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Livro Processos criativos Flipbook PDF

Livro Processos criativos


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SUMÁRIO Thiltapes- 1 O Buraco do Diabo- 5 A Rua do Arvoredo- 9 O Vizinho- 13

THILTAPES 1

Era 1824 e colonos alemães pisavam em terras brasileiras através de navios de madeira movidos à vela. O sudeste e o sul se encheram de alemães por diversas colônias. No imaginário brasileiro a vida de alemães aparentemente é mais fácil do que a nossa, por ser um país melhor desenvolvido, porém, se engana quem acha que a vida dos colonos alemães era fácil naquela época. As divisões territoriais brasileiras estavam “fresquinhas” e as divisões mundiais ainda se tornariam completamente diferentes após tantos conflitos que a humanidade se meteu. A agricultura familiar era o que existia para os alemães que se instalaram no que conhecemos hoje por Dois Irmãos e região. Acordar cinco horas da manhã e ir plantar batata no frio da serra gaúcha não é tão simples assim. Apesar da vida sofrida, os alemães se divertiam em encontros familiares, os quais eu tenho que realizar todos os anos por conta da minha descendência alemã. Se encontrar; cozinhar batata e joelho de porco; fofocar e teimar que sua plantação era mais bem feita que a dos demais era o maior lazer que os colonos poderiam praticar. Era óbvio que as crianças e adolescentes não queriam saber de porcaria de plantação nenhuma, elas queriam mesmo era jogar “Fußball” e brincar de um milhão de brincadeiras que inventavam. Mas os mais velhos, como sempre, adoravam fazer os mais novos de pateta. E era sempre a mesma história que as crianças mais velhas já tinham ouvido umas trezentas vezes e estavam cansadas de ouvir e nunca conseguir completá-la. Era thiltapes pra lá e pra cá. As crianças nunca os encontravam e nunca entendiam o porque os adultos riam tanto daquilo. Quando cresciam, as crianças tomavam conhecimento do outro significado oculto da palavra “thiltapes”, que significava algo como tolo ou apatetado, e descobriam que na verdade eles que eram os próprios thiltapes, que ficavam se “auto procurando” e nunca se encontravam. Até que era uma brincadeira engraçadinha até que passou de ser uma simples brincadeira e se tornou uma tragédia

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lendária. A brincadeira durou anos e muitas gerações, eu mesmo já tinha brincado diversas vezes. Mas depois do dia 29 de setembro de 2012 ninguém jamais ousou brincar novamente. Era mais um kerb de Dois Irmãos que as famílias se reuniam, confraternizavam e obviamente brincavam de thiltapes. Porém, uma dessas famílias resolveu juntar todas as crianças e levá-las até o parque Romeo Benício Wolf para caçar thiltapes no final da tarde. As crianças estavam muito felizes e se sentindo livres, pois tinham um lugar gigantesco e cheio de árvores para procurar os lendários thiltapes. A brincadeira já durava mais de duas horas e nenhuma criança voltava até os pais, que estavam sentados bem no início do parque. Aquele clima de preocupação acompanhado de sorrisos sem graça dos pais já tomava conta do ambiente. Então eles se levantaram e foram procurar seus filhos, cada um dos seis pais foi para um canto diferente. Procuraram por cerca de uma hora e voltaram até o ponto inicial, que era o combinado caso não encontrassem ninguém. Após uma breve reunião e de muitos gritos pelo nome dos filhos, eles decidem chamar a polícia e os bombeiros. Já eram cinco horas de muita procura e esforço quando a polícia decidiu cancelar as buscas e considerar as sete crianças desaparecidas. Os pais obviamente ficaram ainda mais preocupados e decidiram continuar as buscas por conta própria. Após mais duas horas de busca separados, cada um começou a escutar a voz dos seus respectivos filhos e todos os pais foram atraídos para o mesmo local. Ao chegar lá simultaneamente, todos eles se depararam com a pior cena que viram em toda sua vida. Avistaram um círculo no chão formado pelos seus filhos mortos completamente ensanguentados. Quando todos estavam chorando desesperados em volta de seus filhos, apareceu um homem com uma máscara feita com pele de porco segurando um facão. Ele gritava de forma repetitiva a frase “viram quem são

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os verdadeiros thiltapes? Vocês são trouxas que passaram todo esse tempo procurando seus filhos!”. Ao terminar pela quarta vez essa frase, um dos pais tentou atacá-lo e foi acertado em sua jugular com um golpe preciso e potente com o facão, morrendo imediatamente. Os demais pais horrorizados saíram correndo e contaram para a polícia sobre tudo o que havia acontecido. Os policiais foram prontamente até o local, mas não havia mais nada além dos corpos. Não haviam pegadas ou indícios do assassino. As investigações duraram semanas mas o crime era praticamente inconclusivo, já que o assassino o executou de forma impecável e sem deixar qualquer pista. Até hoje não se sabe quem é esse homem ou por onde ele anda, muito menos qual foi sua motivação para cometer um crime tão cruel. A única coisa que se sabe é que até hoje ninguém mais se atreveu a brincar de thiltapes, tanto por medo como por memórias ruins que essa brincadeira traz a todos os moradores de Dois Irmãos e região.

O que era brincadeira, se tornou tragédia.

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O BURACO DO DIABO 5

Em 1826, Felipe e Ana, um jovem casal de imigrantes alemães, chegaram em Ivoti em busca de uma vida melhor e de um local tranquilo e seguro para que pudessem começar a sua família. Eles se estabeleceram às margens do arroio Feitoria, em um pequeno chalé de madeira, cercado pela natureza com árvores a perder de vista e flores das mais belas cores e aromas. O local tinha tudo que eles buscavam, era calmo e possuía uma vizinhança muito amorosa, que os receberam de braços abertos. O casal logo se sentiu em casa. Felipe começou a trabalhar em uma ferraria, e Ana era costureira. Tudo parecia perfeito, e os dois estavam aliviados em poder recomeçar a vida em um local novo. Porém, não demorou muito para que o sonho do lugar perfeito caísse por terra. Em uma certa noite, Felipe e Ana estavam quase pegando no sono, quando ouviram barulhos estranhos vindo do lado de fora da casa. Acreditando ser rangidos da madeira do chalé, não deram bola. Mas o barulho se repetiu, e ficou cada vez mais alto, soando quase como um grito. Felipe rapidamente levantou e se preparou para sair do chalé e ver o que estava acontecendo, mas Ana, com medo, o segurou pelo braço e pediu para que não a deixasse sozinha. Logo o barulho cessou e pensando que pudesse ter sido algum vizinho, tentaram voltar a dormir. O dia amanheceu normal, e nada parecia ter acontecido de diferente nas redondezas da casa. Alguns dias se passaram e o casal esqueceu do ocorrido. Certo dia, Ana e Felipe resolveram fazer uma visita a um casal de amigos que morava no final da rua. No início do século 19 os imigrantes tinham o costume de se visitar ao entardecer e só ir embora depois que escurecesse. Depois de muito comer e conversar, os dois se despediram e retornaram para a casa. Já era tarde, e o casal seguiu pela rua com seu lampião iluminando o caminho.

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Enquanto andavam, Felipe ouviu um barulho nos arbustos, e parou imediatamente de caminhar. Era o mesmo barulho que tinha ouvido em seu chalé na outra noite. Ele foi se aproximando, e quanto mais perto chegava, mais alto o barulho ficava. Como estavam completamente sozinhos na estrada, ficaram com medo e saíram correndo para a casa. Entraram pela porta e chavearam rapidamente. Os dois se olharam com medo nos olhos, sem saber o que estava causando aquele estranho som. No outro dia, Ana, muito assustada, comentou com a vizinha sobre o que havia acontecido e descobriu algo que a deixou ainda mais apavorada. Acreditava-se que o diabo morava ali na cidade, e a noite saia para vagar pelas ruas escuras da cidade. Alguns moradores juravam já ter visto a sua sombra voltando para a caverna. Ana não quis acreditar, mas só a lembrança da noite anterior já causava calafrios por todo o seu corpo. Alguns dias se passaram, até que certa noite, o barulho voltou a assombrar a vizinhança. Logo que ouviram, o casal acordou no susto. Felipe saltou da cama e foi para a janela, mas nada enxergou. Cansado de viver com medo, ele tomou uma decisão. Na primeira hora da manhã, recrutaria amigos e vizinhos para uma caçada ao Diabo. Ao amanhecer, Felipe bateu de porta em porta chamando as pessoas para que o ajudassem a acabar com esse terror. Muitas pessoas recusaram por medo, mas alguns de seus colegas decidiram o acompanhar. Naquele mesmo dia ao anoitecer, saíram em seus cavalos para iniciar a caçada. Com grandes tochas em mãos, todos estavam aflitos, sem saber o que encontrariam. Vagaram por várias horas nas estradas escuras, e nada encontraram. Estava frio e ventando bastante, e já estavam começando a cansar. Foi quando ouviram o primeiro barulho. Parecia vir de longe, vindo de dentro da floresta. Foram de encontro ao som, que aumentava a cada passo. Os cavalos começaram a ficar agitados, e decidiram seguir por dentro da mata de a pé. Quanto mais adentravam, mais alto o barulho ficava, o vento já

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estava muito forte, e uma rajada de vento apagou a tocha de Felipe. Foi quando ele olhou pra frente e viu um vulto com orelhas grandes na penumbra da mata. Imediatamente um calafrio percorreu todo o seu corpo, pegou a tocha de seu companheiro, e seguiu na frente em direção à sombra. Suas pernas tremiam de medo, e ele caminhava em pequenos passos. Chegou mais perto de um arbusto que mexia, e lá estava a criatura responsável pelo barulho... um grande tamanduá. Todos caíram na gargalhada. O mistério do buraco do diabo nada mais era do que uma família de tamanduás que vivia na mata. Voltando pra casa Felipe e Ana tiveram uma noite tranquila, se sentindo seguros. A história ficou marcada e o local até hoje é conhecido como o Buraco do Diabo.

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A RUA DO ARVOREDO 9

A Melhor linguiça da cidade! Vou relatar a vocês uma história muito trágica e um pouco intrigante. Em 1863 um açougueiro de Porto Alegre dizia orgulhoso que produzia e comercializar a melhor linguiça da cidade, com alegria anunciava a seus clientes, aproveitem está foi uma produção especial e está mais saborosa que todas as outras. Os clientes se enfileiravam para adquirir a linguiça especial e saborosa, porém o alemão Carlos Claussener, o açougueiro, não a consumia, alegava que o melhor fica para os clientes. Os clientes mal poderiam imaginar o que continha na linguiça mais saborosa da cidade, carne humana, acreditem, ele incluía na linguiça partes de corpos humanos, Carlos não fazia isso sozinho, contava com a ajuda de José Ramos um brasileiro, casado com Catarina Palse uma Húngara, responsáveis por providenciar o ingrediente especial. O trio atraia suas vítimas para a famosa Rua do Arvoredo em Porto Alegre, onde os crimes eram cometidos. José Ramos e Catarina observavam suas vítimas por dias, acompanhavam seus passos, seus hábitos e registravam cada detalhe, para que pudessem ser assertivos na abordagem convencê-los a irem à Rua do Arvoredo na escuridão da noite. A rua do Arvoredo era o cenário ideal, as muitas árvores e a pouco iluminação deixavam o local sombrio e assustador, mas ainda assim era bastante movimentada e com isso as primeiras vítimas foram aleatórias, indivíduos que descuidadamente ficaram isolados e foram atacados, mortos que desaparecem, seus corpos nunca foram encontrados. Com o passar do tempo as vítimas observadas e estudadas foram atraídas para a rua do Arvoredo, ou por bilhetes com convites românticos ou com bilhetes para negócios interessantes, a abordagem e convite sempre eram adequados ao perfil da vítima, já muito observado pelos criminosos. O trio agia em conjunto, o casal que atraia as vítimas contava com a ajuda do açougueiro para segregar as partes do corpo humano que poderiam ser incluídas na linguiça que depois

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era vendida no açougue como sabor especial. Com o passar do tempo e o sumiço misterioso de pessoas que foram vistas pela última vez na rua do Arvoredo iniciou-se uma investigação, a polícia definiu uma estratégia de investigação onde policiais disfarçados passaram a frequentar a rua para descobrir o que poderia estar acontecendo. Os criminosos logo perceberam a presença de homens que habitualmente não frequentavam a rua do Arvoredo, seu território de crime, e ficaram desconfiados, pararam de agir por algumas semanas. Carlos já nervoso com a falta da carne especial para sua linguiça decidiu que era hora de retomar os crimes e a produção e assim o fizeram. Atraíram mais uma vítima para a Rua do Arvoredo, a mataram e quando estavam desmembrando as partes para produção da linguiça foram surpreendidos por dois policiais disfarçados que rondavam o local. Todos ficaram muito assustados, os policiais não podiam crer no que viam, um corpo humano sendo utilizado para fazer linguiça, já o açougueiro não podia crer que seu segredo estava sendo descoberto. Em uma fração de segundos que pareceram uma eternidade os assassinos não tiveram dúvida, teriam que matar os dois homens para não serem descobertos e presos. Com o desaparecimento dos policiais o caso se tornou ainda mais intrigante e despertou a curiosidade de todos na cidade. Boatos começaram a surgir de todos os lados. Todos na cidade esperavam por uma explicação quanto aos crimes da rua do Arvoredo. O açougueiro muito esperto começou a brincar com seus clientes que a linguiça da semana era especial, pois tinha as partes do corpo do fulano que foi encontrado incompleto, todos riam e achavam graça. O que ninguém poderia imaginar é que Carlos falava a verdade. A história foi se espalhando de boca em boca, nas rodas de amigos, no carteado dos idosos, nos clubes e em todos os

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lugares onde as pessoas se reuniam. Um falava o outro aumentava, misturavam-se verdades com invenções e Carlos continuava vendendo linguiças como se nada disso fosse possível, ironizava: “dizem ter carne de gente, deve ser por isso que é tão gostosa” e entre risadas, se afastava. Com as investigações da polícia avançando o trio de criminosos desapareceu, do dia para noite o açougue estava fechado e nunca mais se teve notícias de Carlos e do casal José e Catarina. A polícia conseguiu descobrir os crimes e teve provas de que partes humanas foram utilizadas na linguiça, mas a essa altura ninguém mais acreditava nisso. A rua do Arvoredo até hoje é conhecida e lembrada pelos crimes cometidos ao longo dos anos de 1863 e 1864, porém de concreto pouco se sabe e muitas são as perguntas que ficaram sem resposta: • Quantas pessoas foram assassinadas? • Como elas eram mortas, tiro, pauladas, injeção letal, envenenamento, ou que outro método os criminosos usavam? • Quais as partes dos corpos que eram utilizadas para fazer linguiça? • O que faziam com o restante do corpo? • Preferiam homens ou mulheres? • Escolhiam as vítimas pensando nas características físicas? • Onde cometiam o assassinato, na rua mesmo, ou as pessoas eram levadas para dentro de algum ambiente, uma casa, um bar, o próprio açougue? Mas o que mais me intriga e me faz pensar é se os crimes foram realizados para fazer linguiça ou se a linguiça foi feita porque os crimes foram cometidos. Nunca saberemos a resposta, porque nunca ninguém foi preso e nunca ninguém soube o que é verdade e o que foi inventado, modificado ou aumentando nas inúmeras vezes que esta história foi repetida. De qualquer forma recomendo cuidado ao percorrer a rua do Arvoredo, não que os assassinos da época ainda estejam por lá, mas nunca se sabe, tudo pode acontecer na rua do arvoredo.

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O VIZINHO 13

Estava cansado de viver em uma casa num bairro perigoso com medo de ser assaltado a qualquer momento, arriscando minha vida e da minha família, então decidi me mudar para um apartamento em um condomínio no centro de Taquara, conhecido por ser muito seguro e tranquilo de morar. O apartamento era maravilhoso, bonito, rico em detalhes e muito confortável para morar, Conheci todos o vizinhos pois quando chegamos eles preparam uma festa de recepção para nós, fiquei muito surpreso quando vi tudo aquilo. Conversei com quase todos apenas um que não apareceu na festa, que era o cara que morava em cima de mim, mas também não julguei pois ele poderia estar em um compromisso mais importante até que uma vizinha muito simpática veio falar comigo, me mostrou o condomínio inteiro e apresentou os outros, até que ela mencionou esse vizinho que não foi na festa, ela me disse que ele parecia muito estranho não falava com ninguém, não estava no grupo do whatsapp do condomínio mas ela disse que não ligava muito pois existe pessoas que preferem ficar sozinhas sem outras pessoas para conversa, achei meio estranho mas segui minha vida sem pensar muito nesse cara. A primeira noite foi incrível, sem a sensação de perigo que aqualquer momento alguém podia entrar na minha casa e me matar, até que por volta da meia-noite começo a escutar uns barulhos estranhos vindo do teto que me deixava muito irritado, pra ser justo, não era um barulho alto, mas eu tenho o sono muito leve, então era difícil conseguir dormir com aqueles barulhinhos de batidas que não paravam. Parecia que alguém estava andando de salto alto, mas com passos leves, como se a pessoa que estivesse fazendo o barulho estivesse tentando ser o mais silenciosa possível. No dia seguinte resolvi falar com a mulher que me apresentou aos outros vizinhos, falei para ela sobre esse barulho mas ela me disse que não sabia de nada até porque o apartamento que eu me mudei ficou parado por um ano então ninguém escutava nada do que vinha do apartamento acima do meu.

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Na noite seguinte escutei os mesmos barulhos então resolvi ir no andar de cima e ver o que estava acontecendo, eu conseguia escutar as batidas na frente da porta do apartamento mas como era tarde da noite ninguém passava por lá para reparar essas batidas, quando toquei a campainha as batidas pararam o cara abriu a porta, esse vizinho realmente era estranho como a mulher me disse, falei para ele sobre as batidas e ele me disse que podia ser o cachorro dele, logo em seguida ele fechou a porta na minha cara sem nem deixar eu falar mais nada, como ele me parecia um sujeito meio estranho não toquei a campainha de novo vai que ele me sequestrar ou sei lá. Voltei para o meu apartamento e me deitei novamente e de novo comecei a escutar as batidas, fiquei encucado com aquilo mas não voltei lá pois estava cansado e não queria sair da minha cama. Depois de alguns dias, comecei a notar que o padrão era sempre o mesmo, como uma gravação que tocava sem parar, com alguns intervalos. E isso continuou acontecendo por boa parte daquele ano, sempre na mesma sequência de batidas, gravadas lentamente na minha cabeça, às vezes por horas e horas durante a noite. Foi só vários anos depois, enquanto ajudava minha filha com o dever de casa, que aprendi um pouco sobre código morse. Ela bateu com os nós dos dedos na mesa, e um arrepio percorreu minha espinha quando reconheci o padrão daquelas batidas. Quando perguntei o que aquilo significava, minha filha riu: É o mais fácil de todos, papai – Ela disse – É pra pedir socorro.

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FIM.

Disciplina: Processos Criativos Professor: Cristiano Max