintegração dos trabalhadores demitidos, a retomada dos prestadores de serviço foi negada.
No dia 23 de fevereiro, cerca de 700 funcionários da Ford retornaram aos postos de trabalho, em Camaçari. A retomada foi, inicialmente, por 90 dias e aconteceu depois de negociações entre o sindicato da categoria e a empresa.
"Foi negada a nossa reintegração e mesmo assim a gente não saiu daqui. A gente permaneceu, porque a
Na época, ficou decidido também que outros 327 trabalhadores retornariam em março, 189 em abril e 39
G1 / BAHIA - BAHIA. Seg, 17 de Maio de 2021 MONTADORA
31 funcionários seriam convocados em maio. Em março, outra decisão judicial emitida suspendeu o desligamento de empregados da Ford que atuam em funções de liderança e supervisão, na fábrica de Camaçari. A informação foi divulgada pelo Ministério Público do Trabalho (MTB-BA), no dia 29, data em que as demissões iriam ser realizadas. A decisão também afetava as empresas que forneciam insumos para a montadora e estão instaladas no complexo industrial no município baiano. Veja mais notícias do estado no G1 Bahia. Site: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2021/05/17/prestad ores-de-servico-da-ford-protestam-por-indenizacoesapos-fabrica-fechar-funcionarios-estao-acampados-hacerca-de-40-dias.ghtml
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SEGS - VEÍCULOS. Seg, 17 de Maio de 2021 ABRACICLO
Salão Duas Rodas será realizado em 2022 · Um dos maiores eventos do mundo no segmento, o Salão Duas Rodas é consagrado pelas experiências presenciais, corredores lotados e interação entre centenas de milhares de visitantes. · Por se tratar de um evento para consumidores (B2C), a alteração de datas foi motivada pela total impossibilidade de se garantir o distanciamento social adequado entre as dezenas de milhares de visitantes esperados todos os dias, e teve apoio irrestrito da Abraciclo e dos principais expositores. · O Salão Duas Rodas ocorrerá entre 1 e 6 de novembro de 2022 e já conta com confirmações de montadoras. O Salão Duas Rodas, inicialmente programado para o período de 16 a 21 de novembro deste ano, no São Paulo Expo, tem nova data: 01 a 06 de novembro de 2022, no mesmo local. A Reed Exhibitions, organizadora do evento, com o apoio da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) e das principais marcas da indústria, decidiu realizar o evento em 2022. O motivo do adiamento é a essência deste evento, que requer experiências táteis, como testes de motos e acessórios, test rides e atrações que dificultam o distanciamento exigido neste momento de pandemia, e adequado ao público visitante do evento, que soma mais de 240 mil pessoas (B2C). "Todos ainda estamos vivendo sob as severas consequências da pandemia. Diferente dos eventos focados em negócios, as características singulares do Salão Duas Rodas atraem um público de milhares de pessoas e promovem grande interatividade dos visitantes com atrações, test rides, arenas e shows. Por este motivo optamos por transferi-lo para 2022", afirma Claudio Della Nina, presidente da Reed Exhibitions. Em consenso com suas dez associadas do segmento de motocicletas, a Abraciclo apoia a decisão da Reed Exhibitions: "Está no DNA do Salão Duas Rodas promover encontros e experiências com o público. Tivemos uma edição espetacular em 2019, apontada como a melhor já realizada, e queremos superar isso no próximo evento. Acreditamos que em 2022 conseguiremos atender à expectativa do público, que é alta, com um Salão ainda mais completo, atrativo e interativo", afirma Marcos Fermanian, presidente da associação.
Estrelas da mostra, as montadoras concordaram com a nova data: "A Honda Motos considera o Salão Duas Rodas o evento mais importante do segmento e está presente como expositora desde a primeira edição da mostra. Além de apresentar ao público os principais produtos e lançamentos, a empresa aproveita a ocasião para maximizar a conexão com os clientes e fãs da marca. A Honda Motos apoia a decisão de postergação do Salão Duas Rodas para 2022, tendo em vista a necessidade de preservar a saúde e segurança das pessoas e o desejo de proporcionar uma experiência inesquecível para os apaixonados pelas motocicletas", afirma Alexandre Cury, Diretor Comercial da Honda Motos. Para a Yamaha Motor do Brasil, o Salão Duas Rodas é uma grande oportunidade para expressar nossa missão corporativa que é gerar kando aos nossos clientes, através de experiências que tragam profunda satisfação e intenso entusiasmo. Assim nós criamos laços com os motociclistas e o público apaixonado por motocicletas. Contudo, a situação da pandemia é ainda extremamente preocupante, e por isso, com o objetivo de minimizar os riscos de contágio do Covid 19 neste longo e desafiador período, apoiamos a decisão da realização do Salão Duas Rodas ser em 2022", declara Helio Ninomiya, Gerente Executivo de Marketing e Produto da Yamaha do Brasil. Quem também apoiou a mudança e manteve a confirmação foi a Kawasaki: "O Salão Duas Rodas é um evento estratégico, muito importante e alinhado com o posicionamento da KAWASAKI no Brasil. Levando em consideração o cenário atual, apoiamos a decisão de mudança de data e confirmamos nossa participação no Salão Duas Rodas 2022, reforçando nosso comprometimento com o mercado e com o público apaixonado por nossa marca. Estamos confiantes que será um grande evento e a KAWASAKI fará parte desta história!" afirma Sonia Harue Ando, Gerente Comercial e Marketing da Kawasaki Motores do Brasil. A nova data será também fundamental para que os expositores consigam manter o padrão de qualidade do Salão Duas Rodas, programando com a devida antecedência as muitas novidades, atrações e ações de interatividade com o público. Esse esforço para a concretização de um Salão Duas Rodas histórico em 2022, inclusive, inicia-se desde já, com a ação de organizadores e expositores preparando atividades essencialmente digitais para assegurar engajamento 41
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da audiência e gerar conteúdo relevante para o público. Nas próximas semanas, a Reed Exhibitions anunciará uma nova plataforma de experiência totalmente digital, que levará para dentro das casas dos apaixonados, a emoção de pilotar uma motocicleta em uma pista de corrida. O Salão Duas Rodas 2022 está começando. Site: https://www.segs.com.br/veiculos/290310-salaoduas-rodas-sera-realizado-em-2022
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TV RECORD NEWS / NACIONAL - RECORD NEWS RURAL. Seg, 17 de Maio de 2021 IMPLEMENTO RODOVIÁRIO
Venda de implementos cresce 14% no 1º trimestre deste ano Tags: Implementos/ Emplacamentos Multimídia: http://midia.smi.srv.br/video/2021/05/17/TVRECORDNEW SNACIONAL-07.08.49-07.09.14-1621256307.mp4
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CORREIO DA BAHIA / ON LINE / BA - NOTICIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 ABRACICLO
Fila de espera por bicicleta em Salvador leva até seis meses O desejo de praticar um esporte ao ar livre, sem necessariamente ter contato com outras pessoas durante a pandemia, fez a procura por bicicletas explodir em Salvador. Desde março do ano passado, quando surgiram os primeiros casos de covid-19, até agora, as lojas viram as vendas aumentaram em até 80% e, hoje, são raros os estabelecimentos que têm o produto para pronta-entrega. Mesmo quem paga à vista tem que ficar na fila de espera, que pode levar até seis meses. Já o tempo médio para que a bike chegue aos lojistas tem variado de 60 a 120 dias. E as pessoas esperam. O empresário Oscar Cardoso Neto, 41 anos, espera desde novembro de 2020 pela chegada da sonhada bicicleta. Ele estava afastado do esporte, mas, com a pandemia, o desejo de pedalar voltou. "Sempre fui ciclista, mas tinha uns dois anos que vendi minhas bicicletas. Ano passado, com a pandemia, as academias fechadas, eu resolvi comprar outra bike. Fui na loja, mas já não tinha bicicleta disponível, estava em falta, aí comprei uma seminova. Esperei um pouco, chegou uma bicicleta nova, uma mountain bike, só que quis comprar uma de estrada, de speed, e tem seis meses que estou tentando comprar, mas não tem no estoque. A previsão agora é no meio do ano mais ou menos, está faltando no Brasil inteiro", relata Neto. O preço desse modelo aumentou de R$54 mil para R$ 66 mil, segundo o empresário - a alta afeta todos os outros produtos. Por ser de uma marca americana, o valor depende do câmbio do dólar em relação ao real, atualmente em R$ 5,27. A seminova, que usou de agosto a novembro, ele conseguiu vender em menos de 24h. Botei no OLX, parecia pólvora, não deu nem 24h horas. Botei de noite, e quando foi no outro dia, o cara já estava marcando para buscar, porque não tinha essa bicicleta, e o mercado tá superaquecido, mesmo de usados" , conta o empresário. A média Maili Ferner, 53, aproveitou a pandemia para entrar no esporte. Ela ganhou de presente de Natal do marido uma Caloi aro 29 - um dos modelos mais vendidos hoje - para se exercitar. "Com a pandemia, a gente fica muito trancada em casa e a bicicleta dá uma sensação de liberdade, você se sente mais seguro porque não está em contato direto com ninguém e em ambiente aberto, em contato com a natureza, sem
tanto medo de se contaminar. É um risco, mas um pouco menor", desabafa a médica, que já tomou a primeira dose da vacina - de Oxford - contra a covid19. Por sorte, ela não precisou esperar muito na encomenda. "Na época, não tinha bicicleta em Salvador, estava faltando em todas as lojas, mas ele conseguiu de um amigo, que desistiu da compra", explica Maili. Sempre que vai pedalar pela orla, ela vê as ciclovias lotadas. Ela ainda diz que, se existissem faixas em todos os locais, deixaria inclusive de andar de carro. "Se tivesse ciclovia em tudo, iria facilmente trabalhar de bicicleta" , confessa Maili. Vendas crescem até 80% Na Alan Bike, loja que funciona na Boca do Rio desde 1995, as vendas aumentaram cerca de 80%, segundo o proprietário, Alan Ramos. "A gente nunca vai vender tanta bicicleta como esse ano e ano passado. Não tá tendo bike suficiente para vender o que o mercado precisa. Hoje, a procura está maior que a oferta", afirma Ramos. Logo quando começou a pandemia, em março de 2020, ele tinha 1,5 mil bicicletas no depósito. Em junho, já não tinha mais nenhuma e, hoje, pelo menos 40 pessoas aguardam na fila. "Dependendo da especificação, em uma fila de espera muito grande, em torno de 40 pessoas estão esperando a bicicleta chegar. Final do ano passado não tinha bike para vender, foi uma explosão muito grande, nunca tinha acontecido. Os pedidos de dezembro só chegaram agora em fevereiro e a média de espera é essa, de 60 a 90 dias", detalha Alan. Antes da pandemia, não havia dificuldade de entrega, nem fila. O poder de compra já nem adianta mais, segundo ele, porque as fábricas estão todas sobrecarregadas. "A gente tem marca que fabrica 30 mil bikes por mês e está vendendo 70 mil bikes mês. Antigamente, você tinha o poder de compra, você chegava e comprava à vista, conseguia negociar com o lojista, mas hoje nem consegue", conclui. As mais vendidas na Alan Bike são as de aro 29, mais superiores do que as básicas. O preço dela aumentou 16% - de R$ 1,5 mil, subiu para R$ 1,8 mil. 44
CORREIO DA BAHIA / ON LINE / BA - NOTICIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 ABRACICLO
O presidente da Federação Baiana de Ciclismo, Orlando Schimidt, confirma: nunca as lojas venderam tanto como agora. "Não tem bicicleta no mercado, isso é algo que nunca aconteceu. Nos meses de abril e maio, os lojistas não vendiam muito, sempre eram meses de crise no mercado porque ninguém comprava bike, o pessoal não saía para pedalar por conta das chuvas. Hoje, você não tem nem peça para as bicicletas" , garante Schimidt. Fábricas não dão conta Um dos representantes na Bahia das marcas TSW e Rava, Maurício Cruz, não consegue dar conta da demanda das lojas baianas. "São, em média, 100 lojas esperando pedido, com pedido médio de cinco bikes. Então, são 500 bicicletas que estão esperando só da minha marca. A fila de espera tá maior que a fila para vacina", brinca Cruz. "A gente tem uma gama de 150 clientes que querem comprar bicicleta na Bahia, mas quando chega, só chegam 20, 30 bikes para o estoque, que não atende todo mundo. Assim que chega, em dez minutos vende tudo", acrescenta Maurício. O representante conta que, no final do ano passado, a espera para a entrega chegou a quatro meses. Agora em abril, diminuiu para 90 dias. Os preços, desde março de 2020, aumentaram em média 30% a 40%. A perspectiva é que o mercado continue sofrendo com desabastecimento até o final do ano. "Às vezes, a marca tem o quadro pronto, mas não tem as peças para montar a bicicleta. Tem empresas que tão vendendo até bicicleta sem pneu, porque a procura tá tão grande que o cliente não quer esperar" , revela Cruz. Na Terrasol Bike e Café, na Pituba, o aumento nas vendas foi entre 40% e 50%. O empresário Maurício Lopes, gerente da loja, diz que só não vendeu mais porque a fábrica não conseguiu entregar os pedidos. "Teve um aumento na procura por bike e por serviço de manutenção também, muita gente que estava com a bicicleta parada, com algum tempo sem uso, resolveu pedalar. Só que tivemos a questão da falta de produtos, começou a faltar muita coisa e atrapalhou as vendas", conta. As bikes mais básicas são as que mais saem e existem dois clientes na fila de espera. O prazo de entrega é de até 60 dias. Na Galego Bike, em Lauro de Freitas, cidade na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a dificuldade também é atender à demanda dos clientes. Segundo o dono, Gilberto Gomes, houve aumento de 70% na
procura por bicicletas em sua loja, assim como na Isaías Bike Service, em Itapuã. Outro desafio é encontrar acessórios: são 30 pessoas na fila de espera, de acordo com Gomes. Já na loja de Isaías França, o aumento do serviço para manutenção foi de 100%. Na sua loja, as bicicletas de estrada foram as mais vendidas, além das que custam entre R$ 7 mil e R$ 8 mil. Ele já não encontra peças com alguns fabricantes e resolveu, ele mesmo, fazer a montagem para poder vender. Hoje, são 15 pessoas na fila. No bairro de Amaralina, na Colaí Bike Shop, nem há um prazo certo de entrega. "Tenho algumas bicicletas para pronta-entrega, mas se você quiser encomendar, não tem estoque e os fornecedores nem dizem quando vai chegar", relata o dono, Arthur Velloso. Quando há disponibilidade, a entrega é feita em oito dias. Os clientes chegam a pagar adiantado, para já garantir o produto. "Tem gente já comprando bike antes de chegar, para que, quando chegue, a pessoa já tenha ela certa, de tão escasso que está o negócio", adiciona Velloso. Lá, onde as vendas cresceram 60%, são 15 pessoas na fila de espera para comprar uma bike. Na loja do educador físico Henrique Marinho, a Biciclettaria, na Pituba, aparecem em média cinco pessoas por dia. A marca que ele trabalha, a Trek, produzia 60 mil unidades por mês do modelo de estrada no mundo inteiro. Só em abril, a marca recebeu um pedido de 200 mil unidades. Mesmo com falta de algumas peças - Henrique recebe da fábrica cerca de um terço dos pedidos - ele teve aumento de 40% nas vendas. São, hoje, 12 pessoas na fila de espera, apesar de os preços terem ficado até quatro vezes maiores. O aumento das vendas não aconteceu só em Salvador e na Região Metropolitana. Em 2020, o mercado de bicicletas no Brasil registrou uma média de 50% de aumento nas vendas em comparação a 2019, aponta o balanço do levantamento realizado pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike) ao longo do ano passado e em janeiro de 2021. Ainda segundo o levantamento, o pico das vendas ocorreu no mês de julho, em que houve um aumento de mais de 118% nas vendas de bicicletas, em comparação ao mesmo período de 2019. Entre os modelos mais vendidos estão as bicicletas de entrada - tanto urbanas, quanto mountain bikes aro 29 -, com valores que variaram entre R$ 800 e R$ 2 mil. "Foi um ano que, apesar de muito positivo para o mercado brasileiro de bicicletas, foi repleto de desafios. Acreditamos que a demanda vai continuar boa para 2021, as pessoas vão continuar buscando a bicicleta, seja pra lazer ou pra transporte, seguindo, inclusive, recomendação da Organização Mundial de 45
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Saúde (OMS)" , afirma o presidente da Aliança Bike, Giancarlo Clini. O monitoramento da Aliança Bike percebeu ainda que as vendas só não foram maiores por conta da falta de componentes e insumos para a linha de montagem das bicicletas. Este fator impacta diretamente na oferta de modelos aos consumidores. Uma das dificuldades tem sido a falta de produtos, mas ainda assim o ano foi excelente pro mercado", comenta Clini. Produção sofre com falta de insumos Em abril de 2021, só no Polo Industrial de Manaus (PIM), foram produzidas 51.281 bicicletas, segundo dados Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). O montante é 11,3% menor que a produção do mês anterior, que foi de 57.843 unidades. E o motivo dessa redução é o desabastecimento de peças e componentes. "Há falta de alguns componentes como sistemas de freios e de transmissões, por exemplo, que dificultam a montagem e geram a falta de alguns modelos no mercado", explica Cyro Gazola, vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo. "A demanda por bicicletas continua alta e acreditamos que o fornecimento de peças será normalizado no segundo semestre deste ano", avalia. Gazola aponta que, se o abastecimento de peças e componentes for normalizado, além da aceleração do programa de vacinação para evitar um novo agravamento da crise sanitária, a indústria pode crescer acima da expectativa. "Se o fornecimento de peças for atendido, as fabricantes irão adequar seu planejamento de produção à demanda do mercado. O consumidor quer e aguarda por bicicletas" , avalia. Para este ano, a produção é estimada em 750 mil unidades, alta de 12,8% na comparação com 2020, que foi de 665.186 bicicletas. Ao todo, o Brasil tem 359 empresas da indústria bicicleta, de acordo com o levantamento de 2019 Aliança Bike. A concentração da indústria, além PIM, é na região Sul-Sudeste. Na Bahia são estabelecimentos.
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Alíquota reduzida Em fevereiro deste ano, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou no Diário Oficial da União a resolução que reduziu a alíquota do imposto de importação de bicicletas de 35% para 30%. Ainda
segundo a norma, o imposto seria reduzido novamente, a partir de julho, para 25%. A partir de 31 de dezembro, um novo corte, para que ele chegasse em 20%. No entanto, a redução foi criticada por fabricantes de bicicletas e pela bancada do Amazonas no Congresso Nacional. Eles alegaram que a diminuição da alíquota iria aumentar a importação de produtos, especialmente da China, e que isso poderia colocar em risco os empregos nas fábricas brasileiras, além da desindustrialização do setor. No mês seguinte, três senadores do Amazonas assinaram um projeto de decreto legislativo de autoria do senador Eduardo Braga (MDB/AM), pra anular a resolução da Camex. Com a pressão, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou atrás e a Camex anulou a decisão. Por fim, ficou decidido que a redução da alíquota ficaria em 10% em cima dos 35%. Com isso, o imposto ganhou uma diminuição de 3,5% e ficou em 31,5%. Enquanto isso, os ativistas do ciclismo, encabeçados pela rede Bicicletas para Todos, tentam outra frente. Eles buscam a isenção de impostos para as bikes. Atualmente, existem pelo menos quatro projetos de lei para a isenção do cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bicicletas. Três deles tramitam na Câmara de Deputados e um no Senado. De autoria do senador Roberto Rocha (PSDB/MA), o PL 3785, de julho de 2020, concede isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) às motocicletas de cilindrada inferior ou igual a 125 cm³ e às bicicletas. Já o PL 4479/20 do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), elimina a cobrança do IPI e das contribuições para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Do mesmo ano, o PL 5368/20, de autoria do deputado Juninho do Pneu (DEM-RJ), isenta importadores e fabricantes de bicicletas e suas peças da cobrança do IPI. Mais recente, o PL 71/21, cujo autor da proposta é o deputado Amaro Neto (Republicanos-ES), também isenta importadores e fabricantes de bicicletas e suas peças da cobrança do IPI e reduz a zero as alíquotas das contribuições para o PIS/Pasep sobre esses produtos. Cresce também o uso de bicicletas compartilhadas A laranjinhas também estão disputadas. Isso porque, de acordo com dados da Empresa Salvador Turismo (Saltur), aumentou em 141% o número de viagens pela Bike Salvador comparando o primeiro trimestre de 2021 com o mesmo período em 2019. Em um comparativo de abril deste ano com o mesmo mês de 46
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2020, o projeto cresceu também em número de adeptos, aumentando em 480% o número de usuários, além do crescimento de 368% em números de viagens, comparando o mesmo período.
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"A gestão municipal nos últimos oito anos realmente mudou a cidade quando o assunto é mobilidade ciclística. Eram cerca de 20 quilômetros de sistema cicloviário em 2013 e nenhuma empatia com o uso das bikes e o seu poder de transformação. Nessa nova realidade que temos hoje, com uma cidade que se acostumou com a rotina de ter ciclistas no cotidiano do trânsito, nossa pauta se volta agora para ampliar ainda mais essa convivência intermodal dando segurança e encorajando mais pessoas a usar, quando puder, esse meio de transporte que, como sabemos, tem um papel fundamental na formação de um lugar mais sustentável e responsável , afirma o coordenador do Movimento Salvador Vai de Bike (MSVB) e presidente da Saltur, Isaac Edington. O sistema de bikes compartilhadas é promovido pela Prefeitura de Salvador, através do Movimento Salvador Vai de Bike, operado pela empresa Tembici e patrocinado pelo Itaú Unibanco. "O aumento de mais de 650% de ampliação no sistema, aliado ao trabalho de conscientização, educação e mobilização para introduzir a cultura da bicicleta à rotina da cidade, além das mudanças de hábitos durante a pandemia, são os principais propulsores na adesão ao uso das bikes na região", comenta Nicole Barbieri, gerente regional da Tembici. Por conta da pandemia, em março deste ano, foi implementada a liberação de todas as bicicletas por meio de QR Code. A novidade já registra 54% dos desbloqueios por QR Code. A empresa Tembici também reforçou a higienização de todas as bikes e estações. Além da limpeza diária com álcool 70%, quando ainda estão no centro de operações da empresa todas as bicicletas são lavadas com cloro diluído em água. Mesmo com a limpeza recorrente, a empresa solicita que os usuários também apliquem álcool em gel 70% nas mãos antes e depois de utilizar as bicicletas, além de fazer uso de máscara. Além disso, o MSVB realizou uma blitz de conscientização ao uso de máscaras e realização dos procedimentos de higienização e distanciamento social com distribuição de máscaras gratuitas. A ação aconteceu no último dia 30. *Sob orientação da chefe de reportagem Perla Ribeiro *** Site: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/filade-espera-por-bicicleta-em-salvador-leva-ate-seis-
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UOL / CARROS - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 CONCESSIONÁRIOS/CONCESSIONÁRIAS
VW Taos: concessionárias já aceitam reserva e antecipam valores do novo SUV Com lançamento confirmado para o próximo dia 27, o Volkswagen Taos já começou a movimentar as concessionárias. O novo SUV médio da VW chegará ao Brasil importado da Argentina, onde está sendo produzido na fábrica de Pacheco. Em diversas concessionárias consultadas na Grande São Paulo, eles já aceitam fazer uma pré-reserva para o modelo. O valor para antecipar um lugar na fila varia entre R$ 1 mil e R$ 5 mil que serão abatidos do valor total do carro em caso de confirmação da compra. Na maioria das revendas consultadas, os vendedores afirmaram que quem fizer a pré-reserva terá acesso a versão especial de lançamento, a Launching Edition. Serão 300 unidades baseadas na versão de topo, mas com pintura biton na cor Bege Mohave com o teto preto. Depois é que começam a chegar às concessionárias as versões Highline e Comfortline, que serão efetivamente as versões vendidas em geral e já haviam sido confirmadas pelas Volkswagen.
tração integral a partir de agora. O Taos vai aproveitar o motor 1.4 turbo de 150 cv e 25,5 mkgf com câmbio automático de seis marchas com função Sport e quatro modos de condução: eco, normal, sport e individual. A VW declara aceleração de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos e máxima de 194 km/h. O SUV tem 4,46 metros de comprimento, 2,68 m de entre-eixos, 1,84 m de largura e 1,62 de altura. O porta-malas oferece 498 litros e o tanque de combustível 51 litros de capacidade. O peso é de 1.482 kg em ordem de marcha. A versão Highline trará a grade iluminada de LEDs que você vê na galera de fotos acima. O modelo também terá a tecnologia IQ Light, que é uma versão melhorada da VW dos faróis de LEDs. Para a versão Comfortline os faróis serão de LEDs convencional.
Preços e chegada dos carros
Outro itens que estarão disponíveis ao Taos são o controle de velocidade adaptativo (ACC) com Stop and Go, que coloca o carro em movimento novamente sozinho em paradas de até 3 segundos e a frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres.
Na segunda quinzena de junho as concessionárias irão receber as primeiras unidades do Taos para o test-drive dos clientes, que a VW chama de Best drive. A partir daí estarão sendo feitas as encomendas das versões normais.
Há alerta de tráfego cruzado na traseira com frenagem de função de manobra. Isso significa que até 10 km/h de ré, se o carro notar possibilidade de colisão com carros ou objetos, porém sem ação do motorista, ele freia o carro sozinho.
Segundo alguns vendedores e gerentes de revendas, as primeiras unidades vendidas do Taos agora no lançamento devem chegar para a entrega entre o final de julho e o início de agosto.
Em termos de segurança e colisão haverá ainda o Post Collision Brake , que, em caso de colisão, mantém os freios ativados para evitar uma segunda batida aumentando os danos e possíveis ferimentos aos ocupantes.
Sem uma tabela de preços fechada e divulgada para a rede ainda, as lojas trabalham com estimativas. Os valores para as versões Comfortline e Highline devem ficar entre R$ 150 mil e R$ 190 mil. No caso da Launching Edition, algumas lojas cravam os R$ 200 mil como preço para a versão especial. O que já sabemos sobre o Taos O novo SUV da Volkswagen chega para ocupar o espaço das versões com motor 1.4 turbo que eram oferecidas pelo Tiguan Allspace , que chegará reestilizado apenas na versão 2.0 turbo de 241 cv e
Outros itens que foram confirmados no inédito SUV são o alerta de ponto cego e freio elétrico de estacionamento com liberação automática em saídas. Site: https://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2021/05/ 17/vw-taos-concessionarias-ja-aceitam-reserva-e-pedemsinal-pelo-novo-suv.htm
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REVISTA CARGA PESADA / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA
"Pacote de bondade" ao caminhoneiro deve ser lançado nesta terça-feira Em solenidade à tarde no Planalto, Jair Bolsonaro vai oferecer crédito bancário, previsibilidade no preço do diesel e vacina para a categoria Nelson Bortolin O presidente Jair Bolsonaro deve anunciar um "pacote de bondades" aos caminhoneiros em solenidade convocada para esta terça-feira (18), às 16 horas, no Palácio do Planalto. A informação foi confirmada à Revista Carga Pesada pelo assessor executivo da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Marlon Maues. "O que será divulgado nesta terça-feira é o resultado de um trabalho que o Ministério da Infraestrutura está desenvolvendo com as lideranças dos caminhoneiros desde o início do governo. São iniciativas definidas em grupos de trabalho durante dois anos que vão favorecer a categoria dos autônomos", afirma. Uma das medidas deve ser a oferta de linhas de crédito especiais para a categoria adquirir caminhões ou fazer manutenções. A Carga Pesada lembrou ao assessor executivo da CNTA que anúncios anteriores de crédito para os motoristas já foram feitos, mas não se viabilizaram. Ele disse que desta vez é diferente porque o governo deve envolver a Caixa Econômica na iniciativa. "As linhas de crédito do BNDES não chegavam aos caminhoneiros porque os bancos (privados) acabavam dificultando. Com o processo capitaneado pela Caixa será diferente", alega.
O voucher funcionaria como um cartão de crédito. "Ainda se discute se haveria isenção de impostos federais (PIS e Cofins) ou uma injeção de recursos oriundos de royalties da exploração de petróleo." O voucher seria operado pela Caixa Econômica Federal, que, de acordo com o jornal, se prepara para lançar uma cesta de produtos financeiros para os caminhoneiros. "Além de crédito com juros mais baixos para os motoristas, o banco deve oferecer empréstimos para donos de postos de gasolina nas estradas que estejam interessados em transformá-los em grandes áreas de descanso e atendimento aos caminhoneiros." Também estaria sendo concluído um programa de renovação de frota com recursos do BNDES, que será uma parceria entre União, estados e iniciativa privada para estimular a troca de caminhões. A queda da popularidade de Bolsonaro e a crise econômica aprofundada pela pandemia do novo coronavírus são fatores que, segundo a Folha de S.Paulo, fizeram o presidente anunciar o pacote. Ele receia que a categoria faça nova greve, o que prejudicaria ainda mais a economia e seu projeto de reeleição em 2022. Site: https://cargapesada.com.br/2021/05/17/pacote-debondade-ao-caminhoneiro-deve-ser-lancado-nesta-tercafeira/
Maues diz que deverá ser anunciada também alguma medida para promover previsibilidade no preço do diesel. E também que o governo irá agilizar a vacinação dos caminhoneiros. Segundo a Folha de S.Paulo, o pacote que o Palácio do Planalto está chamando de "Gigantes do asfalto" será dividido entre medidas econômicas e regulatórias, a serem implementadas por meio de medidas provisórias, decretos e portarias. "Na frente comandada pelo ministro Paulo Guedes (Economia), foi preparado um programa de compensação de preços dos combustíveis. Há duas ideias na mesa e ainda não se chegou a uma conclusão. Uma delas prevê a criação de um voucher para os motoristas cadastrados para ser usado sempre que houver uma oscilação muito elevada do petróleo -o que afeta o preço do diesel", diz a reportagem. 49
BLOG DA MIRIAN GASPARIN - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 ABAC
5 dicas para declarar consórcio no Imposto de Renda 2021 Mirian Gasparin
O prazo final para entrega do IR 2021 foi adiado pela Receita para 31 de maio, aliviando um pouco a vida de quem deixou para enviar a declaração na última hora. Para aqueles que possuem alguma dúvida de como declarar itens de consórcio no IRPF 2021, o Alexandre Gomes, sócio-diretor da Consorciei, fintech que auxilia na venda de cotas de maneira 100% digital e segura, preparou a seguir cinco dicas para te auxiliar nesse momento. O consórcio é uma das formas de compra coletiva, ou seja, uma compra baseada na união de pessoas com a finalidade de formar poupança para a aquisição de bens móveis, imóveis ou serviços. O sistema existe desde a década de 60, pensado para quem quer garantir, mesmo antes da aquisição, o pagamento do bem, organizando o fluxo de acordo com as possibilidades individuais. Em dezembro de 2020, os consórcios alcançaram 7,83 milhões de participantes ativos no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). 1. Priorize a separação dos documentos De acordo com o Alexandre, "antes de tudo, é preciso ter em mãos todos os dados da administradora e os valores pagos a ela. Também é importante saber o lugar certo para fazer a declaração. Muitas pessoas confundem o consórcio como "Dívida e Ônus Reais". Entretanto, isso não se aplica à essa modalidade", argumenta. 2. Preste atenção nas abas
para declarar: consórcios não contemplados e consórcio contemplados. "No primeiro caso, deve-se utilizar o código 95. Se tiver aderido ao consórcio no ano de 2020, o contribuinte deve deixar o campo "Situação em 31/12/2019" em branco e acrescentar a soma das parcelas pagas no campo "Situação em 31/12/2020". Caso o consórcio já existisse em 2019, o campo "Situação em 31/12/2020" deverá ser a soma do valor já declarado em 2019 e o total pago durante o ano de 2020. Também informe seu nome, CNPJ da administradora, tipo de bem, o número das parcelas quitadas e as que serão pagas no campo de "Discriminação". Já para o segundo caso, o contribuinte também utiliza a mesma aba de Bens e Direitos. Porém, no caso de o consórcio ter sido contemplado e usado para adquirir um bem, você passa a não mais declará-lo como "consórcio não-contemplado", mas como o próprio bem adquirido", comenta. 4. Não deixe os detalhes de lado Alexandre recomenda que cada indivíduo também tenha um tempo de segurança para realizar sua declaração e, caso ainda persista alguma dúvida, que busque com antecedência um auxílio. "No caso de consórcios já contemplados, por exemplo, um detalhe importante é no caso de a cota já ter sido contemplada, mas o contribuinte não ter usado para comprar o bem. Nessa ocasião, ele deve continuar a declarar a cota como não-contemplada, da mesma maneira já citada anteriormente", explica. 5. Finalize checando os dados da declaração do ano passado
3. Reúna os comprovantes de acordo com suas categorias
O sócio-diretor conclui explicando que é sempre importante conferir o que foi lançado no ano anterior e verificar se houve alguma atualização. "No caso de venda de cotas, por exemplo, é preciso se atentar aos valores. Se você a vendeu por um preço menor do que o pago anteriormente, basta localizar na aba Bens e Direitos seu consórcio - lançado no ano anterior - e, no primeiro quadro de "situação em", basta repetir o valor anterior e acrescentar 0 no ano recente. Em discriminação, complete com o nome CPF ou CNPJ do comprador e o valor da venda", diz ele.
Alexandre ressalta que existem dois tipos de casos
"Em alguns casos de venda de cotas de consórcios,
O sócio-diretor da fintech recomenda separar um tempo com calma para elaborar a declaração, evitando, assim, erros e atrasos. "Além disso, lembrese que o consórcio não é considerado como uma despesa dedutível. Portanto, tudo deve ser redigido na aba de Bens e Direitos: as cotas contempladas, as não contempladas e até mesmo as vendidas", afirma Alexandre.
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BLOG DA MIRIAN GASPARIN - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 ABAC
principalmente as contempladas, o consorciado obtém "lucro" com o negócio. Neste caso, existe ganho. Ou seja, o consorciado recebeu por sua cota mais do que aquilo que foi pago e, sobre esse excedente, incidirá ganho de capital, que se deve declarar no imposto de renda", alerta Gomes. Em todo o caso, por fim, é muito importante se preparar e organizar os documentos com antecedência, evitando, dessa forma, o chamado "cair na malha fina" e possíveis multas. Site: https://miriangasparin.com.br/2021/05/5-dicas-paradeclarar-consorcio-no-imposto-de-renda-2021/
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AM NOTÍCIAS / AM - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 ABRACICLO
On-line - Como epreender na Região Amazônica é tema de evento apoiado pela Abraciclo Promovido pela Fundação Getúlio Vargas, evento online mostrará os caminhos para vencer os desafios do empreendedorismo na Amazônia brasileira Empreender na Amazônia exige muita determinação para encarar uma série de desafios. Para falar sobre os caminhos do empreendedorismo e como buscar oportunidades de novos negócios na região, o projeto Diálogos Amazônicos, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), discute nesta segunda-feira (17/05), a experiência do Grupo Bemol, uma das principais redes de lojas de Manaus. O presidente do grupo, Denis Minev, mostrará barreiras que enfrentou para viabilizar o seu negócio até se tornar um dos mais investidores em inovação na região. "Histórias como essa comprovam que planejamento, inovação e determinação são os ingredientes necessários para aproveitar as oportunidades de investir e empreender na região Amazônica, diz o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares - Abraciclo, Marcos Fermanian. A associação, em parceria com o CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), FIEAM (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas e ELETROS (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), é uma das apoiadoras do evento. A moderação será feita pelos professores da FGV Márcio Holland, que coordena o programa de pósgraduação em Finanças e Economia (Master), e Daniel Vargas, Diretor de Pesquisa do FGV-Agro. Serviço: Para saber mais e se inscrever, acesse o link: https://cutt.ly/KbGhBQc Site: https://amazonasnoticias.com.br/on-line-comoepreender-na-regiao-amazonica-e-tema-de-eventoapoiado-pela-abraciclo/
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REVISTA CARGA PESADA / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 REDE DE CONCESSIONÁRIAS
Volkswagen cresce na Colômbia com duas novas concessionárias No Uruguai a marca atingiu o marco histórico de 100 caminhões vendidos num mesmo mês VW Caminhões e Ônibus traçou um plano estratégico de expansão para sua cobertura na Colômbia. E nos primeiros meses deste ano já abriu as portas de duas novas concessionárias: a Reindústrias e a Casa Toro.
por meio do relacionamento que mantemos com nossa rede de concessionárias em todo o território nacional. Assim, podemos oferecer soluções atraentes e lucrativas com um alto nível de atenção aos transportadores colombianos", explica Igor Gomes, gerente de operações VWCB da Porsche Colômbia. Site: https://cargapesada.com.br/2021/05/17/volkswagencresce-na-colombia-com-duas-novas-concessionarias/
A primeira é uma parceria da Porsche Colômbia, representante da marca no país, com a Reindustrias, que vende automóveis e máquinas. A nova casa chega à cidade de Neiva num espaço de 1.200 metros quadrados dedicados à venda e ao pós-vendas de todo o portfólio de caminhões e ônibus VW. A Reindustrias fica em Huila, entrada para o sul da Colômbia, região que recebe investimentos muito importantes em estradas e no setor agrícola, por isso é necessária uma vitrine exclusiva para veículos de carga. "Isso nos permite complementar a oferta de produtos e serviços que temos atualmente, fortalecer a competitividade da região e promover a geração de empregos ", comenta Antonio Villegas, gerente geral da Reindustrias. No Uruguai a VWCO atingiu o marco histórico de 100 caminhões vendidos num mesmo mês e consolidou a liderança de A segunda concessionária é uma parceria da Porsche Colômbia com a Casa Toro, empresa que iniciou na comercialização de veículos de carga na Colômbia na década de 1930. Ambas uniram-se na unidade de Ibagué, que já contava com um posto de atendimento pós-venda, para atender às necessidades da região de Tolima. "Atualmente o segmento de caminhões está muito ativo, devido à necessidade crescente de transportar as mercadorias e aproximá-las do consumidor final. Esta situação será bem atendida pela marca graças ao atual portfólio de caminhões Volkswagen, todos adaptados à topografia colombiana, tornando-se uma fonte garantida de satisfação para os proprietários e usuários destes produtos ", afirmou Fernando Rueda Donado, gerente geral da Casa Toro. Com a parceria, a Porsche Colômbia passa a contar com 13 pontos para venda e atendimento dos caminhões e ônibus VW. "Nosso propósito é continuar possibilitando nosso crescimento no país, 53
REVISTA CARGA PESADA / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 RENOVAÇÃO DE FROTA
"Pacote de bondade" ao caminhoneiro deve ser lançado nesta terça-feira Em solenidade à tarde no Planalto, Jair Bolsonaro vai oferecer crédito bancário, previsibilidade no preço do diesel e vacina para a categoria Nelson Bortolin O presidente Jair Bolsonaro deve anunciar um "pacote de bondades" aos caminhoneiros em solenidade convocada para esta terça-feira (18), às 16 horas, no Palácio do Planalto. A informação foi confirmada à Revista Carga Pesada pelo assessor executivo da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Marlon Maues. "O que será divulgado nesta terça-feira é o resultado de um trabalho que o Ministério da Infraestrutura está desenvolvendo com as lideranças dos caminhoneiros desde o início do governo. São iniciativas definidas em grupos de trabalho durante dois anos que vão favorecer a categoria dos autônomos", afirma. Uma das medidas deve ser a oferta de linhas de crédito especiais para a categoria adquirir caminhões ou fazer manutenções. A Carga Pesada lembrou ao assessor executivo da CNTA que anúncios anteriores de crédito para os motoristas já foram feitos, mas não se viabilizaram. Ele disse que desta vez é diferente porque o governo deve envolver a Caixa Econômica na iniciativa. "As linhas de crédito do BNDES não chegavam aos caminhoneiros porque os bancos (privados) acabavam dificultando. Com o processo capitaneado pela Caixa será diferente", alega.
O voucher funcionaria como um cartão de crédito. "Ainda se discute se haveria isenção de impostos federais (PIS e Cofins) ou uma injeção de recursos oriundos de royalties da exploração de petróleo." O voucher seria operado pela Caixa Econômica Federal, que, de acordo com o jornal, se prepara para lançar uma cesta de produtos financeiros para os caminhoneiros. "Além de crédito com juros mais baixos para os motoristas, o banco deve oferecer empréstimos para donos de postos de gasolina nas estradas que estejam interessados em transformá-los em grandes áreas de descanso e atendimento aos caminhoneiros." Também estaria sendo concluído um programa de renovação de frota com recursos do BNDES, que será uma parceria entre União, estados e iniciativa privada para estimular a troca de caminhões. A queda da popularidade de Bolsonaro e a crise econômica aprofundada pela pandemia do novo coronavírus são fatores que, segundo a Folha de S.Paulo, fizeram o presidente anunciar o pacote. Ele receia que a categoria faça nova greve, o que prejudicaria ainda mais a economia e seu projeto de reeleição em 2022. Site: https://cargapesada.com.br/2021/05/17/pacote-debondade-ao-caminhoneiro-deve-ser-lancado-nesta-tercafeira/
Maues diz que deverá ser anunciada também alguma medida para promover previsibilidade no preço do diesel. E também que o governo irá agilizar a vacinação dos caminhoneiros. Segundo a Folha de S.Paulo, o pacote que o Palácio do Planalto está chamando de "Gigantes do asfalto" será dividido entre medidas econômicas e regulatórias, a serem implementadas por meio de medidas provisórias, decretos e portarias. "Na frente comandada pelo ministro Paulo Guedes (Economia), foi preparado um programa de compensação de preços dos combustíveis. Há duas ideias na mesa e ainda não se chegou a uma conclusão. Uma delas prevê a criação de um voucher para os motoristas cadastrados para ser usado sempre que houver uma oscilação muito elevada do petróleo -o que afeta o preço do diesel", diz a reportagem. 54
REVISTA EXAME ONLINE - NEGÓCIOS. Seg, 17 de Maio de 2021 AUTOMÓVEIS
Startup brasileira quer vender a Elon Musk a solução para um Bitcoin verde O bilionário empreendedor Elon Musk , fundador da fabricante de carros elétricos Tesla , foi e voltou na ideia de aceitar bitcoins para a compra de seus automóveis. Há menos de dois meses, Musk anunciou que a Tesla estava aceitando a moeda digital como forma de pagamento. Mas, na semana passada, pelo Twitter, revogou a decisão alegando prejuízos ambientais. De fato, o processo de mineração do bitcoin, usado para gerar a moeda, consome uma quantidade descomunal de energia. As emissões de carbono desse processo equivalem, atualmente, às da Nova Zelândia: 37 milhões de toneladas. Estamos preocupados com o aumento acelerado de combustíveis fósseis para a mineração de bitcoin e suas transações, especialmente carvão, que tem as piores emissões entre todos os combustíveis , escreveu Musk na rede social. Mas, e se fosse possível compensar todas essas emissões, a um custo adicional de 0,05% do valor de mercado da moeda? Segundo a startup brasileira Moss, especializada na compra e venda de créditos de carbono, a solução já existe e se chama MCO2. Tratase de um ativo digital que equivale à compensação de 1 tonelada de carbono por meio de projetos de conservação florestal na Amazônia. "Diferentemente do bitcoin, o MCO2 transforma em moeda um crédito de carbono que, no final do dia, será utilizado para manter a floresta em pé", afirma Luis Adaime, fundador e CEO da Moss. "Temos a solução busacada por Musk pronta". Adaime, pelas redes sociais, enviou uma mensagem ao bilionário, mas ainda não obteve resposta.
Usar a tecnologia dos criptoativos é, para a Moss, a melhor forma de promover o mercado de carbono. Na prática, os créditos de carbono já são contratos digitais, diz Adaime. "Com o blockchain [tecnologia que viabiliza as criptomoedas ], se elimina qualquer risco de fraude , como a venda de créditos de carbono expirados ou referentes a projetos diferentes do divulgado", afirma. Um crédito de carbono comercializado em uma plataforma cripto, como a Ethereum, no entanto, não configura uma moeda digital. Trata-se de um ativo digital, semelhante a um ETF negociado nas bolsas de valores. Além da confiabilidade, esse modelo traz outra vantagem, que é a possibilidade de criar "unidades" de créditos de carbono, semelhante ao que acontecia com as antigas units negociadas no mercado financeiro. Isso viabiliza, por exemplo, que uma empresa compense as emissões de um único produto. Adaime usa o exemplo de uma rede de cafeterias que está em contato com a Moss para um projeto de neutralização. Em vez de investir em uma grande iniciativa que envolva todas as emissões da companhia, ela pode investir em tokens e fazer a compensação gradualmente. "A empresa vai lançar um café orgânico. Por meio da nossa plataforma, ela consegue neutralizar apenas esse produto e oferecer um valor adicional ao cliente", explica Adaime. Site: https://exame.com/negocios/startup-brasileira-quervender-a-elon-musk-a-solucao-para-o-bitcoin/
A solução proposta pela Moss é incluir na transação da bitcoin a compra de MCO2. Pelas contas da startup, cada unidade da moeda digital necessita de dois créditos de carbono para ser compensada. O bitcoin verde Em janeiro, a Moss anunciou uma parceria com o Mercado Bitcoin, corretora de criptoativos, criaram uma "moeda digital verde". Por meio de uma parceria, a corretora fez a compensação das suas emissões de criptoativos, desde a sua fundação, e passou a comercializar MCO2 através da rede Ethereum. 55
TRANSPORTE MODERNO ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 ANFAVEA
Baixa competitividade do Brasil preocupa Durante a apresentação dos resultados do primeiro quadrimestre de 2021, Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea (associação que representa as montadoras) voltou a falar da baixa competitividade do Brasil como fabricante de veículos, que atualmente é o sétimo mercado em vendas, o nono em produção e o 26º em exportação, segundo o levantamento feito pela Oica (Organização Internacional de Fabricantes de Veículos Automotores) no período de 2011 a 2020. "Até 2014 o Brasil era o quarto maior mercado automotivo, mas a crise econômica que enfrentou no governo Dilma, com queda de 3,5% do PIB em 2015 e 2016, levou o setor ao patamar de dois milhões de veículos (antes era 3,5 milhões), terminando o período de 2015 e 2016 na oitava posição no ranking mundial de vendas", observou Moraes. "Em 2017 e 2018, o setor automotivo começou a se recuperar e em 2019, estava voltando a ser o sexto maior mercado em vendas, quando enfrentou a pandemia da Covid-19, uma crise global, e todos os mercados caíram. Mas o Brasil caiu um pouco mais, de sexto para sétima posição em vendas e de oitavo para nono lugar em produção." Com base nos dados da Oica o presidente da Anfavea comentou que no mundo a venda de veículos reduziu 14% em 2020 com o total de 77,9 milhões, quando comparado aos 90,4 milhões de veículos emplacados em 2019. E a produção encolheu 16%, totalizando 77,6 milhões, ante os 92,1 milhões de veículos fabricados em 2019. "No Brasil a venda caiu 26%, com 2,05 milhões de veículos, e a produção reduziu 32%, com 2,01 milhões", disse Moraes. Como exportador de veículos o Brasil está 26º lugar no ranking mundial, com US$ 5,8 bilhões arrecadados em 2019, segundo a Oica e o OEC (Observatório de Complexidade de Econômica). Esse resultado, segundo o presidente da Anfavea, é porque o Brasil produz para o seu próprio consumo e não consegue aumentar as exportações de forma substancial. Em 2020 exportou 300 mil veículos. "Temos no Brasil montadoras com o mesmo padrão tecnológico e de eficiência das matrizes, com mão-de-obra qualificada, usando a indústria 4.0 e big data, tudo o que é necessário para ter competitividade, mas quando sai da porta para fora há muitas dificuldades", disse Moraes. "Se exportar de 15% a 20% do total produzido acumula créditos tributários que são absurdos",
salientou Moraes. "Isso tudo demostra que o Brasil precisa se reinventar, mudar a questão do custo e se tornar um país competitivo. Também é fundamental ter a indústria de transformação capaz de exportar e não se limitar somente a exportação de minério de ferro, soja e petróleo." Na avaliação de Moraes a ampliação das exportações é crucial para o fortalecimento da indústria. "Para isso, é necessário a criação de uma política de exportação com medidas capazes de reduzir o custo Brasil, a ampliação dos acordos internacionais de comércio, a modernização e o fortalecimento do sistema de financiamento às exportações". Entre os países destacados no ranking mundial, a Alemanha está em primeiro lugar na lista de exportadores de veículos, com US$ 158 bilhões arrecadados com vendas externas em 2019. "A Alemanha é um país que tem vocação para exportação. Tem facilitação no comércio exterior, não tem burocracia e conta com uma logística eficiente", observou Moraes. O México, importante competidor do Brasil, exportou US$ 80,1 bilhões de veículos em 2019. "Além de ter os Estados Unidos como grande parceiro comercial, a indústria automobilística mexicana tem competitividade", disse Moraes. Em 2020, produziu 3,2 milhões de veículos - 21% a menos que em 2019 -, consumiu 1 milhão e exportou 2,7 milhões. Foram importados 600 mil veículos. A Coreia do Sul é outro país que se destaca no ranking mundial com a exportação de US$ 43,2 bilhões de veículos. "A Coreia tem vocação de exportação muito forte. Produz mais do que precisa para o mercado interno", comentou Moraes. Em 2020, produziu 3,5 milhões de veículos 11% a menos que em 2019 -, consumiu 1,9 milhão (6% a mais que em 2019) e exportou 1,9 milhão. A importação atingiu 300 mil veículos. No ranking entre os 18 países em desenvolvimento, levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Coreia está em primeiro lugar na classificação geral no período de 2019 e 2020, com destaque em infraestrutura logística (o Brasil está 15º lugar) e tecnologia e capacidade de inovação (o Brasil está em 8º lugar). No ranking global de competitividade de 141 países, 56
TRANSPORTE MODERNO ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 ANFAVEA
estudo feito em 2019 pelo World Economic Forum, que inclui instituições, infraestrutura, adoção de ICT (Tecnologia da Informação e Comunicação), estabilidade macroeconômica, saúde, habilidades, mercado de produtos, mercado de trabalho, sistema financeiro, trabalho de mercado, dinamismo de negócios e capacidade de inovação, a Coreia do Sul está 13º lugar, o México em 48º, a Índia em 68º e o Brasil em 71º. "Isso confirma a tese da Anfavea de que o Brasil precisa avançar substancialmente para sair dessa situação e isso já era urgente antes da pandemia. A Anfavea fala sobre isso há mais de dois anos para o governo federal, estadual aprovar a reforma estruturante que altere esse sistema para que a indústria, além de suprir o mercado interno nessa recuperação pós pandemia, possa participar do jogo global no setor automotivo", disse Moraes. Presença Global Em todo o mundo, cujas vendas totalizaram 78 milhões de veículos em 2020, o Brasil tem 0,44% de participação. Na América Latina (exceto México, Argentina e Brasil), cujas vendas atingiram 900 mil veículos, a fatia é de 10,6%. No México, que teve um milhão de veículos vendidos, a participação é de 7%. Na Argentina (300 mil veículos) a fatia é de 51,6%, na União Europeia (14,1 milhões) é de 0,01%, na África (900 mil) de 0,3% e na Ásia (7,3 milhões) de 0,01%. "Fora do nosso quintal, a América Latina, o Brasil tem muita dificuldade de competir. Por isso, a Anfavea defende muito a exportação, que é importante para a economia do país", disse Moraes. Site: https://transportemoderno.com.br/2021/05/17/baixacompetitividade-do-brasil-preocupa/
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AUTOINFORME / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 COMERCIAIS LEVES
Maio poderá ser o melhor mês do ano Redação Autoinforme
Licenciamentos na quinzena crescem 9,6%, com 8,2 mil carros por dia Com crescimento de 9,6% em relação à primeira quinzena de abril, as vendas em maio indicam que este poderá ser o melhor mês do ano. Foram licenciados 82.437 carros e comerciais leves nos dez primeiros dias úteis do mês, o que dá uma média de 6.244 unidades por dia. Houve um crescimento de 9,6% em relação ao mesmo período de abril, o que coloca como perspectiva um total de vendas acima das 163 mil unidades de abril e das 176,9 mil em março. Isso porque a segunda quinzena tem um dia a mais (11) e normalmente as vendas crescem nos últimos dias do mês. A Fiat continua se distanciando das concorrentes, marcou 23,4% de participação na quinzena, com 19.264 carros, contra 16,4% da Volkswagen (13.558 unidades) e 11,1% da GM (9.141). A Strada é que tem o maior peso nas boas vendas da Fiat, foi líder em abril, Mas neste mês quem está se destacando é o Argo. O sedã da Fiat vendeu 5.325 unidades e é o líder na quinzena. Veja a lista das marcas mais vendidas na quinzena Site: http://www.autoinforme.com.br/maio-podera-ser-omelhor-mes-do-ano/
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CORREIO DA BAHIA / SALVADOR / BA - MAIS - pág.: 13. Seg, 17 de Maio de 2021 ABRACICLO
Produção sofre com falta de insumos Um monitoramento feito pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike) apontou que as vendas só não foram maiores por conta da falta de componentes e insumos para a linha de montagem das bicicletas. Este fator impacta diretamente na oferta de modelos aos consumidores. "Uma das dificuldades tem sido a falta de produtos, mas ainda assim o ano foi excelente pro mercado", diz o presidente, Giancarlo Clini. Em abril de 2021, só no Polo Industrial de Manaus (PIM), foram produzidas 51.281 bicicletas, segundo dados Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abra-ciclo). O montante é 11,3% menor que a produção do mês anterior, que foi de 57.843 unidades. E o motivo dessa redução é o desabastecimento de peças e componentes. "Há falta de alguns componentes como sistemas de freios e de transmissões, por exemplo, que dificultam a montagem e geram a falta de alguns modelos no mercado", explica Cyro Gazola, vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo. Ele acredita que o fornecimento será normalizado no segundo semestre deste ano. Gazola aponta que, se o abastecimento de peças e componentes voltar ao normal, além da aceleração do programa de vacinação para evitar um novo agravamento da crise sanitária, a indústria pode crescer acima da expectativa. Para este ano, a produção é estimada em 750 mil unidades, alta de 12,8% na comparação com 2020. Ao todo, o Brasil tem 359 empresas da indústria da bicicleta. A concentração, além do PIM, é no Sul-Sudeste. Na Bahia são 13 estabelecimentos.
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AUTOINFORME / ONLINE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 VEÍCULOS ELÉTRICOS
Manlog deixa de emitir mais de 17 mil kg de CO2 Neci
Com 20 veículos elétricos, transportadora obtém ótimos resultados em apenas um mês Veja como os resultados vêm depressa. A Transportadora Manlog comprou vinte veículos elétricos, entre caminhões e carros para funcionários e com isso deixou de emitir, em apenas 30 dias, mais de 17 mil kg de carbono no ar, o que equivale ao plantio de mais de 10 mil árvores. Os dados foram consolidados pela Amppli Tecnologia, que faz a gestão de inteligência da transportadora. Os funcionários passaram a usar carros elétricos compartilhados e com isso economizaram também com combustível. Calcula-se que a economia em um mês foi de R$ 9 mil. "Quem andava de ônibus, agora anda no conforto de um carro silencioso com ar-condicionado. Quem gastava com combustível, seguro e impostos, agora pode poupar e investir na carreira. Quem chegava tarde em casa, agora chega no horário e aproveita momentos com a família. É muito satisfatório", destacou Fabrícia, gestora de RH da Manlog, referindo-se também à vantagem de fazer uso de carro por assinatura. O objetivo da transportadora é agregar sustentabilidade como rotina em todas as suas soluções. Site: http://www.autoinforme.com.br/manlog-deixa-deemitir-mais-de-17-mil-kg-de-co2/
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REVISTA EXAME ONLINE - NEGÓCIOS. Seg, 17 de Maio de 2021 VEÍCULOS ELÉTRICOS
Carro elétrico mais vendido do Brasil pode custar mais de R$ 1 milhão O JAC iEV20 é o carro elétrico mais barato do país e custa 159.900 reais. Mas o líder de vendas por aqui é praticamente oposto: o Porsche Taycan vendeu 170 unidades entre janeiro e abril deste ano (e pode custar até 1.042.201 reais). Não bastasse a curiosidade, não foi emplacada nenhuma unidade das opções mais baratas - o modelo é trazido em cinco versões a partir de 573.461 reais. De acordo com dados da Mobiauto , foi a configuração intermediária 4S, de quase 650 mil reais, que fez mais sucesso nas concessionárias. Foram 128 emplacamentos . Em seguida, vêm as opções topo de linha Turbo S e Turbo, que venderam 27 e 15 unidades, respectivamente. Para efeito de comparação, o iEV20 vendeu somente 16 unidades, com nove delas emplacadas no mês de janeiro. As melhores oportunidades podem estar nas empresas que fazem a diferença no mundo. Veja como com a EXAME Invest Pro
da área automotiva na FGV. Além dos fabricantes de luxo e de marcas chinesas como Caoa Chery, JAC e BYD - essas três focam em vendas diretas a empresas -, há opções de veículos elétricos entre marcas generalistas, como Chevrolet Bolt, de 274.000 reais; Nissan Leaf, de 274.900 reais; e o recém-atualizado Renault Zoe, que custa entre 204.990 e 219.990 reais. Já o novo Mini Cooper S E é vendido a até 264.990 reais. Na configuração topo de linha, o Porsche Taycan oferece dois motores, com potência combinada de 680 cv - que chega a 761 cv durante tempo limitado - e 86,7 kgfm de torque. Com bateria de 93,4 KWh, tem autonomia de 381 km. Já a versão mais barata tem somente um motor com 326 cv e 35,6 kgfm, sempre com bateria de 79,2 KWh e autonomia para até 354 km com uma única recarga. Quais são as tendências entre as maiores empresas do Brasil e do mundo? Assine a EXAME e saiba mais.
Confira os preços do Porsche Taycan no Brasil: Taycan: 573.461 reais ;
Site: https://exame.com/negocios/carro-eletrico-maisvendido-do-brasil-pode-custar-mais-de-r-1-milhao/
Taycan 4 Cross Turismo: 633.461 reais ; Taycan 4S: 649.398 reais ; Taycan Turbo: 891.354 reais ; Taycan Turbo S: 1.042.201 reais . No ano passado, foi outro modelo do Grupo Volkswagen que liderou as vendas de elétricos no mercado brasileiro: o Audi e-tron , que parte dos 559.900 reais, com 185 emplacamentos em doze meses. Por sua vez, o Taycan já é o terceiro veículo mais vendido da Porsche aqui, atrás somente do 911, que ficou em primeiro lugar de emplacamentos da marca (337 unidades), e do SUV Macan (239). "Primeiro ponto é que, cada vez mais, os veículos caminham para ter mais tecnologia. Por outro lado, as camadas mais favorecidas da população, restringidas de viagens e passeios, tem se voltado para atender anseios de consumo. E já não resta dúvidas de que carros com mais tecnologia têm interesse elevado", afirma Antonio Jorge Martins, coordenador de cursos 61
MOTOR SHOW - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
Emplacamentos: parcial de maio tem cinco SUVs no top 10; confira a lista Evandro Enoshita
Apple Car
O mês de maio tem tudo para ser um dos mais atípicos do ranking de emplacamentos nos últimos meses. O balanço parcial da 1ª metade do mês, divulgado pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), coloca o hatch compacto Fiat Argo no topo do ranking de emplacamentos, enquanto o tradicional líder Chevrolet Onix ficou fora do top 10. Outro ponto que chama a atenção é a presença de cinco SUVs entre os modelos mais comercializados no período.
+ Fechamento de ponte preocupa a cidade de Elvis Presley; entenda + Pandemia fez crescer em 35% a intenção de compra de motos + Veja quais são os 5 carros turbo mais baratos do Brasil + Grife cria relógio de R$ 5,3 milhões para combinar com o McLaren Speedtail
+ Carros usados: vendas fecham abril em baixa + Paradas em fábricas de veículos devem se estender até o 2º semestre, aponta Anfavea
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+ Fiat faz dobradinha no topo do ranking de carros mais vendidos em abril + Vendas crescem e podem afetar preço do carro zero A Stellantis fechou a metade inicial de maio com as três primeiras posições. O Fiat Argo somou 5.325 unidades, enquanto a picape Fiat Strada - modelo mais emplacado em abril - registrou 4.846 emplacamentos no período. Com 2.271 unidades, o Chevrolet Onix ficou apenas com a 11ª na classificação geral, que inclui carros de passeio e comerciais leves. SUV mais emplacado no período, o Jeep Renegade fechou o pódio geral com 3.933 unidades. Outros utilitários esportivos que figuram na relação dos mais vendidos são o Hyundai Creta (3.905), Chevrolet Tracker (2.908), Jeep Compass (2.677) e Volkswagen T-Cross (2.541). Entre os comerciais leves, depois da Fiat Strada, a relação de modelos mais emplacados traz as picapes Fiat Toro (1.600), Toyota Hilux (1.386), Volkswagen Saveiro (995), Ford Ranger (928) e o furgão Fiat Fiorino (912). Confira abaixo o top 10 do mercado brasileiro na quinzena. + Multas na pandemia: saiba o que fazer e como recorrer das infrações + Segredo: conheça todos os detalhes do projeto 62
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As melhores do ESG Itaú e mais 17 empresas destaques em seus setores AMBEV GRUPO BOTICÁRIO SUZANO MERCADO LIVRE ÂNIMA RAÍZEN CREDITAS GRUPO FLEURY WHIRLPOOL GRUPO MALWEE AMBIRAR LOFT TOTVS ALGAR
mas essa transformação não aconteceu de uma hora para a outra. Há décadas, o conceito de sustentabilidade empresarial vem ganhando espaço na agenda corporativa. Se antes as questões sociais e ambientais eram vistas como acessórias ao negócio, hoje ganharam status estratégico e estão presentes em cada decisão das empresas mais eficientes do mundo. Adicione a isso a governança e chegará ao modelo vigente de gestão, conhecido como ESG, sigla em inglês para meio ambiente, social e governança. A EXAME acompanhou de perto esse processo e foi protagonista das mudanças ocorridas nas empresas brasileiras por causa da sustentabilidade. Em 2000, a EXAME lançou o Guia EXAME de Sustentabilidade, que se transformaria na principal referência em sustentabilidade e capitalismo consciente do país. A publicação foi um marco no desenvolvimento do capitalismo brasileiro. Ao longo de duas décadas, o guia acompanhou, registrou e celebrou o avanço do empreendedorismo nacional, premiando as empresas que mais contribuíram para a construção de uma economia vibrante e diversificada no país. Mas, em virtude das mudanças em curso no cenário internacional e da consolidação do capitalismo de stakeholder como o padrão de atuação entre as companhias mais eficientes do mundo, uma atualização do guia se fez necessária.
TELECOM EDP DO BRASIL MOVIDA SANTANDER Daqui a três meses, mais precisamente no dia 19 de agosto, terão se passado dois anos desde que o propósito das empresas mudou em boa parte da elite do capitalismo mundial. Na mesma data, em 2019, o Business Roundtable, grupo empresarial que reúne os presidentes das maiores companhias americanas, divulgou uma carta rompendo com a ideia de que os negócios existem para dar retorno aos acionistas. Na realidade, afirma o grupo, as empresas são agentes de transformação social, estabelecidas com o propósito de gerar valor para todas as partes interessadas, os chamados stakeholders. No futuro, é muito provável que o dia 19 de agosto marque o início de um novo sistema econômico mundial: o "capitalismo de stakeholder". Há quem tenha sido pego de surpresa pela mudança,
O trabalho de revisão de sua metodologia resultou no Melhores do ESG, um guia inteiramente novo, mas que dá continuidade à tradição e ao pioneirismo do Guia EXAME de Sustentabilidade. A metodologia renovada tem como base os princípios ESG. Segundo Aron Belinky, fundador da ABC Associados, consultoria cuja equipe está envolvida na construção do guia desde seu lançamento, a intenção foi alinhar a publicação às demandas atuais e futuras dos investidores. "Apenas números e projetos não bastam, as empresas agora precisam mostrar o que de fato fazem para adotar o ESG", afirma Belinky. Ele explica que os critérios de avaliação foram simplificados para dar maior dinamismo e precisão à coleta de informações, e uma nova divisão de setores, mais condizente com o cenário atual dos mercados, foi estabelecida. No Melhores do ESG, as empresas foram avaliadas com base em 20 perguntas, sendo dez abertas (dissertativas), de cunho estratégico, e dez fechadas (optativas), sobre aspectos gerenciais. Cada questão equivale a uma dimensão do ESG. A abordagem teve como foco os diferentes capitais utilizados pelas 63
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empresas: financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social e ambiental. Segundo Belinky, o questionário aberto tratava do que a empresa "tem feito sobre", e não do que ela fez ou não fez, tem ou não tem. A intenção foi incentivar um olhar de processo e evitar que a empresa apenas "cumprisse tabela" ou apresentasse práticas descola- das de sua atividade central e que poderíam ser encaradas como cosméticas. Trata-se de um temor válido. Junto com a divulgação ostensiva das empresas sobre o ESG, cresceu também o costume de algumas companhias considerarem meritórias algumas práticas que, na verdade, fazem parte de suas obrigações, como o cumprimento das leis trabalhistas e ambientais. Para isso há também um jargão: greenwashing, que em português significa "banho verde" e, no contexto ESG, indica a apropriação indevida de boas práticas ambientais, sociais e de governança pelo marketing de empresas com pouca ou nenhuma credencial nessa área. Ao contrário do Guia EXAME de Sustentabilidade, o Melhores do ESG não é um ranking. Os princípios ESG seguem uma lógica de jornada. O que se busca é a melhoria contínua da relação entre empresa, meio ambiente e sociedade. Cada empresa participante foram mais de 120 - está em um estágio diferente dessa jornada e apresenta aspectos mais ou menos avançados. As empresas eleitas como as melhores de cada um dos 17 setores, além das que foram consideradas destaque, foram as que apresentaram maior consistência de atuação, sem muita discrepância entre as notas registradas em cada pergunta. Essa avaliação, por sinal, foi realizada pelas equipes editorial e de pesquisa da EXAME. O volume de dados analisados superou 700 páginas de Word. Como última fase do processo, as empresas passaram por um escrutínio realizado pelos jornalistas da EXAME. O envolvimento em casos de corrupção, acidentes ambientais graves, termos de ajustamento de conduta no Ministério Público e outras infrações consideradas relevantes foram passíveis de eliminação. Outra mudança importante foi a exigência da publicação de balanços audi-tados e a existência de conselho consultivo com pelo menos um membro independente, mesmo para empresas de capital fechado (exceto startups). A regra acabou eliminando empresas que eram presença recorrente no Guia EXAME de Sustentabilidade, mas que não evoluíram na transparência diante do mercado brasileiro. Além das melhores em cada setor, a EXAME concederá sempre um prêmio especial para uma empresa símbolo dos últimos 12 meses. Em 2021, esse prêmio foca as respostas à pandemia de covid-19. Em 2022, esperamos que o foco possa ser a reconstrução. Como a principal referência de conteúdos sobre ESG
no Brasil, a EXAME estará sempre na vanguarda desse movimento, apontando os caminhos em direção a um capitalismo mais justo e eficiente e celebrando as empresas que tornam o mundo um lugar melhor para viver e fazer negócios. METODOLOGIA A metodologia do Melhores do ESG foi inspirada na interpretação livre de abordagens que enfatizam uma visão de mundo sistêmica em relação aos princípios ESG. Entre elas destacam-se os padrões da Global Reporting Initiative CGRO, do Guia de Sustentabilidade para Empresas do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa CIBGCD e de iniciativas como Planetary Boundaries Framework, Ecological Footprint, Doughnut Economics, entre outras. 0 desafio foi criar um método de avaliação que capturasse o quadro geral da empresa e seu contexto. Segundo a consultoria ABC Associados, a proposta principal foi "inverter as lentes", olhando primeiro a "floresta", que caracteriza as questões estratégicas, e depois as "árvores", representação das perguntas específicas. "Investigar o que cada empresa tem de especial em termos ESG, em vez de tentar deduzir seu diferencial pela soma de vários componentes", aponta a consultoria no documento que descreve a metodologia do guia. O processo de avaliação se deu com base em um questionário respondido pelas empresas, dividido em duas partes: dez questões abertas e dissertativas e dez perguntas fechadas do tipo "sim" ou "não". Na parte aberta do questionário, as empresas deveríam descrever suas identidades corporativas, modelos de negócios, impactos da operação, identificação dos fatores ESG e, inclusive, a forma como remuneram seus funcionários e executivos. As notas foram dadas de acordo com um gabarito preparado pela ABC Associados e variavam de 0 a 5. Todo o processo foi avalizado por um conselho externo formado por Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Cario Pereira, diretor executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, e luri Rapoport, head de ESG do banco BTG Pactuai (do mesmo grupo controlador da EXAME). As perguntas optativas tratavam de temas como combate ã corrupção, direitos humanos, diversidade e gestão ambiental. Algumas tinham caráter eliminatório. A soma da média das notas nas questões abertas com os pontos obtidos nas perguntas fechadas resultava na nota final. As empresas mais bem avaliadas passavam, ainda, por uma avaliação editorial para que fossem definidas as melhores de cada setor. 64
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IMPACTO NA PANDEMIA Itaú Em 13 de abril do ano passado o Brasil registrou pela primeira vez a marca de 100 mortes causadas pela covid-19 - foram, mais precisamente, 105 óbitos por uma doença que havia chegado ao país pouco mais de um mês antes. Era o início de uma escalada trágica de mortes pela pandemia no país. A data marcou, também, o início de uma das maiores mobilizações empresariais brasileiras em prol de uma causa - e é, por isso, um exemplo a ser seguido pelo capitalismo brasileiro. Nesse dia, a cúpula do banco Itaú anunciou ao mercado o Todos pela Saúde, um fundo para a doação de 1 bilhão de reais para ajudar o Sistema Único de Saúde, o SUS, no combate à crise sanitária instalada no país. O anúncio foi inédito por uma série de fatores. A começar pelo volume de recursos envolvidos. Até então, nenhuma empresa havia doado uma quantia tão grande para alguma causa social num país que ainda tem muito a evoluir na filantropia. A quantia só seria igualada, no segundo semestre do ano passado, por uma doação na mesma quantia feita pela empresa de alimentos JBS para o combate ao desmatamento na Amazônia. Por ter dado o exemplo, e inspirado outras empresas a também abrir a carteira nos esforços contra a pandemia, a doação do Itaú ajudou a filantropia brasileira a arrecadar mais de 5 bilhões de reais nos cinco primeiros meses de 2020, segundo dados da ABCR, organização social responsável por medir o volume de captação de recursos para essa frente no país. A quantia é praticamente o dobro do normal para um ano inteiro de arrecadações de recursos ao terceiro setor brasileiro. A doação do Itaú inovou também pelo formato. Ela se deu por intermédio de um endowment, um fundo administrado por terceiros - no caso, um grupo de especialistas em saúde liderado pelo diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap -, e pôde ser complementada por outras empresas. Semanas depois do pontapé inicial dado pelo Itaú, empresas como Braskem, de plástico, Suzano, de papel e celulose, Coteminas e Malwee, de têxtil, entraram na campanha. Até mesmo os funcionários do Itaú doaram como pessoa física ao Todos pela Saúde. Mais de um ano depois, o projeto arrecadou mais 500 milhões de reais de outras fontes de financiamento. O escopo do fundo capitaneado pelo Itaú também marcou um ponto de virada importante na trajetória da responsabilidade social corporativa brasileira. Até então, raros eram os presidentes de empresas dispostos a bancar projetos para mexer no dia a dia da
máquina pública - uma burocracia cujas regras e ritmo de trabalho não raro exasperam quem está acostumado com a velocidade acelerada da iniciativa privada. Mais de um ano depois, os responsáveis pelo Todos pela Saúde têm alguns resultados importantes a mostrar. Perto de 100 milhões de reais foram doados para fábricas de vacinas. Metade disso ao Instituto Butantan, em São Paulo, a outra para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde a quantia também ajudou a erguer um centro de processamento de testes do tipo PCR, o padrão de mercado contra a covid-19. Em meio ao colapso de hospitais públicos pela escalada no consumo de oxigênio em UTIs dedicadas aos pacientes entubados pela covid-19, o Todos pela Saúde doou três usinas de produção de oxigênio ao SUS, além de 6.000 itens hospitalares, como reguladores de pressão, e 3 milhões de medicamentos para intubação de pacientes. Mais de 14 milhões de máscaras foram distribuídas à população - e campanhas publicitárias colaboraram para disseminar informações sobre o uso correto. LEGADO CONTRA NOVAS CRISES No início deste ano, em meio à escalada de casos da pandemia a patamares ainda mais dramáticos do que os do ano passado, o Todos pela Saúde anunciou a abertura de um centro de estudos sobre novas pandemias. A intenção é tornar o espaço, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, uma espécie de Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, também conhecido como CDC, uma das referências mundiais em vigilância epidemiológica. "Queremos deixar como legado uma iniciativa que ajude o Brasil a estar preparado para futuras crises sanitárias", diz Leila Melo, que faz parte do comitê executivo do Itaú para assuntos como sustentabilidade e governança, e é líder do Todos pela Saúde. A força-tarefa contra a pandemia, na visão de Melo, mudou a maneira do banco de tratar a agenda ESG. Por ali, temas como meio ambiente e educação já faziam parte do dia a dia há pelo menos duas décadas. "Hoje essas discussões não estão mais espalhadas pela empresa", diz ela. "E, sim, no centro das decisões da companhia." Leo Branco BEBIDA E COMIDA Ambev A fabricante de bebidas Ambev vem ostentando conquistas na agenda ESG. Em plena crise sanitária, um motivo para muitas empresas engavetarem projetos de sustentabilidade, as fábricas da companhia seguiram à risca um plano de redução no consumo de 65
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água elaborado há quase três décadas. O resultado: uma economia de 4,7% no uso de água em 2020 na comparação com o ano anterior e de 55%, por exemplo, em 2002. A pandemia deu gás para a faceta social da empresa, uma das pioneiras da onda de solidariedade corporativa brasileira contra o novo coronavirus. Em março do ano passado, no início da crise, a Ambev adaptou uma fábrica no Rio de Janeiro para produzir álcool em gel. Um ano depois, com a segunda onda pressionando hospitais Brasil afora, uma fábrica no interior paulista virou uma usina de oxigênio para hospitais. Além disso, a empresa doou equipamentos de proteção, como máscaras, para profissionais na linha de frente do combate ao vírus, num total de 150 milhões de reais investidos em ações sociais. O choque motivado pela pandemia forçou um olhar mais apurado para a estratégia ESG dentro da cervejaria. A Ambev foi uma das primeiras grandes empresas brasileiras a criar uma diretoria de saúde mental. A missão: minimizar o risco de os funcionários surfarem em meio ao isolamento social prolongado e às incertezas trazidas com o vírus. A pandemia acelerou ainda uma agenda ESG que já vinha sendo tocada há alguns anos e que deve surtir efeitos no longo prazo. Uma dessas frentes é a diversidade. A empresa abriu no ano passado um programa de trainees só para negros. Além disso, acelerou investimentos em produtos cuja fabricação causa menos impacto na natureza ou que fazem bem à saúde dos clientes. Um dos exemplos que enchem de orgulho o presidente da empresa no Brasil, Jean Jereissati, é o Guaraná Natu, sem açúcar nem corantes artificiais, e que usa matéria-prima de fornecedores certificados com boas práticas na região amazônica. Só em 2020 a Ambev aportou 500 milhões de reais em projetos com alguma pegada ESG. No início de maio a multinacional anunciou o novo presidente global - o engenheiro catarinense Michel Doukeris assume o lugar ocupado pelo executivo Carlos Brito nos últimos 15 anos. Sua governança azeitada está por trás da força da agenda de impacto social na Ambev. "Começamos essa jornada de ESG há muitos anos e sabemos que ela nunca acabará", diz Jereissati. "Mas percebo que a pandemia, além de acelerar a agenda, criou raízes que demonstram a importância de trabalhar com impacto positivo e puxar toda a cadeia." Marina Filippe DESTAQUES DA CATEGORIA Liv Up A foodtech paulistana Liv Up foi aberta em 2016 com a
proposta de vender, num site, refeições prontas com alimentos orgânicos congelados a 40 graus Celsius negativos - o dobro do padrão convencional. Tudo isso para manter o sabor do alimento sem depender de químicos. A empresa entrega 400.000 refeições por mês em 50 cidades. A demanda é atendida por uma cadeia de pelo menos 35 produtores rurais monitorados por um time de agrônomos da própria Liv Up. Na pandemia a parceria estreitou: com a queda de movimento em feiras livres, a Liv Up criou uma quitanda virtual para escoar alimentos in natura e deu crédito ajuros baixos para pequenos produtores. Desperdício de comida é quase uma ofensa: com uso de dados, a Liv Up tem mapeado desejos dos clientes para, na lavoura, semear o que terá 100% de saída. Hoje, 15% das entregas de comida são por bicicletas e sem emissão de carbono. "O objetivo é gerar impacto e levar saúde ao cliente", diz Henrique Castellani, um dos fundadores. (M.F.) DSM Produtos Nutricionais A empresa holandesa DSM, fabricante de uma porção de produtos para nutrição, saúde e mobilidade, quer ser sustentável dentro e fora de casa. A empresa criou alimentos como o Bovaer, um suplemento alimentar para bovinos capaz de reduzir em 30% os gases desses animais na digestão - o metano liberado nessas horas é cada vez mais considerado por cientistas como um dos vilões do aquecimento global. Da porta para fora da empresa, a DSM tem um protocolo rigoroso para avaliar as práticas sustentáveis dos fornecedores. Critérios da agenda ESG, fornecimento e desenvolvimento de soluções mais sustentáveis para seguirem protocolos de sustentabilidade, fazem parte do cálculo da remuneração variável dos funcionários - quem deixa isso de lado corre o risco de ficar sem bônus. "Temos metas muito firmes, como emissão zero até 2030, práticas de inclusão e diversidade e novas soluções com os menores impactos possíveis ao meio ambiente", diz Mauricio Adade, presidente da DSM América Latina. (M.F.) BEM-ESTAR Boticário O segredo para o bom desempenho em ESG do Grupo Boticário, de cosméticos e produtos de beleza, está na equação entre geração de valor social e produtos feitos com um impacto mínimo no meio ambiente. Um exemplo: a empresa tem um dos principais programas de logística reversa da indústria brasileira de cosméticos. Quase 100% dos resíduos das fábricas viram outras coisas dentro da empresa, como embalagens de outros produtos. A emissão de gases de efeito estufa está em queda nas fábricas 66
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desde 2018 com a implantação de programas para uso de energias limpas. Na esteira dos objetivos ESG, o Boticário também anunciou, em dezembro do ano passado, a primeira emissão de títulos verdes atrelados a metas de sustentabilidade do país, os chamados sustainabilitylinked bonds. A captação de 1 bilhão de reais, coordenada pelo Itaú, pretende alavancar o cumprimento de algumas metas que olham para o ESG - entre elas a da gestão de resíduos. "Mas isso não nos deixa confortáveis", diz Eduardo Fonseca, diretor de assuntos institucionais e ESG do Grupo Boticário. "Sabemos que podemos fazer mais e continuaremos com essa intenção. A evolução será contínua." PERFUME ECOLÓGICO O mesmo pioneirismo da empresa na emissão verde pode ser visto em outras ações, como o fim dos testes cosméticos em animais, prática que recebeu um ponto-final para o grupo há mais de duas décadas. Evitar que o resíduo seja criado é um ponto de partida. Com inovação e tecnologia, a empresa repensa produtos, design de embalagens e formulações com menor impacto. Em parceria com a Raízen, por exemplo, o Boticário fabrica um perfume de álcool ecológico, feito do bagaço da cana-de-açúcar, e pretende ampliar a fórmula para todos os produtos a partir deste ano. "Já passamos da fase em que consumo de produtos sustentáveis era coisa de nicho. Todos se preocupam, e nossa oportunidade é aprender com cada iniciativa, e não apenas jogá-la ao público. Nossa missão será evoluir em conjunto", diz Fonseca. Fora do eixo sustentável, o Boticário também tem metas ambiciosas para o aspecto S do ESG. No radar está fornecer renda para 1 milhão de brasileiros hoje dependentes de negócios ligados à reciclagem até 2030. As iniciativas sociais devem ajudar nessa última tarefa. Serão criados, ao longo da próxima década, novos programas de empreendedorismo social e geração de renda com base na reciclagem. O grupo vai também investir até 1% do faturamento anual em ações sociais por meio da Fundação e do Instituto Grupo Boticário, braços filantrópicos da marca. Na agenda da governança, a empresa implementou, pela primeira vez, metas de remuneração variável de executivos conectadas a ações de sustentabilidade e redução nas emissões de resíduos. Como parte do compromisso para a chamada "década de ação", a companhia também vai criar um comitê executivo voltado para a discussão estratégica de diversidade e sustentabilidade e responsável pelo monitoramento das metas socioambientais. "Precisamos manter a
inquietação de buscar sempre as melhores soluções, levando em conta que os desafios que enfrentamos seguem se transformando, dentro e fora", diz. O Boticário também prevê atingir 50% de funcionários negros e 25°/o das lideranças corporativas negras até 2023 e garantir a divisão igualitária de cargos de liderança entre homens e mulheres nos próximos quatro anos. Maria Clara Dias DESTAQUE DA CATEGORIA Natura A Natura tem uma das atuações voltadas para o ESG mais robustas do país. A empresa acumula projetos em diversidade, preservação da Amazônia e circularidade que vão, juntos, concentrar investimentos na casa dos 800 milhões de dólares até o final da década. Os compromissos focados na proteção e na conservação do meio ambiente vão de garantir o desmatamento zero no bioma a anular as emissões líquidas de gases do efeito estufa das operações. A empresa quer também substituir por plástico reciclado o material de 25% dos produtos até 2026. Já os objetivos sociais incluem ampliar a diversidade étnica, racial, sexual e de gênero em todas as marcas do grupo em 30% até 2030. No ano passado, a subsidiária na América Latina atingiu a meta de 50% de mulheres na liderança, com 51% de mulheres em cargos de diretoria. Em 2021, a empresa também anunciou a captação de 1 bilhão de dólares em títulos sustentáveis, a maior emissão do tipo na América Latina. (M.C.D.) COMMODITIES Suzano Em 2019, dois grandes movimentos selaram a estratégia da Suzano para os anos seguintes. O mais visível foi a fusão com a Fibria, antiga concorrente, em um negócio que movimentou quase 28 bilhões de reais e criou um gigante de papel e celulose capaz de produzir mais de 11 milhões de toneladas da commodity, que emprega 37.000 trabalhadores diretos e indiretos e exporta quase 30 bilhões de reais para 80 países. O segundo, que causou bem menos alarde, foi uma mudança estrutural nos padrões operacionais da empresa, com o objetivo de torná-los mais alinhados aos preceitos de responsabilidade ambiental, social e de governança. A fusão deu à empresa um tamanho fundamental para competir globalmente, aproveitando sinergias em todos os elos da cadeia, das florestas plantadas de pinus e eucaliptos às fábricas de celulose (são 11 no total). Mas é a aposta na sustentabilidade e no ESG 67
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que vai garantir que essa ampla estrutura esteja alinhada às demandas da sociedade pós-covid e, por que não, pós-petróleo. "Não dá para pensar um negócio sem considerar suas implicações sociais e ambientais", afirma Walter Schalka, presidente da Suzano. "A sociedade vai demandar, cada vez mais, soluções sustentáveis." Para a Suzano, a criação de valor depende do envolvimento e do diálogo constante com todas as partes interessadas no negócio, também chamadas de stakeholders. Por isso, a empresa avalia constantemente os riscos e os impactos sociais e ambientais associados a cada operação: florestal, industrial e de logística. No centro desse trabalho estão as mudanças climáticas, tema global de maior relevância atualmente. Em abril, a empresa lançou um programa de combate às mudanças climáticas focado na descarbonização de sua cadeia produtiva. Ele tem como base um plano de longo prazo até 2030. Entre as metas está o compromisso de reduzir as emissões de carbono em 15°/o e aumentar em 50°/o a exportação de energias renováveis. O cenário global tem ajudado a Suzano. O preço da celulose está em alta mundo afora e, por isso, desde setembro as ações da empresa subiram mais de 30%. Já a relação do Brasil com suas florestas, por outro lado, tem atrapalhado. Pelas contas de Schalka, acabar com o desmatamento pode atrair mais de 50 bilhões de reais ao país só em créditos de carbono. Para avançar, Schalka defende uma postura mais ativa para acabar com um problema mais do que conhecido. Hoje, a derrubada da floresta é quase inteiramente ilegal. "Nós conhecemos o processo, sabemos onde acontece, então, qual é a dificuldade de zerar o desmatamento?", questionou Schalka em um debate online, no ano passado, com Guilherme Leal, um dos fundadores da Natura. "Se a questão fosse o crescimento do país versus a proteção ao meio ambiente, seria um debate ideológico. Mas não é o caso. Estamos falando do interesse de poucos em detrimento da coletividade." Na Suzano, não existe esse dilema. Rodrigo Caetano DESTAQUES DA CATEGORIA Klabin Em janeiro, a Klabin, maior fabricante de embalagens e papéis para embalagem do país, emitiu meio bilhão de dólares em títulos atrelados a metas de sustentabilidade, conhecidos como títulos verdes. Com prazo de dez anos, o bônus paga uma taxa de 3,2% ao ano, valor que representa um marco para o capitalismo brasileiro: é o menor custo de uma
companhia do Brasil com a classificação de risco da Klabin, BB+ (uma nota abaixo do grau de investimento). "0 ESG está começando a influenciar na precificação dos ativos", afirma Marcos Ivo, diretor financeiro e de relações com investidores da Klabin. "Mas isso não é uma coisa que começou agora, é um processo que vem se desenrolando há pelo menos 30 anos." A demanda pelo título foi mais de dez vezes a oferta. Segundo Ivo, esse interesse se deve ã consistência da estratégia ESG da companhia. Para o mercado, a Klabin se tornou um caso clássico de greenium, uma mistura de green com premium. "0á está claro que é possível monetizar a sustentabilidade", define o CFO. (R.C.) Agrotools O agronegócio brasileiro vive emoções distintas em relação ao cenário externo. Por um lado, a demanda por commodities, especialmente os grãos, tem feito as exportações baterem recorde. Por outro, o contínuo aumento na destruição da Amazônia afeta a credibilidade dos agricultores. Mas há uma startup que consegue lucrar com os dois movimentos. Criada em 2007 para digitalizar o campo, a Agrotools conta com um sistema que captura dados nas terras agrícolas para munir produtores e gestores com informações sobre como está se comportando o campo. Bancos e seguradoras, por exemplo, utilizam esses dados para avaliar o risco operacional e de crédito. "Com o ataque que o agro está recebendo, a agenda da iniciativa privada rapidamente adotou processos de sustentabilidade, e os bancos estão premiando o produtor do bem", diz Sergio Rocha, fundador da companhia. Um terço das receitas da startup vem da exportação de produtos - a companhia opera na Austrália, no Paraguai e na Argentina. "Estou convencido de que a inovação vem da adversidade. Como temos muitas no Brasil, nossas soluções estão muito ã frente de outros países", diz Rocha. (R.C.) E-COMMERCE Mercado Livre Para Stelleo Tolda, CEO do Mercado Livre, maior plataforma de comércio eletrônico da América Latina, o varejo tradicional apresenta uma espécie de falha de projeto. A lógica dos grandes comerciantes sempre esteve atrelada à busca pelo menor preço. Por isso, quanto maior for o varejista, mais vantagens ele terá ao negociar com os fornecedores, o que cria uma vantagem diante dos competidores. Foi assim que grandes redes globais, como o Walmart, se formaram. O problema está, justamente, nessa lógica. 0 modelo é, por definição, insustentável, uma vez que sempre existirá um limite de desconto que o 68
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fornecedor e, por consequência, o varejista podem conceder. A ideia de que o papel do comerciante é achatar ao máximo os preços para elevar suas margens nasceu condenada ao esgotamento, analisa. E seu ponto-final se deu com o surgimento das transações por internet. "Desde sua fundação, a atuação do Mercado Livre esteve atrelada à ideia de democratização do varejo", diz Tolda. "Hoje, quem não pensar dessa maneira estará fora do mercado." Na pandemia, o Mercado Livre se consolidou como um modelo a ser copiado pelos concorrentes. Isso graças a seu eficiente sistema de delivery, que oferece a qualquer comerciante em sua plataforma a possibilidade de vender e entregar no mesmo dia, às vezes em questão de horas. Além desse serviço, que permite a qualquer quiosque de shopping atuar com a mesma eficiência da Amazon, a plataforma oferece soluções financeiras, de pagamentos e de publicidade. No ano passado, a companhia intermediou a venda de 700 milhões de produtos e faturou 4 bilhões de dólares. O crescimento não alterou a essência do negócio. A identidade corporativa segue atrelada ao conceito de popularizar o varejo e o acesso ao crédito. Os meios para conseguir praticar esse propósito são a tecnologia e a inovação, que fomentam o empreendedorismo. Com essa filosofia, só existe uma maneira de ganhar dinheiro: dar o máximo de valor às duas pontas do varejo, fornecedores e consumidores, em cada negociação. Para Tolda, o papel do varejista eletrônico será sempre facilitar as transações para movimentar a economia. O preço baixo virá do aumento da eficiência na cadeia, e não do achatamento das margens dos fornecedores. Dessa forma, ele espera fazer com que o "efeito empreendedor" se espalhe pela América Latina e promova desenvolvimento social e econômico. Em 2021, o Mercado Livre não vai poupar esforços para atingir seus objetivos: a empresa anunciou um plano de investimentos de 10 bilhões de reais no Brasil, o equivalente ao investimento somado dos últimos quatro anos. Não por acaso, a América Latina é a região em que o comércio eletrônico mais cresce, segundo a consultoria e-Marketer. Só no Brasil, o setor movimentou 35 bilhões de reais em três meses de 2021. A democracia compensa. Rodrigo Caetano
ajudar outras empresas - em particular indústrias e varejistas - a dar algum destino correto aos materiais descartados, um dos princípios da chamada economia circular. Fundada em 1995 em Nova Odessa, município de 60.000 habitantes no interior paulista, como um negócio de compostagem de restos de fábricas de papel e celulose da região, a Ambipar foi pioneira no Brasil a ganhar dinheiro com uma espécie de "desfábrica" apelidada de Ambipar Reverse. A função da "desfábrica" é desmontar quinquilharias como aparelhos celulares antigos ou computadores fora de linha e revender as peças para indústrias dispostas a usá-las na linha de produção. "Esse assunto para nós não é de agora", diz a presidente Cristina Andriotti. "É o compromisso da empresa." De lá para cá, a empresa expandiu. Hoje, são dois modelos de negócios, chamados por ali de Environment e Response (meio ambiente e respostas, na tradução do inglês). O Environment compreende os serviços de coleta, transporte e revenda de produtos descartados, incluindo o programa Reverse. Já o Response é uma unidade dedicada a resolver emergências dos clientes. Na lista estão desastres ambientais com químicos. Para isso, a Ambipar tem uma infraestrutura que inclui caminhões e até um avião. Além disso, faz parte do Response o treinamento de mão de obra para evitar problemas ambientais. "Quando uma empresa passa por uma crise, como no caso de um acidente, há risco de contaminação, de impacto às sociedades do entorno", diz Onara Oliveira de Lima, diretora de sustentabilidade e integrante do conselho da empresa. "Isso também é ESG." PATENTES E DIVERSIDADE O que chama a atenção na trajetória ESG da Ambipar é a inovação ligada ao lixo - uma obsessão presente até no discurso dos líderes do negócio. "Não somos uma empresa de gerenciamento de resíduos, somos uma empresa de tecnologia, de solução e valorização", diz Lima. Em dez anos foram 15 patentes. Outras cinco patentes estão na reta final. O embrião da empresa, em Nova Odessa, uma área acostumada a servir de passagem para os resíduos dos outros, hoje também sedia um centro de pesquisa e desenvolvimento. Por ali, técnicos da Ambipar e da indústria farmacêutica trabalharam nos últimos meses numa tecnologia para transformar o colágeno presente nas cápsulas de remédios descartados em produtos de higiene pessoal, como xampus e sabonetes.
ECONOMIA CIRCULAR Ambipar Na empresa de gestão ambiental Ambipar, mais do que nunca, o lixo tem valor. O negócio da Ambipar é
Do ponto de vista de governança, a Ambipar tem o que contar no quesito diversidade. Entre os cinco conselheiros, três são independentes - um sinal de transparência da liderança diante das pressões externas. Além disso, 5O°/o dos cargos de direção e 69
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40% dos demais postos executivos são ocupados por mulheres. "Nos orgulhamos disso", diz Cristina Andriotti.
espírito democrático começa em casa: Miranda diz que, na Hash, todos os funcionários têm voz na decisáo das estratégias. (Rodrigo Caetano)
Na pandemia, a Ambipar criou produtos voltados para a desinfecção de ambientes do vírus da covid-19. A tecnologia abriu mercados internacionais - o governo do Reino Unido é hoje cliente da Ambipar. Nos últimos anos, a Ambipar mantém uma expansão acelerada. Desde 2017, as receitas triplicaram - em 2020 chegaram a 880 milhões de reais. No ano passado, a empresa abriu o capital na B3, a bolsa brasileira, e de lá para cá comprou oito negócios - cinco fora do Brasil - e busca oportunidades no que poucos dão valor. Maria Clara Dias
EDUCAÇÃO
NEGÓCIOS DE IMPACTO Creditas Acabar com o empréstimo caro no país é a missão da Creditas, empresa de tecnologia dedicada a ofertar empréstimos a pessoas físicas com garantia em troca - um imóvel ou automóvel, por exemplo. A garantia pode ser tomada caso a dívida não seja paga. E, por isso, o risco do empréstimo é inferior ao de linhas convencionais - e os juros, também. As taxas na fintech ficam em 10,7% ao ano - abaixo dos mais de 100% ao ano que se veem no mercado. "O brasileiro está cheio de ativos, 70% são donos das casas em que moram", diz o espanhol Sergio Furio, fundador da Creditas, que se mudou para o Brasil em 2012 depois de trabalhar 12 anos no mercado financeiro em Nova York. "Eles podem e devem usar a conquista para ter crédito mais barato." A Creditas também investe na educação financeira. Há uma unidade de consultores de crédito para resolver as dúvidas sobre perrengues financeiros dos clientes. A empresa busca reforçar o pilar social em casa. Mulheres são 40% dos funcionários - proporção seguida nos cargos de liderança. "Nossos clientes são diversos e queremos que isso se reflita na equipe", diz Furio. "A diversidade ajuda a tomar melhores decisões." Beatriz Quesada DESTAQUE DA CATEGORIA Hash Criada em 2017 pelo empreendedor João Miranda, a Hash é uma espécie de "fintech de f intechs" que permite a qualquer empresa ser um minibanco. Um de seus maiores clientes, a varejista Leo Madeiras, por exemplo, lançou uma conta digital e uma maquininha, a Leozinha, adotada por 10.000 marceneiros. "A tese da Hash é que o mercado vai ter dezenas de soluções financeiras customizadas", diz Miranda. "Queremos ser referência não só pelos meios de pagamento mas também pelas oportunidades que promovemos." 0
Ânima O grupo educacional Anima entende o ESG como parte da essência do próprio negócio. "Pelo potencial de transformar vidas, a educação por si só já é ESG", diz Marcelo Bueno, CEO da Ânima, que tem 119.000 alunos em 25 redes de ensino espalhadas por 12 estados. Dito isso, a empresa tem um histórico de medidas para reforçar essa agenda com seus stakeholders. Logo depois da abertura de capital, em 2013, a Ânima foi selecionada para fazer parte do Novo Mercado da B3, grupo seleto de empresas de capital aberto com boas práticas de governança no Brasil. Um exemplo é o conselho da empresa, que se reporta diretamente ao presidente do conselho de administração, Daniel Facchini Castanho, e é composto de oito integrantes, cinco deles independentes da empresa. A estrutura remonta aos primeiros anos da Ânima, fundada em 2003, e precedeu a abertura de capital da empresa. "Sempre acreditamos que a governança da Ânima deveria ser o padrão IPO, de companhia aberta - mesmo antes de sermos uma", diz Bueno. A governança azeitada pressupõe, também, a participação dos professores. Em 2013, a Ânima foi pioneira ao ofertar 30 milhões de reais em ações aos funcionários, entre eles docentes. Além disso, a empresa oferece ações a quem tem bom desempenho. Para além dos portões das unidades da Ânima, a companhia tem um braço filantrópico atuante. O Instituto Ânima já atendeu 85.000 pessoas em projetos de qualidade de vida para idosos, inclusão de jovens no mercado de trabalho e formação de professores. "Por ser uma empresa do setor de educação, é natural que a materialidade da Ânima esteja voltada para sua missão social, e hoje isso a posiciona com certa vantagem", diz Patricia Loyola, diretora da Comunitas, organização social dedicada a estudos sobre investimento social corporativo no Brasil - é dela a pesquisa Bisc, a mais respeitada do setor no Brasil. Na edição 2020 do Bisc, 47% dos investimentos sociais corporativos no Brasil foram em educação, como os feitos pela Ânima. Maria Clara Dias ENERGIA Raízen Das folhas ao caldo, tudo o que sai da cana-de-açúcar 70
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pode gerar energia - e fazer parte do negócio da sucroalcooleira Raízen, joint venture entre a angloholandesa Shell e a brasileira Cosan. A Raízen desenvolveu tecnologia brasileira para fazer dinheiro de cada pedaço da cana. Das folhas sai um novo tipo de etanol. A palha e o bagaço servem de combustível industrial. Se enriquecida com bactérias, a vinhaça, uma espécie de chorume do etanol, vira biogás. Na safra passada, a empresa fabricou 2,5 bilhões litros de etanol. Agora espera aumentar em 50% a produção nos próximos anos com o chamado etanol de segunda geração, uma tecnologia criada pela empresa para extrair mais energia da cana. "A Raízen já foi criada para ser uma empresa para a transição energética, para o futuro", diz o CEO Ricardo Mussa. "Muito do que temos hoje foi desenhado lá atrás. A novidade é o mercado reconhecer." A Raízen atua num setor com muito chão a percorrer até chegar ao máximo de produtividade. Em 2021 o Brasil deverá processar 597 milhões de toneladas de cana - 3% acima do ano passado. Em média, cada hectare de plantação produz hoje 90 toneladas de cana. "Num modelo perfeito, dá para produzir até 200 toneladas" diz Mussa. Tudo isso é ouro para investidores dispostos a aportar recursos em negócios capazes de reduzir a dependência de combustíveis fósseis - uma das premissas ESG. Por isso, há espaço para a Raízen exportar a tecnologia de biocombustíveis a países também dispostos a extrair energia de suas lavouras os Estados Unidos, com o milho, é um mercado potencial. Tudo isso deve ser impulsionado com a corrida da indústria automobilística para tomar os carros menos poluentes. Os modelos híbridos - meio etanol, meio elétrico - devem ganhar força nos próximos anos. Além disso, os biocombustíveis devem seguir em alta por causa das incertezas com a geração solar e eólica, fontes renováveis dependentes de baterias para conservar energia. "No caso da cana, o armazenamento é em pilha de bagaço, que é da natureza", diz. Victor Sena DESTAQUE DA CATEGORIA AES Brasil Subsidiária da americana AES, a AES Brasil gera 4,2 gigawatts de energia - 40% da capacidade da usina de Itaipu, a maior do pais -, de maneira 100% renovável. Assim como em Itaipu, a maior parte da energia da AES vem de barragens, mas a empresa quer investir em fontes eólica e solar na Bahia e no Rio Grande do Norte. Os projetos devem gerar mais 1,3 gigawatt de energia limpa.
Santander Para Sérgio Rial, CEO do banco Santander no Brasil, a economia de baixo carbono é um fato consumado, e a pandemia acelerou o processo. "Tendências que se materializariam em dez anos aconteceram em dois", afirma. "Ficou muito evidente a interdependência dos países e das cadeias de suprimentos." O combustível dessa transformação, além do receio de uma ruptura econômica completa devido aos efeitos da covid-19, é a tecnologia. A rápida evolução dos sistemas de inteligência está viabilizando a criação de grandes plataformas tecnológicas que vão capturar a geração de valor pela sociedade. "Marx dizia que essa geração de riqueza viria do trabalhador, mas estamos vendo que virá da tecnologia", diz Rial. Compreender como o mundo funcionará após a pandemia depende, na visão do executivo, de uma visão sistêmica da economia. Ele cita como exemplo a cadeia do açúcar. "Quando a índia, que é um grande consumidor de açúcar, sinaliza que adotará o etanol como combustível, o valor das terras em São Paulo aumenta", diz Rial. "Esse é apenas um exemplo de quanto o mundo está globalizado." Para o executivo, a conexão entre os países está aí para ficar - e o sistema financeiro é o fio que une todas as cadeias. Instituições financeiras têm condições de antecipar mudanças. Em fevereiro, o Santander anunciou globalmente que deixará de oferecer serviços financeiros a clientes de geração de energia elétrica cuja receita dependa em mais de 10% do carvão térmico, o combustível fóssil mais poluente do mundo. É o sinal para que os investidores incluam em seus portfolios mais ativos de energia limpa. "Essa transição já está dada, não tem como não acreditar", diz Rial. Na área social, a pandemia também acelerou algumas tendências que estavam em curso no sistema financeiro. "Rico ou pobre, não importa: sem a vacina, todos podem morrer" afirma. "Na pandemia, o mundo aumentou o déficit fiscal para salvar os mais vulneráveis. É isso que importa. Precisamos desenvolver a sociedade, pois, sem ela, não há negócios." O que está faltando é rever o papel do Estado. Segundo Rial, não há como falar em impostos sem considerar o crescimento econômico. Ao mesmo tempo, é preciso rever a maneira como esse crescimento é calculado. "As florestas brasileiras e o fato de que o país tem uma matriz energética predominantemente limpa não entram no PIB. Mas quanto vale isso?" questiona o executivo. Vale muito. Rodrigo Caetano HEALTHCARE
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Grupo Fleury 71
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A presidente do Grupo Fleury, Jeane Tsutsui, assumiu o cargo de uma das principais prestadoras de serviços de saúde do país no mês passado. E a cardiologista está longe de ser uma neófita. A promoção veio após uma carreira de quase duas décadas na empresa, galgando diversos postos de liderança. Por ali, o tema da diversidade está na pauta do dia de funcionários de diversos escalões. Um exemplo: executivas mulheres compõem 60% dos cargos de liderança da empresa. Essa fatia vem garantindo destaque à companhia em índices de sustentabilidade mantidos pela B3, a bolsa brasileira, e pelo Dow Jones, nos Estados Unidos, uma lista seleta formada por 100 empresas ao redor do mundo e só nove do Brasil. "Somos a única da área de saúde no índice", diz Tsutsui, com orgulho. "Somos perfeitos? Não. Há espaço para melhorar." Por isso, por ali um grupo de funcionárias faz reuniões periódicas para discutir mudanças. No radar estão medidas para ampliar a diversidade da mão de obra de negros e outros grupos pouco representados, como a comunidade LGBTI+. Tanta preocupação com diversidade até agora só tem ajudado nos resultados financeiros do Grupo Fleury. No ano passado, a empresa faturou 3,7 bilhões de reais, 19,3% mais do que em 2019. Com a pandemia, o modelo de negócios do Fleury ganhou um jeitão de startup dedicada a impacto social com o desenvolvimento de serviços para facilitar o acesso de pacientes sem planos de saúde. É o caso do Saúde iD, um aplicativo para a telemedicina. "Incorporamos o acesso a serviços de qualidade, como é o caso da telemedicina, no modelo de negócios", diz Tsutsui. Os novos modelos de negócios levaram a empresa a também expandir a atuação social na pandemia. Foi assim que surgiu o Telecorona Solidário, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, para esclarecer as dúvidas em relação ao novo coronavirus de moradores assistidos pelo programa Abrace o Seu Bairro, no bairro paulistano da Bela Vista, além de uma ação conjunta com o governo de São Paulo para ampliar a capacidade de exames de covid-19 para profissionais de saúde. Em outra frente, os técnicos do Fleury participaram de um mapeamento epidemiológico na Grande São Paulo para esmiuçar o avanço do vírus na região - e indicar as políticas públicas mais eficientes contra a crise sanitária. Nos cuidados ambientais, o Grupo Fleury já adota medidas para reduzir consumo de energia, emissão de gases causadores do efeito estufa e resíduos. Com projeto de migrar para a energia limpa e renovável, a empresa espera suprir a demanda de 117 unidades de atendimento em São Paulo e no Rio de Janeiro (atualmente, são 248 unidades de atendimento em
todo o país). Nos últimos anos, a companhia também assumiu o compromisso de substituir os equipamentos que têm mercúrio metálico - como termômetros - por alternativas digitais; recebeu o certificado Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) por três unidades, incluindo o nível máximo Platinum, que até então era inédito para os estabelecimentos de saúde na região da América Latina. Para se adequar à certificação ISO 14001 (que atesta o compromisso com a gestão ambiental), o grupo mudou a sede para o edifício atual, no bairro paulistano do Jabaquara, capaz de atender especificações técnicas da norma internacional, inclusive no tratamento interno dos resíduos de saúde infectantes. Por esse motivo, recebeu licença ambiental em 2006, também pela primeira vez no setor. Como empresa de capital aberto, o Grupo Fleury atende quem busca exames. Só que, segundo a própria executiva, a atuação nesse segmento tem reflexos em toda a sociedade e afeta até mesmo quem não é cliente. "É sustentabilidade de um ponto de vista integrado, de como fazer as pessoas cuidarem mais da saúde e como isso faz parte de cuidar do sistema como um todo. Mesmo com a visão de negócios, incorporamos essa preocupação", diz Tsutsui. Gabriel Aguiar DESTAQUE DA CATEGORIA Opy Healthcare A startup paulistana Opy Health é uma espécie de zeladora de hospitais e outras estruturas ligadas ã área da saüde. 0 negócio da Opy é resolver problemas típicos do dia a dia de um gestor hospitalar, como cuidar de obras de reparo ou ampliação das estruturas, gerir o caixa do hospital e garantir a manutenção dos estoques de remédios e outros insumos usados pelos profissionais de saúde. Aberta em 2020 e investida pelo IG4 (fundo de private equity por trás de negócios como a Iguá Saneamento), a Opy Health firmou parcerias público-privadas com o Sistema Único de Saúde para gestão de hospitais em Manaus e em Belo Horizonte. Após a assinatura dos contratos, os técnicos da Opy trataram de dar um "choque de ESG" nas instalações que receberam do SUS. Parte da energia desses locais vem de placas solares. Lâmpadas de LED, mais econômicas, reduziram o consumo de luz. Em Belo Horizonte, o calor dos geradores de energia é reaproveitado para aquecer a água dos chuveiros. (G.A.) INDÚSTRIA Whirlpool
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A jornada dos funcionários da multinacional Whirlpool, dona das marcas de eletrodomésticos Brastemp, Consul e KitchenAid, ficou um tanto mais corrida no ano passado por causa da pandemia. O motivo: uma parte dos operários de linhas de produção da empresa no Brasil fez hora extra para desenvolver respiradores mecânicos destinados a aliviar o sofrimento de pacientes da covid-19 em hospitais do SUS. Por ali, a máxima do mundo corporativo de a liderança dar o exemplo - um conceito também chamado de walk the talk (ou "agir conforme o discurso", numa tradução livre) - está mais forte do que nunca. "O impacto positivo na sociedade é um compromisso que tem de partir da alta liderança", diz Andrea Salgueiro Cruz Lima, CEO da operação brasileira da Whirlpool. "O papel de uma empresa vai além de suas marcas." A agenda ESG na Whirlpool começou bem antes de o ESG virar tendência. Desde 2000, com a compra da brasileira Multibrás, a empresa tem um comitê de sustentabilidade ambiental formado por pessoas dos mais variados cargos. O comprometimento já trouxe resultados. Em 2015, a operação brasileira zerou o envio de resíduos industriais para aterros. De lá para cá, tudo é reciclado. Até 2030, a empresa quer cortar a emissão de carbono em 50% - uma meta mais ambiciosa está para sair nos próximos meses.
liquida anual. Ainda há espaço para aperfeiçoamento. A empresa criou recentemente uma diretoria e um comitê de sustentabilidade que ainda estão desenvolvendo frentes de trabalho para sanar lacunas relacionadas às boas práticas ESG. (R.V.) Dow A multinacional de produtos químicos Dow lançou no ano passado o Revoloop, um site para startups contatarem cooperativas de reciclagem para reciclar plásticos que iam para aterros. 0 desafio agora é elevar a qualidade dos entulhos a um nível similiar ao de materiais novos. A empresa fundada em 1897 no interior de Michigan, nos Estados Unidos, quer 100% de produtos recicláveis até 2030. "A empresa nasceu numa comunidade pequena, e somos responsáveis pelas comunidades ao redor", diz Matias Campodonico, diretor de sustentabilidade da Dow para a América Latina. A empresa também faz bonito em diversidade. 0 CEO global, Jim Fitterling, e o líder para a América Latina, Javier Constante, já foram eleitos os executivos LGBT+ mais influentes do mundo pelo Financial Times. (R.V.) MODA Malwee
A jornada ESG da fábrica pressupõe, ainda, investimentos em produtos mais ecológicos. No Brasil, entre 3% e 4% das receitas são empregadas em inovação, um patamar alto no setor. Para a CEO da Whirlpool, ESG e inovação são parte de uma conversa só. "Uma companhia inclusiva e diversa é mais inovadora e criativa. Essa inovação tem de ser sustentável", diz. Inclusão social é um dos desafios para indústrias como a Whirlpool, e tende a ser ainda mais com os ensinamentos deixados pela pandemia. "Há uma pegada muito forte na área ambiental em empresas do setor industrial", diz João Carlos Redondo, coordenador de sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Roberta Vassallo
Assim que assumiu o comando da marca Malwee, em 2007, Guilherme Weege recebeu conselhos que considerava curiosos. Em vez de comprar a máquina mais barata, a aposta da área técnica era na mais cara. E "só" porque ela economizava água. Sem pensar em cálculos de retorno, ele disse "sim" aos investimentos e reforçou a cultura de sustentabilidade da empresa. Na história da Malwee, processos industriais mais verdes nunca foram feitos com retorno em vista, mas com o propósito em mente, segundo ele. "Alguns vão fazer pelo amor e outros pela dor. E eu espero que o consumidor exija das marcas as informações de como suas roupas são feitas. Que seja pelo amor ou pela dor, mas que a gente faça melhor", diz Weege.
DESTAQUES DA CATEGORIA
Com mais de 5.000 funcionários, a empresa entrega peças a lojas multimarcas em 24.000 pontos no Brasil e tem 82 lojas próprias. Desde a fundação, em 1968, a marca tenta fazer diferente no setor têxtil, um dos mais poluidores. É mais caro fazer um negócio sustentável? "No passado era, e muito. Hoje, não necessariamente", diz Weege, para quem empresas só vão ter uma atuação global caso deem bons exemplos - ou seja, andem na linha. A Malwee está nesse grupo. A fabricação das peças consome 25°/o menos água hoje do que há uma década - boa parte da água é usada mais de uma vez. Além disso, a empresa lançou um jeans feito a seco e vem
WEG A inovação em motores menos poluidores está na gênese da agenda ESG da WEG, multinacional fundada nos anos 1960 em Jaraguá do Sul, no interior catarinense. Um dos orgulhos da empresa é o patamar alto de reaproveitamento das peças: mais de 90% dos componentes viram outros produtos com o fim da vida útil de motores usados. A companhia aposta pesado na inovação: no ano passado, 468 milhões de reais foram empregados dessa forma, quase 3% da receita
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pesquisando propriedades amaciantes do cupuaçu para substituir produtos químicos. Os sistemas para economia de água custaram 15 milhões de reais. "Muito disso já está se pagando", diz Weege. O próximo passo é botar na cabeça do consumidor o uso inteligente da moda. É uma tendência mais "slow" e menos "fast" fashion. "Nós até mudamos o nome das campanhas. As coleções, em vez de "PrimaveraVerão" agora se chamam "Primaveras-Verões", porque eu quero que aquela roupa dure mais." Victor Sena DESTAQUES DA CATEGORIA Hering Mais de 700 lojas, 140 anos de estrada e 17 milhões de peças vendidas em 2020. Os números superlativos da indústria têxtil Hering, vendida ao Grupo Soma por 5 bilhões de reais em abril, não impediram uma jornada ESG por ali. 0 destaque é o monitoramento das condições de trabalho dos mais de 8.000 empregados de confecções fornecedoras de peças e acessórios para a Hering. Com frequência, auditores externos, pagos pela marca, visitam de surpresa as confecções com o objetivo de entrevistar os funcionários para checar se está tudo ok. Em outra frente, a Hering busca reduzir em até 25% o consumo de água na produção. Além disso, criou peças como a camisa Body Size, sem costuras laterais nem desperdícios de fios. (V. S.)
físicas, preferindo o mercado corporativo. Em 2013, quando a empresa de logística JSL comprou a Movida, de aluguel de carros, viu um mercado inexplorado. "O foco era as empresas, que já pagavam 40 ou 50 reais pela diária", diz Renato Franklin, CEO da companhia. "Expandimos o aluguel de carros para todas as pessoas." O propósito da Movida é democratizar a mobilidade. O primeiro passo foi oferecer um aluguel mais barato e uma contratação com menos papelada e abertos a todos os tipos de cliente - não só àqueles com limites bem altos no cartão de crédito. Para isso, foi preciso levar o negócio às pessoas. "Abrimos lojas em regiões onde as pessoas nem sequer conheciam o serviço", diz Franklin. "A ideia era conquistar quem nunca havia entrado numa locadora." No fim das contas, muitos neófitos acabaram descobrindo no serviço uma alternativa vantajosa na comparação com outros modais, em especial se a conta da locação for dividida entre amigos e familiares. A experiência criou modelos de negócios. A Movida foi a primeira a apostar no aluguel mensal de automóveis, atualmente uma coqueluche na indústria automobilística. Os chamados carros por assinatura já são 8°/o da frota das locadoras, diz a Abla, associação do setor. A fatia deve dobrar em dois anos. Daqui para a frente, a Movida quer incluir modais em seus serviços - e, de quebra, facilitar ainda mais o vaivém de pessoas por aí. Recentemente, a empresa passou a locar bicicletas em grandes centros urbanos.
Vert Shoes Nos tênis da Vert Shoes tudo é Made In Brazil, como diz a etiqueta. A borracha é da Amazônia; o algodão, do semiárido nordestino; a mão de obra, gaúcha. A ideia é o cliente acompanhar de perto o trabalho de quem produz os tênis. A pegada ESG da Vert Shoes começa na origem do algodão, da borracha e do couro. O algodão vem de cooperativas de pequenos produtores do Nordeste. A borracha, de associações de seringueiros na Amazônia remunerados 30% acima do padrão de mercado. No couro dos sapatos, a marca faz um disclaimer: o material está longe de ser fruto de um comércio sustentável - afinal, a matériaprima vem de um animal abatido. Dito isso, a marca tenta mitigar o impacto. Todas as peles são curtidas em processo low-chrome (baixo cromo), que diminui a poluição na água residual. (V.S.) MOBILIDADE Movida Alugar um carro, hoje, é uma tarefa simples. Nem sempre foi assim. Durante um bom tempo, poucas locadoras se arriscavam no segmento de pessoas
No site da empresa, a opção "bicicleta" aparece nas simulações de trajetos curtos a ser percorridos pelos clientes. "Não faz sentido alugar um carro para rodar 2 quilômetros, mas alugar uma bicicleta elétrica faz", diz Franklin. A empresa trabalha para integrar locação de veículos e transporte público. Aceitar vale-transporte para pagar a locação de carros está nos planos. Apostar nos carros elétricos é outra frente de negócios. Para Franklin, comprar um veículo a batería ainda é um privilégio de poucos; alugar é uma opção mais viável. "A maneira mais eficiente de popularizar os carros elétricos é fazer as pessoas experimentarem", diz Franklin. Rodrigo Caetano DESTAQUE DA CATEGORIA TemBici Em outubro do ano passado, a TemBici, empresa de micromobilidade que opera as conhecidas bicicletas do Itaú, lançou, em parceria com o aplicativo iFood, o programa iFood Pedal. Foram disponibilizadas 500 bicicletas elétricas para entregadores, que podem ser utilizadas por até 4 horas, ao custo de cerca de 40 reais por mês. Em média, um entregador faz até três 74
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viagens por hora, ganhando 8 reais em cada. Naquele momento, a pandemia já havia causado a perda de muitos empregos, e o delivery aparecia como a principal alternativa de renda. A iniciativa, no entanto, não foi pensada de uma hora para a outra. 0 projeto passou por uma etapa de desenvolvimento de quase dois anos, escutando 600 entregadores em São Paulo, que relataram pedalar cerca de 30 quilômetros por dia. "Sabemos que, quando uma pessoa pedala, ela é capaz de mudar sua própria vida. Quando muitas pessoas pedalam, revolucionam cidades inteiras", diz a empresa em seu propósito. A TemBici é a prova da viabilidade da bicicleta como transporte urbano.
50% até o fim de 2021. Para aumentar a pluralidade, há vagas exclusivas para pessoas pretas, transexuais e mulheres, além de um banco de talentos negros. "Quando as pessoas se sentem elas mesmas, conseguem entregar o melhor de si", diz Mate Pencz, fundador e CEO. Na lista de mimos para atrair talentos está uma licença parental remunerada por até seis meses para pais e mães. Para pais, a política garante dois meses de licença obrigatória. Gabriel Aguiar
REAL ESTATE
A Tegra Incorporadora diz ter uma regra para escolher o terreno dos empreendimentos: dar preferência a áreas com alta demanda habitacional e que tenham transporte público, saúde, lazer e educação justamente para potencializar benefícios do adensamento urbano. Todas as construções são neutras em emissões de carbono, e foram implementadas mudanças junto com fornecedores para melhorar a eficiência do uso dos materiais. Mas, além disso, a empresa promove a melhoria de espaços públicos e áreas verdes por meio do programa Gentilezas Urbanas. No que diz respeito ã governança, há auditoria interna e comitês de ética, compliance e sustentabilidade, por exemplo. (G.A.)
Loft Como uma empresa do mercado imobiliário pode adotar políticas ESG? Na visão da paulistana Loft, empresa de tecnologia dedicada à inovação no mercado imobiliário, a resposta está no próprio modelo do negócio: reformando imóveis antigos para ter mais chance de conquistar o cliente. Além de garantir vida nova a regiões centrais das metrópoles brasileiras, de urbanização mais antiga e normalmente degradadas com a fuga de moradores abastados, a reforma minimiza a poluição gerada pela demolição desses imóveis. Nas contas da Loft, desde a abertura do negócio, em 2018, a empresa evitou a construção de 90.000 metros quadrados de imóveis - o equivalente a um shopping center de grande porte. É claro que o quebra-quebra feito pela Loft tem lá seus percalços ambientais. A empresa diz reaproveitar 9O°/o dos materiais descartados dos imóveis antigos, como redes hidráulicas e elétricas, seguindo boas práticas de logística reversa. E, por atuar num setor encrencado - os setores de aprovação de licenças de imóveis nas prefeituras brasileiras são notórios focos de corrupção -, a liderança da Loft segue regras rígidas de compliance para evitar essas zonas cinzentas. Para além de o modelo de negócios ter ESG no foco, a direção da Loft busca construir uma cultura organizacional aberta à diversidade - uma das premissas dos pontos S e G da agenda ESG. O mantra dos funcionários da Loft é be yourself ("se]a você mesmo", em português). Há três comitês de diversidade: Pride at Loft (LGBTQIAP+), META Ê TER MAIS MULHERES Funcionárias mulheres na Loft, empresa de tecnologia para o mercado imobiliário (em % do total] Girl Power (mulheres) e Colors at Loft (pessoas pretas, indígenas, amarelas), todos autogeridos. Atualmente, 44°/o dos 800 funcionários são mulheres. A meta é chegar a
DESTAQUE DA CATEGORIA Tegra Incorporadora
TECH Totvs Diferentemente da típica empresa ou multinacional de tecnologia, que tem um escritório no entorno da Avenida Faria Lima, em São Paulo, a Totvs tem uma história que remonta à zona norte da cidade, no bairro de Santana. O presidente executivo, Dennis Herszkowicz, relata que com relativa frequência recebe mensagens de novos colaboradores que cresceram na região e agora têm orgulho de trabalhar em uma companhia cuja história acompanharam a vida inteira. "Para nós é algo de grande valor. Como estamos há muitos anos ali, boa parte das pessoas mora no entorno do escritório. Sabemos que muitos negócios locais dependem do dia a dia da Totvs e que devem sofrer em um momento como este", afirma. Herszkowicz se refere à pandemia de covid-19, que obrigou a empresa a operar em trabalho remoto pela saúde dos funcionários. Escolhida como a melhor empresa ESG do setor de tecnologia, a Totvs tem uma história de governança corporativa que vem de décadas. A companhia está há 15 anos listada no Novo Mercado, segmento da B3 com empresas que adotam práticas que excedem a legislação brasileira para governança empresarial. De acordo com Herszkowicz, o processo começou com a 75
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entrada de um fundo de capital privado que prezava por esses valores. Hoje, seis dos sete conselheiros da empresa são independentes, e a Totvs é uma corporação sem controlador definido. "Governança de alto nível e transparência geram mais valor. É muito saudável ter pessoas com a independência necessária para fazer críticas que precisam ser feitas", diz. Com a governança já consolidada, a Totvs olha também para outros aspectos da métrica ESG, em especial para a criação de valor social. Há 20 anos a companhia é uma das parceiras do Instituto de Oportunidade Social (IOS), que oferece cursos de programação profissionalizante para jovens e pessoas com deficiência em três estados. Muitos ex-alunos trabalham para a Totvs ou empresas parceiras. A diversidade é uma preocupação que cada vez mais permeia a empresa, que tem realizado pesquisas e eventos para entender a percepção dos funcionários sobre o tema. Herszkowicz acredita que a questão precisa ser construída com legitimidade, sem imposições. "Há um trabalho grande a ser feito, sabemos e reconhecemos isso", diz. Para Fabio Kestenbaum, fundador da Positive Ventures, escritório que investe em empresas que usam tecnologia e inovação para gerar impacto social e ambiental, por mais que o impacto não esteja na raiz dos produtos de várias empresas de tecnologia, há razões para estar otimista e entusiasmado com práticas que se tornaram comuns recentemente. "Quando empresas olham para desafios sociais e ambientais, buscam soluções escaláveis e rentáveis, conseguem atrair e reter talentos e capital amigável, isso vira parte fundamental do negócio." Thiago Lavado DESTAQUES DA CATEGORIA Méliuz Com 200 funcionários, a startup de programas de cashback Méliuz é uma empresa que tem uma constituição: sua cultura interna bem consolidada. "Usamos nossa cultura para contratar pessoas e para demitir também", diz Lucas Marques, diretor de operações da empresa. As mudanças de diversidade e sociais seguem o mesmo processo na empresa: precisam estar calcadas em implementação cultural. Ao incentivar comportamentos internos, a Méliuz consegue impactos em diversidade, remuneração justa e geração de oportunidades. Quando mudanças ocorrem, são escritas em pedra na cultura da companhia. "Se sua empresa é muito meritocrãtica, fatalmente ela precisa ser diversa", diz Marques. (TL.) VTEX
Uma das palavras de maior peso no unicórnio VTEX é certamente "futuro". A companhia especializada em desenvolver software para e-commerce conta com um documento interno, chamado de declaração de futuro, feito por gestores e funcionários, que inclui atrair e reter uma equipe diversa, inspirar próximas gerações e impactar a sociedade por meio da educação. A empresa tem investido em comitês de auditoria, remuneração, compliance e ética, estã contratando um diretor de diversidade e pesquisando como zerar a pegada de carbono de seus servidores. "Estamos nos estruturando para influenciar o ecossistema de tecnologia no Brasil. É isso que queremos daqui para a frente", diz Thiago Athayde, diretor de compliance da VTEX. (TL.) TELECOM Algar Telecom Num ano de pandemia, a Algar Telecom expandiu a receita em 10,5%. Para Jean Borges, presidente da empresa, o ESG tem a ver com o bom resultado. A telecom de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, investiu pesado em medidas para digitalizar pequenos e médios negócios afetados pela quarentena, como bares e vendas de bairro. A Algar chegou a custear a banda larga para alguns clientes em dificuldades financeiras, uma boa ação capaz de fidelizar a clientela. "Com todo o movimento para o home office, dos nossos funcionários e do mercado, pensamos em como nós poderiamos ajudar", diz Borges. Hoje, as PMEs formam 27% da carteira de clientes da telecom e o filão segue crescendo. Em outra frente, a Algar quer ser uma "telecom verde". A frota da empresa para reparos na sede dos clientes é totamente flex - 95% do combustível utilizado é álcool. E, em paralelo, o movimento da empresa de colocar os funcionários em quarentena durante a pandemia veio também acompanhado de uma preocupação ambiental. Afinal, menos gente indo para lá e para cá significa, no fim do dia, menor consumo de energia. O vaivém de funcionários entre as sedes da empresa, comum no passado, foi substituído por reuniões virtuais diárias de 30 minutos para aproximar o time e manter a cultura do negócio. Tudo isso tem ajudado a empresa a crescer e, ao mesmo tempo, manter a sustentabilidade do negócio. "Há dez anos não era simples perceber o link entre essas coisas", diz Borges. "Hoje, o tema engaja pessoas e atrai talentos. As pessoas querem trabalhar com você por causa da sustentabilidade." Colocar a sustentabilidade no centro da estratégia de uma companhia é o melhor jeito de aliar o tema com a expansão do negócio. "É importante olhar para o ESG como uma jornada", diz Bárbara Moral, gerente ESG 76
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na consultoria Bain Company. "O serviço de telecomunicações alavanca a inclusão. A gente viu na pandemia a necessidade de pessoas e empresas terem acesso à internet e à inclusão digital." Luísa Granato
foco nos pequenos negócios. Em março, a empresa lançou um desafio de gestão a 20 negócios de periferia, numa parceria com a ONG Das Pretas, que capacita mulheres empreendedoras no Espírito Santo e em São Paulo. Desafio é o que não vai faltar. Luísa Granato
UTILITIES EDP do Brasil A EDP Brasil, empresa de origem portuguesa com negócios em vários pontos da cadeia da energia, tem metas ESG ambiciosas. Até 2032, a companhia se comprometeu a reduzir 85% de sua emissão de carbono. As usinas poluidoras deverão encerrar as atividades. O foco, agora, são energias renováveis, como a solar. A preocupação por ali é forte a ponto de ter virado um departamento inteiro: a vice-presidência de pessoas e ESG, sob o comando da executiva Fernanda Pires, estreou em fevereiro deste ano. "Estamos na década de ação na agenda climática", diz Pires. Entre as concessionárias de serviços públicos, chamadas de utilities em inglês, investir em ESG é uma questão que vai além de só fazer a coisa certa - é o próprio futuro do negócio. Os investidores estão cada vez mais reticentes com o impacto ambiental decorrente da geração de energia. Na Europa, as dez maiores empresas do setor perderam 295 bilhões de euros de 2006 a 2016. "Algumas criaram soluções mais limpas", diz Antonio Farinha, sócio da consultoria Bain, dedicado ao setor. "Quem não fez isso teve os negócios prejudicados." A EDP foi uma delas. Mesmo com a pandemia, a empresa lucrou 1,5 bilhão de reais em 2020.0 bom desempenho está relacionado com práticas nos três pilares da agenda ESG. No E, a empresa foi a primeira do setor a receber um selo de qualidade da Science Based Targets, coalizão global de cientistas contra a mudança climática, em razão dos esforços para reduzir as emissões de carbono. No G, a empresa foi uma das pioneiras a contratar mulheres ao cargo de eletricista - uma escola para o público funciona há dois anos. Além disso, no meio da pandemia, a empresa doou 10 milhões de reais à rede pública de saúde para a compra de equipamentos e para obras de melhoria na fiação de hospitais de campanha. Quase um terço da mão de obra no Brasil algo como 1.000 funcionários - pratica trabalho voluntário, um pilar importante do S. "É uma junção dos esforços de dentro para ajudar quem está fora da empresa", diz Dominic Schmal, gestor de sustentabilidade da EDP no Brasil. Agora a aposta é na recuperação da economia com 77
CORREIO DO ESTADO / CAMPO GRANDE / MS - ECONOMIA - pág.: 06. Seg, 17 de Maio de 2021 AUTOMÓVEIS
Empresários comemoram decisão do STF que retira o ICMS do cálculo do PIS/Cofins SÚZAN BENITES
No fim da semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu uma disputa em torno do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre empresas e governo de mais de 20 anos. O STF decidiu em março de 2017 que a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS/Cofins era inconstitucional. A União entrou com o chamado embargo de declaração, pedindo o esclarecimento da decisão. Era uma tentativa para reduzir o impacto fiscal da mudança, mas a tese da União foi derrotada. A Federação das Indústria do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems) comemora a decisão. Para o presidente da entidade, Sérgio Longen, o direito das empresas foi, finalmente, reconhecido pelo Supremo, e em um momento delicado, em decorrência da pandemia da Covid-19. "As empresas terão o benefício de compensar créditos, c isso acontece em uma época boa, em que essa situação da pandemia prejudicou muitos setores", comenta Longen. Em Mato Grosso do Sul, a federação e o Sindicato das Indústrias da Alimentação de Mato Grosso do Sul (Siams) entraram na Justiça para questionar a cobrança indevida. Segundo o advogado tribu-tarista Ary Raghiant Neto, a decisão tomada pelo STF definiu que os contribuintes que entraram com ação antes de 15 de março de 2017 podem realizar a compensação ou restituição, integralmente, contados cinco anos a partir do ajuizamento. "Diante disso, considerando que Fiems/Siams ajuizaram ação em 2015, os filiados têm direito à compensação dos créditos recolhidos indevidamente com base nos cinco anos anteriores à propositura da ação. Isto é, desde o ano de 2010". Além disso, o STF definiu que o ICMS a ser excluído é o destacado na Nota Fiscal, o que é mais benéfico aos contribuintes. DECISÃO
A discussão que foi encerrada pelo Supremo já durava duas décadas e esclarece o tratamento para o setor empresarial que, entre outros obstáculos, já precisa absorver uma elevada carga tributária, segundo Longen. "As empresas, nos últimos anos, vêm sendo tratadas de uma forma que o direito, muitas vezes, fica para trás", analisa o presidente da Fiems. Ainda de acordo com ele, a compensação é a melhor forma de o governo federal tratar a matéria junto aos empresários. A outra opção seria a devolução do que já foi cobrado, mas isso podería não acontecer. "De uma forma ou de outra, ele é um benefício, mas defendo a compensação dos créditos, porque teríamos dificuldades em reaver esse dinheiro", finaliza Longen. Em nota divulgada na sexta-feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que "a modulação da decisão do STF, definindo que a exclusão do ICMS da base de cálculo daquelas contribuições só vale a partir de março de 2017, não foi a ideal". Segundo a entidade, embora esteja encerrada a discussão, que se arrastava desde 1999, "a decisão do Supremo nos embargos de declaração apresentados pela Fazenda Nacional não foi exatamente o que o setor produtivo defendia". RECURSO A decisão do Supremo permite que empresas que não reclamaram créditos fiscais até aqui entrem com recurso, mas nesse caso elas terão desvantagem: segundo especialistas ouvidos pelo Estadão Conteúdo, não recuperarão créditos anteriores a 15 de março de 2017. Apenas quem entrou com processos antes disso poderá reaver pagamentos de um período maior. "Se a empresa entrou com recurso antes de 2017, o crédito [de períodos anteriores] está garantido", diz Ricardo Costa, coordenador tributário do FNCA Advogados. Ele dá o exemplo de um processo em que está envolvido, de uma montadora de automóveis. A companhia entrou com pedido de restituição de "centenas de milhões" em impostos em 2007. Ou seja: poderia ter os créditos dos cinco anos anteriores, 78
CORREIO DO ESTADO / CAMPO GRANDE / MS - ECONOMIA - pág.: 06. Seg, 17 de Maio de 2021 AUTOMÓVEIS
como define a lei, e de todo o período posterior. Ainda segundo a reportagem do Estadão, por enquanto, a Receita seguirá cobrando o PIS/Cofins considerando o ICMS, porque seu sistema só pode ser alterado após parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional que esclareça que o órgão não entrará com novos recursos à decisão. O mesmo trâmite foi adotado nas mudanças de tributação do salário-maternidade, em 2020. Não há data para que o parecer seja emitido. A advogada Anna Flávia Izelli, especialista em Direito Tributário do Felsberg Advogados, afirma que as empresas são obrigadas a continuar pagando o imposto nos moldes antigos até que o sistema da Receita seja alterado, mas podem reaver esses valores posteriormente por meio de recurso. Outra opção é deixar de pagar. Neste caso, a companhia fica sujeita à autuação por parte da Receita, mas provavelmente será derrubada. "Os Tribunais vão aplicar direto |a decisão do STF], e acredito que a Fazenda não vai interpor recurso, porque seria sem efeito", conclui a advogada.
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"Juro real baixo estimula a ida para investimentos alternativos" Luiz Felipe Simões
ENTREVISTA: Marcio Fontes, estrategista-chefe da ASA Investments O ano era 2019 quando Márcio Fontes resolveu vender a Itaim Asset para a ASA Investments. A empresa é um braço de gestão de recursos do grupo fundado por Alberto Joseph Safra, com a ideia de transformar a gestora de recursos em uma espécie de Black Rock do Brasil. Na época, Fontes não sabia que, pela frente, teria de enfrentar um dos seus maiores desafios: a pandemia da covid-19. A gestora abriu seu primeiro produto para captação, o ASA Hedge Multimercado, neste ano. E o fundo já nasceu com um patrimônio de cerca de R$ 100 milhões, proveniente dos sócios e dos gestores. Até o final de abril, registrava uma rentabilidade de 11,13% no acumulado de 12 meses. "Nosso projeto é, de fato, ambicioso", diz o estrategistachefe de investimentos da gestora. "Uma das coisas que estamos investindo bastante é em trazer excelentes gestores para dentro do grupo." A seguir, trechos da entrevista. Com o cenário da pandemia, quais foram os maiores desafios para a captação do fundo? A dificuldade de não ter o contato direto com as pessoas. Mas estamos entregando um bom retorno por meio dos novos recursos tecnológicos, que permitem conversar com a equipe e expor nosso trabalho. O fundo está aí com cinco anos e uma rentabilidade extraordinária, com certeza uma das melhores da indústria. E quais as tendências da indústria de fundos para este ano?
agenda macroeconômica muito bacana no mundo para os próximos 10 anos. Estamos nos tornando um mundo com estímulos fiscais. No passado, tínhamos basicamente os incentivos vindos de estímulos monetários. Os multimercados macro têm bastante a explorar dentro dessa nova realidade. Ainda há dificuldade de atrair investimento estrangeiro. O risco fiscal é uma questão que tem afastado a entrada de novos recursos? Essa é uma matéria sensível. Achamos que, de certa maneira, o Brasil já foi prejudicado por não fazer uma sinalização absolutamente clara em relação à sua intenção nesse plano. Apesar de estarmos vivendo um momento de baixo investimento estrangeiro na nossa dívida pública, talvez o menor em muitos anos, tivemos, recentemente, um aumento no mercado de ações. Há muito espaço para aumentar caso melhoremos a nossa questão fiscal. Isso, de fato, vem afetando a performance dos nossos ativos. Se não fizermos uma sinalização clara no sentido de mostrar à comunidade internacional que nós temos um plano para estabilizar a nossa relação de dívida bruta contra o PIB, acho que continuaremos sofrendo com essa questão. Quais setores podem despertar interesse nos investidores estrangeiros? Temos um pipeline muito interessante de investimentos em licitações nos setores de infraestrutura no Brasil, como o segmento de gás, água e esgoto. Na infraestrutura, o governo tem trabalhado bem e temos uma esteira de muita coisa que vai ser oferecida em termos de licitação nos próximos meses. No ano passado, a taxa Selic atingiu o seu menor nível da história. Este ano, o Copom já elevou o juro básico da economia para 3,5% ao ano. Como isso afeta a estratégia dos fundos?
De maneira geral, materiais e commodities agrícolas são temas interessantes para os próximos anos e que serão bem suportados. Na minha visão, fundos que têm esse foco são interessantes. Entretanto, há uma
A reforma da previdência, a reforma trabalhista e a de teto de gastos compõem um arcabouço institucional e fiscal que o Brasil conquistou. 80
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Isso faz com os juros fiquem em patamares mais baixos. Recentemente, conseguimos a independência do nosso Banco Central, o que também é crítico nesse sentido. Estamos passando por uma situação cíclica, na qual a inflação está voltando por fatores ligados à quebra da cadeia global de produção e alguma incerteza fiscal. Esses dois pontos, na nossa visão, devem elevar o juro para 6%, segundo as estimativas da equipe econômica. Com 6% de juros e uma inflação que deve passar um pouco abaixo de 5%, mas que no ano que vem retorna entre 3% e 4%, estamos falando de um juro real de em torno de 2,5%. Esse é um patamar que estimula as pessoas a irem para veículos de investimento alternativo, buscando elementos que vão dar um retorno superior ao que se obteria deixando o dinheiro no overnight. Site: http://digital.estadao.com.br/o-estado-de-s-paulo
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O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA E NEGÓCIOS - pág.: B04. Seg, 17 de Maio de 2021 CENÁRIO ECONÔMICO
Parte da indústria puxa otimismo na retomada, diz FGV Daniela Amorim Vinicius Neder/RIO
do trabalho remoto e da menor circulação de pessoas.
A melhoria das perspectivas de crescimento da economia neste ano, por causa do desempenho acima do inicialmente esperado no começo do ano, ainda é marcada pela desigualdade de desempenho entre os setores diante da pandemia. Alguns ramos industriais, como as indústrias metalúrgica, farmacêutica e química, estão na dianteira da retomada, indicam dados das sondagens de confiança da Fundação Getulio Vargas (FGV), obtidos com exclusividade pelo "Estadão/Broadcast".
Menos roupa e sapato. "Ao que parece, com o home office, as pessoas ainda não voltaram a consumir esses produtos como consumiam antes. Gasta-se menos roupa e menos sapatos, por exemplo, porque se anda menos", afirmou Campelo Júnior.
Segundo Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), os quatro segmentos têm puxado o bom desempenho da confiança empresarial, especialmente os de metalurgia e química, pelo peso relevante que têm na atividade industrial e na economia como um todo. Enquanto o setor farmacêutico tem expandido seus ganhos pela característica singular da crise provocada por uma pandemia -, os demais segmentos têm em comum a produção tanto de insumos quanto de bens finais para o mercado doméstico e também internacional. "Os produtos intermediários estão bem no mundo todo. Tem uma certa demanda, certa carência, o que muita gente chama de desestruturação das cadeias produtivas, especialmente no início da pandemia. A China começou a demandar muito insumo para a recuperação deles. Existe uma antecipação a eventos futuros", disse. Por outro lado, os subsetores ainda bastante prejudicados na economia são o comércio de tecidos, vestuário e calçados; outros serviços prestados às famílias, que inclui academia e salões de beleza; serviços de alojamento, como o de hotelaria; serviços de alimentação, entre eles os restaurantes; e outros serviços de transportes, que inclui a aviação (veja o quadro). "O consumo de bens já está em níveis acima do pré-pandemia, o que está segurando é o consumo de serviços", afirmou. No caso do comércio de tecidos, vestuário e calçados, o patamar de consumo se mantém abalado por causa
A confiança empresarial chegou a ser abalada nos primeiros meses deste ano pelo recrudescimento da pandemia de covid- 19, especialmente em março. No entanto, o choque não foi tão intenso como o do início da crise sanitária, entre março e abril de 2020, e a recuperação foi bem mais dinâmica, o que sugere melhora nos próximos meses, acredita o economista. Campelo Júnior menciona que as medidas restritivas para conter a disseminação do novo coronavírus não foram tão rigorosas este ano, enquanto que a discussão sobre a reedição de medidas de socorro do governo às empresas, como as voltadas às concessões de crédito e manutenção do emprego, pode ter ajudado na recuperação mais rápida do otimismo empresarial. A confiança empresarial apurada pelo Ibre/FGV vinha perdendo fôlego gradualmente desde novembro do ano passado, até recuar 5,6 pontos em março. No entanto, em abril, houve um crescimento de 4,3 pontos, para o patamar de 89,8 pontos, apenas 6,0 pontos aquém do resultado de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. "Como as coisas não vão voltar ao normal imediatamente, os segmentos que dependem de aglomeração vão ter uma melhora gradual. A partir do momento que houver uma percepção de que a maior parte da população está sendo vacinada, até o setor de serviços pode ter uma expansão temporária mais forte", previu Campelo Júnior, lembrando que há um consumo represado de serviços por parte das famílias. No consumo de produtos, isso aparece na produção industrial do IBGE, que caiu 2,4% em março ante fevereiro, depois de ter recuado 1% no mês anterior. Pesou no resultado o tombo de 8,4% na produção de veículos, afetada pela falta de peças. 82
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l Falta "Os produtos intermediários estão bem no mundo todo. Tem uma certa demanda, uma certa carência ." Aloisio Campelo Júnior SUPERINTENDENTE DE ESTATÍSTICAS PÚBLICAS DO IBRE/ FGV Site: http://digital.estadao.com.br/o-estado-de-s-paulo
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Economia reage, apesar da covid (2) CLAUDIO ADILSON GONÇALEZ, ECONOMISTA E DIRETOR-PRESIDENTE DA MCM CONSULTORES. FOI CONSULTOR DO BANCO MUNDIAL, SUBSECRETÁRIO DO TESOURO NACIONAL E CHEFE DA ASSESSORIA ECONÔMICA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA
Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde classificou a covid-19 como pandemia. No Brasil, o Ministério da Saúde, então comandado por Luiz Henrique Mandetta, começou a fazer as primeiras advertências sobre a necessidade de distanciamento social, uso de máscaras e higiene das mãos. Apesar de Jair Bolsonaro, desde então, se declarar contrário a essas medidas profiláticas e não reconhecer a gravidade da doença, o fato é que, no ano passado, na última semana de março e durante todo o mês de abril, o Brasil quase parou. De fato, o índice de mobilidade do Google para comércio e lazer, comparativamente ao período anterior à pandemia, chegou a cair 70%, na última semana de março/2020, tendo ficado em -60%, na média do mês seguinte. As previsões sobre os impactos da pandemia na atividade econômica eram catastróficas, para todos os segmentos. O FMI projetava que o PIB brasileiro cairia 9%, em relação a 2019. No entanto, logo se começou a perceber que, apesar da tragédia humana com perdas de vidas e sequelas em boa parte dos recuperados, os danos econômicos da pandemia, embora significativos, eram menores do que se supunha. Mesmo antes das medidas de recomposição de renda para os mais vulneráveis e dos estímulos monetários entrarem em vigor, já se evidenciava a resiliência dos agentes econômicos. As restrições de mobilidade estimularam as famílias que ainda não haviam perdido totalmente sua renda a produzirem em suas residências serviços antes adquiridos externamente, com a consequente elevação da demanda por bens, tais como, utensílios e eletrodomésticos, equipamentos de ginástica para substituírem a academia, produtos de informática para o home office, materiais de construção para pequenas reformas, artigos para limpeza, gêneros alimentícios que compensaram a redução da alimentação fora do domicílio, e até mesmo veículos automotores, para fugirem dos transportes coletivos.
Esse inesperado crescimento da demanda por mercadorias surpreendeu a indústria, que acabou ficando com os estoques abaixo do planejado. Como o fenômeno de recuperação rápida da demanda por bens industrializados foi mundial, o preço de matérias-primas, partes, peças e componentes, ao lado do choque de custos em commodities agrícolas, pôs combustível na inflação. Apesar da segunda onda da covid- 19 se mostrar devastadora, com o registro, até agora, de mais de 430 mil óbitos (cerca de 2.050 mortes por milhão de habitantes), as previsões dos analistas para a variação do PIB, em 2021, estão sendo continuamente revistas para cima. A MCM Consultores espera crescimento, no corrente ano, de algo entre 4,0% a 4,5%. Não é nenhuma maravilha, claro. O PIB mal voltará ao nível observado em 2019. O que a análise detalhada desses números nos ensina? Em primeiro lugar, quando os dados pandêmicos são controlados pelo grau de vacinação, e separados os relativos à primeira e à segunda onda, esta muito mais contagiosa e letal que a primeira, observa-se forte correlação positiva entre mobilidade e números de novos casos e de mortes, consideradas as defasagens. Bolsonaro ainda não entendeu que o aumento prematuro da mobilidade, mais do que estimular a economia, mata pessoas. Em segundo lugar, dada a resiliência da economia, a redução da mobilidade social prejudica, mas não paralisa a atividade econômica no País. Finalmente, o desastroso enfrentamento da pandemia, como vem ocorrendo no Brasil, apesar da recuperação da atividade mais rapidamente do que se esperava, coloca sérios desafios para a política econômica. Deterioração fiscal, pressões inflacionárias e aumento das dificuldades de retomada sustentada do crescimento econômico são os mais evidentes. CLAUDIO ADILSON GONÇALEZ, ECONOMISTA E DIRETOR-PRESIDENTE DA MCM CONSULTORES. FOI CONSULTOR DO BANCO MUNDIAL, SUBSECRETÁRIO DO TESOURO NACIONAL E CHEFE DA ASSESSORIA ECONÔMICA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA Site: http://digital.estadao.com.br/o-estado-de-s-paulo
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O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA E NEGÓCIOS - pág.: B01. Seg, 17 de Maio de 2021 CENÁRIO ECONÔMICO
Economia surpreende e leva a revisão de projeções do PIB para este ano Daniela Amorim Vinicius Neder/ RIO Guilherme Bianchini Thaís Barcellos/ SÃO PAULO
O recrudescimento da pandemia no início do ano afetou menos a atividade econômica do que o previsto inicialmente, provocando uma onda de revisões para cima nas projeções para o desempenho do PIB em 2021. Elevaram suas estimativas as corretoras XP e Ativa, os bancos de investimento Credit Suisse, UBS, Bank of America e Goldman Sachs e as consultorias MB Associados e Parallaxis Economics, entre outros. Na média, as projeções de crescimento passaram de 3,2%, em abril, para 3,8% agora, conforme levantamento do Projeções Broadcast, com 35 instituições. Segundo economistas, os indicadores do primeiro trimestre indicaram que o isolamento social para conter a covid-19 não foi tão rígido quanto no início da crise sanitária, em 2020 - seja porque as medidas restritivas foram mais brandas seja porque as pessoas cumpriram menos as regras. Segundo epidemiologistas, o afrouxamento das medidas de proteção ajudaram a elevar o número de mortos pela pandemia para mais de 430 mil. Embora ainda haja incertezas sobre o futuro da economia, especialmente por causa de eventuais problemas na vacinação, ficaram para trás as previsões de recessão, ou seja, de dois trimestres seguidos de retração nesta primeira metade do ano, presente em algumas análises no início de 2021. "A expectativa, no início do ano, era que, diante da segunda onda da pandemia, precisaríamos ter um grau maior de restrição à mobilidade e que o fim do primeiro trimestre e o início do segundo seriam bastante afetados", disse o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale. "Mas isso acabou não acontecendo. A população não fez o isolamento social como se imaginava." A MB Associados elevou a projeção de crescimento para este ano de 2,60% para 3,20%. Resiliência e vacinação. Na última segunda-feira, ao comentar a elevação de sua projeção para um crescimento econômico de 4,1% este ano, contra 3,2% na estimativa anterior, o economista- chefe da XP,
Caio Megale, disse que, "apesar da vacinação turbulenta e incerta", no início do ano, "a demanda interna se mostrou muito mais resiliente ao fim do auxílio emergencial e em meio à segunda onda da covid-19 do que se esperava". Na visão do economista-chefe da gestora de recursos Trafalgar Investimentos, Guilherme Loureiro, as projeções mais pessimistas também davam muito peso ao impacto do fim do auxílio emergencial no início do ano. A transferência de renda turbinou a recuperação no segundo semestre de 2020. Sua retirada no início de ano, enquanto a reedição da medida era discutida no governo e no Congresso, provocaria queda na atividade econômica. "Não pensávamos assim, nossa cabeça sempre esteve calcada no processo de reabertura", disse o economista da Trafalgar, que já estava com uma projeção de crescimento de 4,2% este ano. Com os indicadores mais recentes, Loureiro elevou a estimativa para 4,5%. Para Vale, da MB Associados, os brasileiros circularam mais em meio ao agravamento da pandemia, em parte, porque foram "forçados" a isso já que as medidas do governo para apoiar famílias e empresas foram mais escassas - e, em parte, porque estão "esgarçados" com a duração da crise. No início, as pessoas aceitaram ficar em casa e os empresários decidiram fechar as portas porque a situação era nova e apostavam que as restrições durariam menos. Agora, as empresas tiveram menos condições para aguentar fechamentos, assim como muitos trabalhadores, com o orçamento apertado, precisaram sair em busca de sustento. Além disso, a demora do governo em reeditar medidas para apoiar famílias e empresas tem efeito ambivalente, disse Vale. O cenário é diferente de países como Estados Unidos, Inglaterra e China, em que a redução das restrições aponta para uma recuperação mais vigorosa porque a covid-19 está sendo controlada. l Resiliência "A demanda interna se mostrou muito mais resiliente ao fim do auxílio emergencial em meio à segunda 85
O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA E NEGÓCIOS - pág.: B01. Seg, 17 de Maio de 2021 CENÁRIO ECONÔMICO
onda da covid-19." Caio Megale ECONOMISTACHEFE DA XP Site: http://digital.estadao.com.br/o-estado-de-s-paulo
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FOLHA DE S. PAULO / SP - PODER - pág.: A05. Seg, 17 de Maio de 2021 CENÁRIO ECONÔMICO
Falta de vacinas contra Covid reflete a estratégia que falhou (2) Esper Kallás, Médico infectologista, professor titular da Faculdade de Medicina da USP e colunista da Folha
Março de 2020. A pandemia estava se expandindo em todo o mundo. Começamos a experimentar, no Brasil, franca ascensão no número de infectados. As opções de tratamento mostravam-se muito restritas e muitas drogas testadas não confirmaram benefícios terapêuticos. Ainda não tínhamos a exata noção da eficácia de corticoides e anticoagulantes nas diferentes fases do tratamento. O desfecho de casos graves, em muito, esteve diretamente relacionado com a estrutura hospitalar de apoio, muito desigual em nosso país. As notícias sobre o avanço no desenvolvimento de vacinas eram incipientes. Causou grande reação o início do primeiro estudo clínico com a vacina da Moderna, anunciado em 16 de março de 2020, que foi seguido de vários projetos para teste de outras vacinas. Já era hora de se atentar para o tema. Muitos duvidaram que as vacinas chegassem a tempo para enfrentar a pandemia. Afinal, o histórico não era favorável. Eram precisos em média sete anos para o desenvolvimento de uma nova vacina. Imagine, então, contra um agente infeccioso como o novo coronavírus, identificado em janeiro de 2020, tipo de vírus contra o qual não havia nenhum produto similar. Mas os estudos avançaram a passos largos, não só com a vacina da Moderna, mas com várias outras. A OMS (Organização Mundial de Saúde) passou a organizar e atualizar, semanalmente, um portal listando todas as pesquisas em curso. Eram dezenas, que viraram centenas de produtos candidatos, muitos saindo das bancadas de laboratórios para ensaios clínicos em fases 1, 2 e 3. Tornou-se claro que o investimento em pesquisa e inovação desafiaria a previsão pessimista e os prazos seriam abreviados, com a possível entrega de uma vacina até o fim de 2020. Abordei este assunto na coluna desta Folha, no dia 9 de junho de 2020: a obtenção de uma vacina deveria ser tratada como questão estratégica para o país, em busca de acordos que nos garantissem acesso rápido, ao serem aprovadas para uso.
O Brasil desenvolveu e participou de diversos ensaios clínicos de fase 3 para a avaliação de vacinas. O primeiro foi o estudo com a Covishield, do laboratório AstraZeneca, que contou com a ajuda de doadores brasileiros. O Instituto Butantan fez sua aposta: estabeleceu parceria com o laboratório Sinovac, importou a Coronavac, planejou e implementou um estudo com a participação de 16 centros de pesquisa somente em nosso país. A Pfizer trouxe parte do seu estudo para o Brasil, com participação de dois centros de pesquisa, em São Paulo e Salvador. Depois foi a vez da Johnson Johnson, que também conduziu, em vários centros brasileiros, parte de um grande estudo internacional. As oportunidades estavam postas. Os laboratórios produtores buscavam parcerias que também ajudassem a consolidar seu desenvolvimento, inclusive com acordos antecipados de venda de doses. Foi assim que atuaram vários países, dentre eles os Estados Unidos e a China. Investiram em parcerias de desenvolvimento, pois uma vacina teria, muito provavelmente, protagonismo na solução das mazelas provocadas pela pandemia de Covid-19. Por aqui, infelizmente, não se seguiu o mesmo caminho, e o debate tornou-se demasiadamente politizado. O Governo de São Paulo apostou fortemente na Coronavac através do Butantan, enquanto o Ministério da Saúde buscava acordo com a AstraZeneca para acesso e produção da Covishield, em parceria com a Fiocruz. Sobraram insinuações, de todos os lados, sobre qual seria a melhor opção. No entanto, a melhor resposta deveria ser uma só: "todas". A perda da oportunidade com a vacina da Pfizer é perturbadora. A constatação de que ofertas para estabelecermos acordos de cooperação para acesso à vacina foram desperdiçadas demonstra a falta da atenção dedicada a assunto tão crítico e ajuda a entender a escassez de doses no momento. Sabe-se lá quantas outras oportunidades foram perdidas.
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FOLHA DE S. PAULO / SP - PODER - pág.: A05. Seg, 17 de Maio de 2021 CENÁRIO ECONÔMICO
O posicionamento de nossos representantes foi especialmente desprovido de visão estratégica. Demonstraram menosprezo à importância das vacinas, levantaram dúvidas infundadas sobre a segurança dos estudos e fizeram menções pejorativas ao voluntarismo em pesquisas clínicas. Além disso, ajudaram a retroceder avanços conquistados em décadas pelos programas de vacinação no Brasil. Sobraram menções depreciativas à China, acusada de ter criado o vírus em laboratório e ter sido responsável pela pandemia de Covid-19. Podem ter estremecido acordos que envolvem produtos fabricados naquele país, um dos maiores produtores mundiais de vacinas.
11.nov.2020 Empresa apresenta quarta oferta, com proposta de 70 milhões de doses, sendo 2 milhões entregues no Io trimestre de 2021,6,5 milhões no 2° trimestre, 32 milhões no 3° trimestre, e 29,5 milhões no 4° trimestre 24.nov.2020 Pfizer faz a mesma oferta, com algumas alterações contratuais, como na necessidade de ter o registro sanitário aprovado 15. fev.2021 Nova oferta de 100 milhões de doses para o Brasil: 8,7 milhões no 2° trimestre de 2021,32 milhões no 3° trimestre e 59 milhões no 4° trimestre
Seria mais sábio se espelhar nos exemplos como os de Israel, Inglaterra, Estados Unidos e Chile. Todos anteviram que é preciso correr riscos para assegurar acesso às doses suficientes para imunizar a população e, como o tempo mostrou, ajudar a controlar a pandemia.
22. fev.2021 An visa aprova o registro permanente da vacina
Estamos, infelizmente, pagando um preço alto demais por tantas decisões erradas.
19. mar.2021 Contrato é assinado
[...] Sobraram insinuações, de todos os lados, sobre qual seria a melhor opção de vacina. No entanto a melhor resposta deveria ser uma só: "todas". A perda da oportunidade com a vacina da Pfizer é perturbadora A cronologia dos contatos da Pfizer com o governo brasileiro
8. mar.2021 Oferta das 100 milhões de doses é aceita pelo governo, com 14 milhões no 2° trimestre e 86 milhões no 3° trimestre
23. abr.2021 Empresa apresenta nova oferta para mais 100 milhões de doses no 3° trimestre de 2021. Representante da Pfizer diz que o segundo contrato estaria sendo finalizado nesta semana Site: https://acervo.folha.com.br/digital/leitor.do?numero=495 30
Mai.2020 Meses após o início da pandemia, são feitos os primeiros contatos da empresa farmacêutica Pfizer com o governo brasileiro 16.jul.2020 Fornecimento da "expressão de interesse" da Pfizer ao Ministério da Saúde 6. ago.2020 Ministério da Saúde manifesta "possível interesse" na compra da vacina 7. ago.2020 Reunião da Pfizer com a equipe do Ministério da Economia 14. ago.2020 Pfizer apresenta a primeira oferta ao governo, com duas opções, 30 milhões de doses ou 70 milhões 18. ago.2020 Segunda oferta; empresa consegue adicional de entregas para o final de 2020 26.ago.2020 Terceira oferta, com um adicional de entrega de vacinas para o 1° trimestre de 2021 12.set.2020 Pfizer envia carta ao governo brasileiro indicando interesse em chegar a um acordo 88
O ESTADO DE S. PAULO - NOTAS E INFORMAÇÕES - pág.: A03. Seg, 17 de Maio de 2021 CENÁRIO ECONÔMICO
O estranho Brasil do Copom (3) O Brasil, acredite quem quiser, tem tido uma evolução econômica melhor que a prevista, segundo os diretores do Banco Central (BC). Ou essa previsão era muito negativa, mesmo depois do tombo de 4,1% em 2020, ou a avaliação é baseada em dados misteriosos, ainda inacessíveis à maior parte dos brasileiros. Os dados da indústria, do varejo e do emprego mostram uma economia ainda emperrada, sem o vigor observado na recuperação ocorrida de janeiro a dezembro. Mas essa e outras avaliações surpreendentes aparecem na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. No primeiro trimestre deste ano - apenas para dar um indício - o comércio varejista vendeu em média 0,1% menos que nos três meses finais de 2020 e 0,6% menos que no período de janeiro a março do ano passado. Qual seria a expectativa do Copom, formado por diretores do BC? Outro detalhe estranho - e até surpreendente aparece quando se mencionam, poucos parágrafos adiante, fatores de risco embutidos no cenário básico do Copom. "Por um lado", afirmam os autores da análise, "o processo de recuperação econômica dos efeitos da pandemia pode ser mais lento do que o estimado, produzindo trajetória de inflação abaixo do esperado." O quadro é muito diferente para quem acompanha a evolução da atividade e dos preços no Brasil. O espetáculo do dia a dia mostra uma combinação incomum, e um tanto perversa, de recuperação muito lenta e inflação elevada. Esse espetáculo inclui, além do consumo muito fraco, uma indústria emperrada, com recuo de 1% no primeiro trimestre e de 3,1% em 12 meses, e um mercado de trabalho em situação catastrófica, com cerca de 14 milhões de desempregados. Mas os preços ao consumidor, em vez de recuar, subiram 2,37% no período de janeiro a abril e 6,76% em 12 meses, uma taxa muito superior à meta de inflação (3,75%) e ao limite de tolerância fixado para este ano (5,25%). Pode-se discutir se já se pode falar de estagflação ou se ainda é cedo para usar essa palavra, mas a combinação incomum de economia muito fraca e inflação elevada é visível para todos.
e sua influência na formação de preços no mercado nacional. Menciona também o impacto previsível da mudança da bandeira tarifária da energia elétrica. Mas em nenhum parágrafo se mencionam os efeitos inflacionários da instabilidade cambial. Menosprezar o efeito do dólar sobre os preços pode ser uma deferência ao Executivo e especialmente ao presidente Jair Bolsonaro, a mais importante fonte de insegurança no mercado e de afastamento de investidores. Mas as consequências cambiais e inflacionárias das incertezas e do distanciamento de investidores estrangeiros, muitos deles afastados pela política antiambiental do governo, são esquecidas ou contornadas. O Brasil fica reconhecível, de novo, quando se mencionam as projeções de inflação próximas do limite superior de tolerância. Nem é preciso ler a ata do Copom para se informar desse risco. Basta acompanhar, entre outros dados, as projeções do mercado reproduzidas semanalmente no boletim Focus. Na última semana, a mediana das projeções indicou inflação de 5,06% em 2021, muito perto do teto de 5,25%. Para 2022 a expectativa de inflação já chegou a 3,61%, taxa superior ao centro da meta (3,50%). Como resposta à inflação em alta (apesar dos choques "temporários"), o Copom decidiu elevar os juros básicos de 2,75% para 3,50% ao ano. Além disso, um novo aumento de 0,75 ponto já está previsto para a próxima reunião, dentro de um mês e meio. Segundo a ata, essa é uma "normalização parcial" dos juros, porque ainda é preciso manter algum estímulo à retomada. Para alguns analistas, a "normalização parcial" pode ser insuficiente mesmo para conter "choques temporários" de preços. Estagnação e inflação já estão combinadas, mas diretores do BC parecem ignorá-las Site: http://digital.estadao.com.br/o-estado-de-s-paulo
Apesar desses comentários estranhos, os membros do Copom reconhecem a presença de choques de preços, mas insistem, ainda mais estranhamente, em qualificá-los como temporários, como já fizeram em documentos anteriores. O texto menciona cotações em alta no mercado internacional de produtos básicos 89
FOLHA DE S. PAULO / SP - FOLHAINVEST - pág.: A22. Seg, 17 de Maio de 2021 CENÁRIO ECONÔMICO
Como andam as coisas na renda fixa (2) Marcia Dessen Planejadora financeira CFP ("Certified Financial Planner"), autora de "Finanças Pessoais: O Que Fazer com Meu Dinheiro".
Investidor precisa estar sempre atento e cuidar permanentemente de seus investimentos Tardou, mas a inevitável elevação da taxa básica de juros está acontecendo. Com muito atraso em relação à inflação medida pelo IPCA, que, em abril, já acumula alta de 6,76% em 12 meses, o ajuste na Selic reduzirá a taxa de juros real negativa dos investidores.
interessante de diversificação. Em 12 de maio, os títulos públicos Tesouro Prefixado 2024 e 2026 pagavam juros de 8,26% e 8,79% ao ano, respectivamente. A rentabilidade de títulos privados, com maior risco de crédito e menor liquidez, se aproxima de 10% ao ano. Vale lembrar que, para ganhar a rentabilidade mencionada, as operações devem ser mantidas até o vencimento. Se o investidor optar pela venda antecipada, estará exposto às condições de mercado.
O mercado estima que a elevação da Selic deva continuar e atingir 5,5% em dezembro deste ano. Se o IPCA se mantiver no nível esperado, entre 5% e 5,1%, a longa temporada de juro real negativo se encerrará e adentraremos em um cenário de juro real positivo (Selic acima do IPCA) ao longo de 2022.
INFLAÇÃO MAIS JUROS
Afortunados os que têm dinheiro novo para investir e poderão explorar novas alternativas de investimento. Os que não têm novos recursos poderão avaliar se devem alterar a carteira ou negociar melhorias em operações de depósitos bancários, por exemplo.
Em 12 de maio, o Tesouro IPCA Principal 2026 e o 2035 pagavam 3,47% e 4,18% ao ano, respectivamente.
TAXA PÓS-FIXADA Indicados para investir recursos que requerem liquidez e baixo risco, os títulos de taxa pós-fixada acompanham a variação do CDI e estão se beneficiando da atual elevação dos juros. Entretanto, compete ao investidor negociar o maior percentual possível dessa taxa, visando aumentar seus rendimentos. Títulos privados emitidos por bancos de pequeno e médio portes, por exemplo, contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos e oferecem entre 110% e 130% do CDI, dependendo do prazo e da condição de liquidez. A tendência é que o percentual caia à medida que a taxa básica se aproxime do nível considerado justo. Assim, quem puder investir agora garantirá um percentual que provavelmente não estará disponível no fim do ano. TAXA PREFIXADA
Outra opção para compor a carteira de renda fixa é o título público Tesouro IPCA+, que remunera a variação do IPCA mais uma taxa de juros prefixada no dia da compra, desde que mantido até o vencimento.
Adequados para proteger o investidor contra a inflação, completam bem a diversificação da carteira. Entretanto, são títulos de longo prazo e expõem o investidor a maior volatilidade de preço. A venda antecipada pode ser feita, mas, assim como no caso dos títulos de taxa prefixada, o preço de venda dependerá das condições de mercado. FUNDOS DE INVESTIMENTO Os gestores dos fundos de renda fixa de gestão ativa e dos fundos multimercado, responsáveis pela gestão permanente dos ativos das carteiras, implementam as estratégias de investimento com base nas expectativas em relação ao mercado. Dessa forma, se o investidor estiver em um fundo aderente aos seus objetivos de investimento, não precisará fazer nada, o gestor é pago para fazer essa gestão. Entretanto, se perceber que está no fundo errado, deverá avaliar se vale mudar de estratégia ou de gestor. Site: https://acervo.folha.com.br/digital/leitor.do?numero=495 30
Os juros de longo prazo já capturaram essa nova realidade, e os títulos de taxa prefixada, que perderam valor em um passado recente, são alternativa 90
FOLHA DE S. PAULO / SP - FOLHAINVEST - pág.: A21. Seg, 17 de Maio de 2021 CENÁRIO ECONÔMICO
Valorização de grãos, minério e carnes deve beneficiar Brasil por dois anos, dizem analistas Douglas Gavras são paulo
A alta dos preços das matérias-primas, como soja e minério de ferro, deve beneficiar o Brasil ao menos pelos próximos dois anos. Embora ainda seja cedo para cravar o tamanho desse novo ciclo, a percepção de analistas ouvidos pela Folha é que ele será menos intenso que o boom dos anos 2000. Os preços das commodities pelo índice do CRB (Commodity Research Bureau) tiveram alta de quase 70% em um ano. No mesmo período, enquanto as commodities metálicas triplicaram de preço, com destaque para o minério de ferro (+150%), as agrícolas já vinham de valorização mais longa, com destaque para a soja (+93%). Cerca de dois terços da valorização do CRB foram puxados pela China. O desempenho dos metais é explicado pela retomada mais forte e antecipada do país. Os chineses demandaram mais metais para investimentos em infraestrutura e construção. Na avaliação do economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, o ciclo atual de commodities ainda deve continuar pelos próximos dois anos, j á que há problemas de oferta em alguns segmentos, como soja, e demanda forte por carnes. "Nos produtos metálicos, também há perspectiva de manutenção da demanda, impulsionada pelo plano de recuperação da economia americana do governo Joe Biden e pela recuperação da China, após a pandemia", diz Vale. Para o professor do Insper Alexandre Chaia, a situação atual não pode ser chamada de superciclo de commodities. "O momento não é o mesmo daquele do início dos anos 2000, e a China também não é mais a mesma. Ela teve um boom de crescimento que não deve se repetir no momento atual." Ele também diz acreditar em uma manutenção dos preços das matérias-primas pelos próximos dois anos. "A gente não sabe, no entanto, como vai ser a eleição da metade do mandato de Biden, nos EUA. Na saída da pandemia, o mundo passa por um grau de
incertezas grande demais." Fundador da Ohmresearch, Roberto Attuch concorda que o ciclo atual de commodities não será tão expressivo quanto o anterior. "E1T12007 e"2008, o petróleo bateu em US$ 150 e não vai chegar lá de novo, com a transição energética para uma economia mais verde. Os novos ciclos darão destaque para a energia limpa." Gilberto Cardoso, analista da Ohmresearch e especialista em commodities, complementa que o próximo boom não será puxado por petróleo, mas por matérias- primas ligadas à eletrificação, como cobre e terras-raras. "Quando a gente muda as perspectivas energéticas, a oferta e a demanda por esses materiais também muda completamente." Do ponto de vista do consumidor, um reflexo da alta dos produtos básicos que foi motivo de preocupação na pandemia deve perder força neste ano: a inflação dos alimentos. O economista da LCA Consultores Fábio Romão lembra que o índice de preços agropecuários por atacado, o IPA-M-Agropecuário, da FGV, subiu 49,5% no ano passado, o que fez com que os preços da alimentação em domicílio no varejo subissem 18,1%, pelo IPCA. "Em 2021, não devemos ter uma desvalorização cambial tão significativa como a do ano passado. Assim, estamos projetando uma alta de 15,6% para o IPA-M-Agropecuário, que deve chegar ao consumidor com uma alta de 5,2% da alimentação no domicílio." Parte dos analistas aponta, no entanto, que a alta de preços de alimentos é um fenômeno mundial. E países que são grandes exportadores, como Brasil e EUA, podem enfrentar aumentos mais persistentes, caso as importações chinesas se mantenham fortes. Com o avanço no preço de grãos, açúcar e carnes, a renda no campo, além de ser beneficiada pelo real fraco, deve aumentar 40% neste ano, ou R$ 278 bilhões, segundo estimativas da MB Agro, atingindo R$ 965 bilhões. As expectativas também são positivas para a renda na pecuária, que pode ter um desempenho quase 32% 91
FOLHA DE S. PAULO / SP - FOLHAINVEST - pág.: A21. Seg, 17 de Maio de 2021 CENÁRIO ECONÔMICO
melhor neste ano. No caso do cultivo de café, laranja e cana-de-açúcar, a alta esperada é de 3,3%. O cenário é favorável para o produtor, e isso se reflete na economia regional. Enquanto as demais regiões tiveram queda, o índice de Atividade Econômica Regional do Norte cresceu 0,4% em 2020, segundo dados do BC. No caso do Centro-Oeste, a alta foi de 0,2%, e a região foi ajudada pela safra recorde de grãos e as cotações das commodities. Produtor de soja em Sorriso (MT), Sadi Beledelli, 60, é um exemplo disso. Ele aproveitou a safra de 2020 para trocar os equipamentos que já usava havia oito anos. Comprou um trator e uma plantadeira com recursos próprios. O agricultor pondera, no entanto, que os custos também subiram, principalmente os de insumos e maquinários importados. "Os valores das máquinas estão fora da realidade", diz. Com a maior procura de produtores por novas máquinas, ele relata ter percebido um aumento de ao menos 30% nos preços dos equipamentos. Site: https://acervo.folha.com.br/digital/leitor.do?numero=495 30
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FOLHA DE S. PAULO / SP - MERCADO - pág.: A19. Seg, 17 de Maio de 2021 RENOVAÇÃO DE FROTA
Sem dinheiro em caixa, Bolsonaro prepara pacotaço para caminhoneiro Julio Wiziacke Fábio Pupo brasília
Os ministérios da Economia e da Infraestrutura fecham os últimos detalhes de um pacote de benefícios para os caminhoneiros que será divulgado por etapas a partir das próximas semanas. Além de um voucher para amenizar efeitos dos reajustes do diesel, o governo estuda linhas de crédito e até um programa de renovação de frota. Batizado pelos assessores do Palácio do Planalto de "Gigantes do asfalto", o pacotaço foi um pedido expresso do presidente Jair Bolsonaro, que, segundo interlocutores, não quer ficar refém da categoria. Desde fevereiro, os motoristas sinalizam que os reajustes dos combustíveis afetaram seus ganhos, o que causa temores no governo sobre uma paralisação nos moldes da que ocorreu em 2018. Hoje, 87% do transporte de cargas no país é feito pelas estradas. Na avaliação de Bolsonaro, um novo movimento grevista podería comprometer ainda mais a economia, já afetada pelos efeitos da pandemia, além de representar um fator adicional de erosão de sua popularidade -que, segundo pesquisa do Datafolha, tem sido corroída durante a crise do coronavírus. Diante disso, Bolsonaro encomendou um pacote de ajuda ao setor em reuniões com integrantes de Casa Civil, Economia, Infraestrutura, Justiça e Segurança Pública. Várias ações foram estudadas, com pedido para não haver mais gastos. A engenharia financeira para as medidas passou a ser desenhada enquanto diversos órgãos e iniciativas da União registram falta de recursos, como universidade federais, o Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e até o programa de modernização do sistema anticorrupção do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O programa para os caminhoneiros foi dividido entre medidas econômicas e outras regulatórias, a serem implementadas por meio de MPs (medidas provisórias), decretos e portarias. Na frente comandada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) , foi preparado um programa de compensação de preços dos combustíveis. Há duas
ideias na mesa, e ainda não se chegou a uma conclusão. Uma delas prevê a criação de um voucher para os motoristas cadastrados para ser usado sempre que houver uma oscilação muito elevada do petróleo -o que afeta o preço do diesel. Esse voucher funcionaria como um cartão de crédito. Ainda se discute se haveria isenção de impostos federais (PIS e Cofins) ou uma injeção de recursos oriundos de royalties da exploração de petróleo. O voucher seria operado pela Caixa Econômica Federal, que se prepara para lançar uma cesta de produtos financeiros para os caminhoneiros. Além de crédito com juros mais baixos para os motoristas, o banco deve oferecer empréstimos para donos de postos de gasolina nas estradas que estejam interessados em transformá-los em grandes áreas de descanso e atendimento aos caminhoneiros. A construção de áreas de descanso é parte de uma obrigação imposta pelo Ministério da Infraestrutura por meio da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aos vencedores das novas rodadas de concessão de rodovias. Cada empreendedor terá de construir postos com estacionamentos, dormitórios, conexão telefônica e de internet, além de atendimento médico a cada 350 km. Estima-se que serão ao menos 50 postos nesse modelo nas próximas concessões até 2022. Apesar de ser uma obrigação no edital de concessão, o governo quer estimular a criação de mais centros similares por meio da iniciativa privada, especialmente postos de combustível ou redes de restaurantes de estrada. A Caixa já está se adiantando à medida, de acordo com interlocutores do governo. O BNDES também deverá ampliar suas linhas de crédito para a compra de equipamentos e manutenção de veículos. Até hoje, foram R$ 500 milhões disponíveis para pedidos de financiamento de até R$ 30 mil, limite que passou para R$ 100 mil. Também está sendo concluído o programa de renovação de frota. Inicialmente chamado de Frota Verde, deverá ser uma parceria entre União, estados e iniciativa privada para estimular a troca de caminhões.
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FOLHA DE S. PAULO / SP - MERCADO - pág.: A19. Seg, 17 de Maio de 2021 RENOVAÇÃO DE FROTA
A idade média da frota dos autônomos, segundo pessoas que participam das discussões, é de cerca de 30 anos. Caminhões muito velhos quebram com mais frequência ao longo do percurso. Uma das ideias em avaliação será, pelo lado da União, usar recursos disponíveis do Finame (linha do BNDES), dando crédito ao dono do caminhão. O ingresso no programa será voluntário e, após a adesão, o caminhão seria adquirido e destruído. Para cobrir ao menos parte do programa, a equipe econômica avalia cortar parte dos subsídios do setor automotivo. Os estados também entrariam com sua parte e as montadoras vende riam o caminhão a preço de venda direta, e não pelo valor na concessionária. O que há no "Gigantes do asfalto", pacote de bondades para os caminhoneiros COMBUSTÍVEIS Um voucher dado a motoristas poderá ser abastecido com recursos da isenção de PIS e Cofins ou de royalties da exploração de petróleo. Será usado sempre que os reajustes extrapolarem a média de consumo de cada caminhoneiro cadastrado ICMS Estados poderão aumentar o período que embasa o cálculo do ICMS dos combustíveis, passando de quinzenal para média móvel de 12 meses CRÉDITO Expandir as linhas de crédito existentes de até R$ 500 milhões no BNDES destinadas a compra de equipamentos e manutenção dos caminhões. Liderados pela Caixa Econômica Federal, outros bancos também oferecerão empréstimos com juros mais baixos aos motoristas FROTA Parceria entre montadoras, União e estados garantirá incentivos para a compra de veículos novos. Hoje, eles têm cerca de 30 anos de uso, em média ESTRADAS O Ministério da Infraestrutura planeja R$ 2 bilhões em obras em rodovias federais de muito tráfego para melhorar as condições de tráfego e segurança
As novas concessões de rodovias deverão fazer centros de apoio aos motoristas, com locais de descanso, banho e atendimento médico INTERNET Por decisão do governo, as operadoras de telefonia deverão conectar mais de 48 mil quilômetros de estradas federais para serviços de voz e internet. O Ministério das Comunicações também vai destinar frequências para as concessionárias implementarem rádios FM ao longo do trecho da concessão FRETE STF deverá intermediar acordo em torno do preço mínimo do frete parra evitar judicializações. Além disso, o governo estuda ampliar o peso máximo das cargas por caminhão Fonte: Ministério da Infraestrutura e Ministério da Economia Sem dinheiro em caixa, Bolsonaro prepara pacotaço para caminhoneiro A ideia é ter três modalidades: a mudança do caminhão, a compra de um novo ou a reforma -mas, inicialmente, somente a troca deve ser implementada como teste. Um conjunto de medidas regulatórias completará as ações, sendo a principal a implementação em todo o país da DTE (Declaração de Transporte Eletrônica). Via plataforma digital, será possível solicitar e reunir toda a documentação necessária para o transporte que hoje demanda tempo e dinheiro para ser obtida. Pela plataforma, toda a documentação do frete será obtida eletronicamente e o contrato com o dono da carga ficará registrado. Isso permitirá até que o contrato sirva de garantia para que o motorista tome empréstimos. O caminhoneiro poderá receber o pagamento assim que a carga chegar ao destino. Hoje, precisa voltar ao ponto de origem porque, pelas regras vigentes, é necessária uma espécie de selo de conclusão da viagem concedido ao contratante. Com o novo sistema, o documento poderá ser emitido no ato da entrega. Na mesma medida, o governo pretende reduzir em 95% o total de multas por excesso de peso nos caminhões. Para isso, vai ampliar o limite de tolerância por eixo.
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FOLHA DE S. PAULO / SP - MERCADO - pág.: A19. Seg, 17 de Maio de 2021 RENOVAÇÃO DE FROTA
Além disso, a tabela de frete será ampliada com novas categorias, e a sistemática de cálculo será validada entre as partes tendo como intermediário o STF. A ideia com essa iniciativa é validar a definição de um preço mínimo para o frete e evitar futuras contestações e ações judiciais. O Ministério da Infraestrutura também conduz um pro grama de recuperação e modernização das rodovias federais, com R$ 2 bilhões em obras. A pasta também incluiu no edital do 5G obrigações de conexão nas estradas. As operadoras que vencerem o leilão terão de fazer a cobertura de 48 mil quilômetros de estradas federais com sinal 4G. 87% É a participação dos caminhoneiros no transporte de cargas no país. Governo quer reduzir esse peso para 70% até 203S estimulando ferrovias, hidrovias e a cabotagem 1,2% Foi o quanto a paralisação dos caminhoneiros tirou do crescimento do PIB do país em 2018 Site: https://acervo.folha.com.br/digital/leitor.do?numero=495 30
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VALOR ECONÔMICO / SP - EMPRESAS - pág.: B08. Seg, 17 de Maio de 2021 ABLA
Locadoras lucram mais no primeiro trimestre Cristian Favaro De São Paulo
A crise provocada pelo covid-19 comprometeu muitos negócios no país, mas provocou algumas mudanças de hábitos que ajudaram a sustentar o desempenho das locadoras de veículos. A viagem de avião foi substituída por uma esticada de carro no interior. A terceirização da frota cresceu como opção das empresas para cortar custos. Ao mesmo tempo, o preço do carro seminovo se valorizou - e o segmento de revenda de automóveis ganhou mais importância nos balanços das locadoras. No primeiro trimestre Localiza, Unidas e Movida - as três maiores empresas do setor - tiveram, juntas, um crescimento de 35% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, para R$ 1,4 bilhão, uma alta de 35% na comparação anual. O lucro líquido subiu 366%, para R$ 703,8 milhões, amparado pelo menor custo com a depreciação dos veículos. Na contramão, a receita somada das três empresas apresentou leve queda, de 1,8%, para RS 4,3 bilhões. Contribuiu para esse desempenho a demora na entrega de canos zero quilômetro encomendados às montadoras, que fez as locadoras postergarem a substituição da frota e a revenda de seus seminovos. Mesmo assim elas saíram ganhando: sem veículos novos no mercado, o preço médio de revenda dos usados das três empresas disparou 32,7% no trimestre na comparação anual, para R$ 53 mil por veículo. A frota das três companhias fechou o trimestre em 576 mil unidades, queda de 5,7%. Juntas, Localiza, Unidas e Movida respondem por mais de 50% da frota total de locadoras no País, de 1,007 milhão de veículos em 2020, segundo dados da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla). Em teleconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre este mês, a diretora de relações com investidores da Localiza, Nora Lanari, destacou que em abril a empresa já começou a ver uma retomada no mercado de locação, depois do impacto da segunda onda de co-vid-19. "O efeito dessa segunda onda foi menor do que na primeira", acrescentou. Nas últimas duas semanas de março, a maior locadora do país perdeu cerca de R$ 30 milhões em receita com o agravamento da crise sanitária. Mas mesmo na crise, as locadoras conseguiram elevar a tarifa média de aluguel em 2,6% no trimestre, para
R$ 75,80 por dia. A Movida até aceitou perder um pouco na tarifa, que passou de R$ 81,90 para R$ 74, e assim evitar quedas na taxa de ocupação, que fechou em 79,8%, contra 75,9% um ano antes. "Sem o impacto da segunda onda em março, a nossa ocupação teria ficado acima dos 81%, teríamos mais diárias de aluguel de carro e mais receita", disse o presidente da Movida, Renato Franklin. Segundo o executivo, a mudança no perfil do consumidor que tem sustentado o negócio de locação de veículos não é passageira e vai continuar após o fim da pande-mia. Hoje, com as medidas de distanciamento social, muitas pessoas estão trocando o transporte público por carros alugados e recorrendo à modalidade também para viagens curtas. "A pandemia acelerou a mudança do consumidor, de passar a considerar o serviço. Há comodidade e a gente se acostuma com ela", disse Franklin. A demanda de empresas por locações de dois ou três dias também cresce. "Antes, empresas mandavam funcionários ao interior de São Paulo de avião e perceberam que carro é mais produtivo." O calcanhar de Aquiles do setor continua sendo, como no ano passado, a falta de carros no mercado. Sem veículos para comprar, as locadoras estão postergando o processo de renovação de frota. Há ainda atrasos nas entregas de veículos para os braços de gestão de frota, setor bastante aquecido durante a pandemia, com empresários buscando alternativas para cortar custos. Só na Movida, o segmento de gestão e terceirização de frotas tem 9 mil carros contratados e assinados e que a empresa não consegue entregar. O presidente executivo da Unidas, Luis Fernando Porto, disse esperar melhora nas entregas no segundo semestre. Hoje, o tempo estimado é de 90 dias a 120 dias para a entrega da maioria dos carros, mas, em alguns modelos, pode chegar a seis meses. Neste trimestre, a Unidas investiu R$ 1,1 bilhão em aquisição de novos veículos, o equivalente a 15,9 mil carros. Mesmo com a melhora gradual nas entregas das montadoras, a Localiza continua a enxergar desafios para as entregas nos próximos trimestres. "Aqui a gente não espera retomada forte da produção nos próximos trimestres. Mas temos elementos para achar que o terceiro trimestre vai ser melhor do que o segundo para veículos", disse o diretor de finanças e de relações com investidores da Localiza, Rodrigo 96
VALOR ECONÔMICO / SP - EMPRESAS - pág.: B08. Seg, 17 de Maio de 2021 ABLA
Tavares, em teleconferência sobre os resultados dos três primeiros meses do ano. Entre as principais barreiras para a produção dos veículos está a falta de componentes eletrônicos, como chips - que são disputados também com outras cadeias, como de aparelhos de TV. A falta de carros no mercado tem incentivado ainda a redução na taxa de depreciação dos veículos no balanço das empresas, favorecendo os resultados. Este suporte, segundo os executivos, deve continuar por todo este ano. "No primeiro trimestre vimos aumento de cano zero de 6% a 7%. Esperamos que o cenário perdure, esse cenário de depreciação baixa não deve se alterar", disse Tavares. Paralelamente à retomada do mercado, as três empresas monitoram de perto a análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acerca da incorporação da Unidas pela Localiza, anunciada em setembro de 2020. A Movida, terceira maior do mercado, fez duras críticas à proposta, pontuando riscos concorrenciais no mercado, cenário refutado pela Localiza. Assim como outras três empresas, a Movida entrou com pedido para participar do processo do Cade na figura de terceiro interessado. Se aprovada, a entrada dá o direito a contestar o negócio no tribunal da autarquia, caso ele passe sem restrições pela Superintendência-Geral. O agente antitruste, que começou a avaliar o caso fevereiro, tem 240 dias além de 90 dias adicionais - para dar o seu veredicto. Além da Movida, as movimentações contra a fusão foram feitas pela locadora Fleetzil (do Grupo Volkswagen ), pela Ouro Verde e pela Aid Automotive , subsidiária do grupo francês Société Générale. Site: https://www.valor.com.br/virador/?valor_pro=1#/edition/1 86867?page=1§ion=1
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O POVO ONLINE / CE - NOTÍCIAS. Seg, 17 de Maio de 2021 FENABRAVE
Nissan Sentra sai de linha no Brasil Após ter apenas 5 unidades emplacadas no Brasil em 2021, o Nissan Sentra sai de linha no País. O sedã médio não aparece mais entre as opções no site oficial da fabricante. As unidades deste ano foram vendidas em janeiro, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em 2020, foram 950 unidades emplacadas, um número bem menor do que em 2019, quando 3.189 veículos foram vendidos. A Nissan informa em nota: A renovação do portfólio de sedãs faz parte da estratégia da Nissan no Brasil e está seguindo o ciclo natural de vida de cada produto. No caso do Sentra, o modelo segue nos planos da empresa, que ainda avalia fatores de adequação ao mercado e, por isso, não tem prazo para seu lançamento. Mas a Nissan conta no país com o Novo Nissan Versa, que tem tamanho, conforto e tecnologia que o tornam muito competitivo mesmo contra modelos do segmento de sedãs médios . Até este ano o veículo era vendido em três versões, que variavam de R$ 91.090 a R$ 108.990. O Sentra era produzido na fábrica da Nissan em Aguascalientes, no México. Era a terceira geração do modelo vendida no Brasil. Site: http://www.opovo.com.br/noticias/veiculos/2021/05/17/ni ssan-sentra-sai-de-linha-no-brasil.html
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