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Ponto e Vírgula n.º 2 | III série | novembro 2017 Flipbook PDF

Suplemento mensal em papel publicado com o Diário de Notícias. Publicação de e para estudantes. Escolas do Ensino Secund


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APEL palco de conferência TEDx

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Compromisso com a Escola de Santa Cruz André Teixeira, a voz dos alunos

Palavra de um ‘faz tudo’

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Ernesto Mendonça, uma caixinha de surpresas

N.º 2 | III SÉRIE | NOVEMBRO 2017 | EDUCAÇÃO |

PVnaescola

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Eventos Obrigada Francisco Franco Ansiedade? Receio? Alegria? Medo? Tudo sensações possíveis ao dar este primeiro passo na construção do nosso futuro (um friozinho na barriga também é totalmente aceite).

Com o amanhecer caloroso do dia 9 de outubro, abrimos as portas à comunidade educativa a fim de celebrar o dia da escola. O dia em que esta é relembrada, renascendo cada vez mais forte e poderosa. Penso que todos nos lembramos dos momentos mais marcantes da nossa vida escolar. O dia em que entramos numa nova escola é o mais importante…

No entanto, assim que rompemos sala a dentro, vemos que todas aquelas coisas são superficiais. É como a adolescência. Detestamos inicialmente, mas depois verificamos a quantidade de pessoas que estão a passar pela mesma situação; não somos os únicos… e começamos finalmente a aceitar… Acalmamo-nos psicologicamente e percebemos que, até acabarmos esta fase da nossa vida, aquela instituição será a nossa segunda casa. Irá aconchegar-nos nos momentos mais tristes, felicitar-nos quando tivermos sucesso e apertar-nos um pouco mais daí em diante. Mas sabem que mais? É por isso que existe o Dia da Escola.

Para nos lembrarmos que tudo valeu a pena, que não estamos sozinhos. Que teremos sempre os nossos professores e funcionários para ajudar. Tudo para sermos felizes e nos convertermos em pessoas de sucesso.

coração e flutuarmos na imensidão do céu para atingirmos tudo aquilo que tanto desejamos. Obrigada Francisco Franco, por seres aquilo que és! Ana Carolina Vale ES de Francisco Franco (Funchal)

Durante 128 anos a escola Francisco Franco criou memórias em pessoas que já estiveram no nosso lugar. Por isso acredito profundamente que nós faremos sempre parte da escola, assim como ela fará parte de nós. Devemos seguir o som do nosso

APEL palco de conferencia TEDx A APEL, através da Associação dos Antigos Alunos da Escola (AAAEA), acolheu no dia 28 de outubro, pela primeira vez, o evento internacional TED, TEDx Funchal.

Foto: TEDxFunchal

Estas conferências TED são eventos de grande notoriedade, que reúnem vários conferencistas amplamente conceituados e que, desde 1990, acontecem pelo mundo. A organização escolheu para este encontro o tema ‘Free Spirit’, visando apelar a formas diferenciadas de pensar e encarar novos desafios. Pela batuta de 13 oradores, com histórias de vida inspiradoras e trajetos profissionais pouco convencionais, apelou-se ao espírito livre, a diferentes perspetivas e a estilos de vida ricos em criatividade e empreendedorismo.

A escola da APEL teve a oportunidade de se ver envolvida neste grande acontecimento, aproveitando, designadamente, para brindar um grupo de alunos do 12.º ano do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais com a oportunidade de participar na realização de um notável trabalho para a decoração do palco do Auditório Comendador Pe. Mário Casagrande. Este evento de excelência contou com o apoio da Embaixada Americana e com o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa, o que veio prestigiar ainda mais a organização, os palestrantes, a APEL e a Madeira. Pedro Almada Escola da APEL (Funchal)

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Editora por um dia O suplemento Ponto e Vírgula conjuga artigos da autoria de alunos da Região que serão lidos por miúdos e graúdos. Esta edição é rica em projetos que abraçam a Educação na sua qualidade internacional e humanitária. O envolvimento dos estudantes em atividades além-fronteiras, como o Erasmus+ e o TEDx, espelha, uma vez mais, uma geração empreendedora, aberta à diversidade, disposta a explorar horizontes e interessada em contactar com realidades distintas.

extraordinária habilidade em transferir para o leitor, através de imagens e de vocábulos, as suas ideologias, preocupações e projeções. A escola é o lar dos saberes, das oportunidades e das amizades, é palco de mudanças, de vivências e de conquistas. A Educação para os valores, para a compreensão e para a curiosidade traduz-se neste suplemento. Sair da área de conforto, explorar novos universos e compartilhar experiências é, sem dúvida, crescer.

Estas páginas são preenchidas com obras de jovens artistas, criativos, dinâmicos, apaixonados e interventivos, que deixam transparecer um espírito solidário, indomável e cooperativo. Os alunos, mentes geniais, enriquecem o mundo com um forte sentido crítico e inovador e revelam uma

O sonhador

Não seria ousado demais desafiar a criatividade do jovem que sempre se destacou nesta área em relação aos seus amigos? Não importa, o menino sabe que é capaz de imaginar tudo e mais alguma coisa. Abre a porta sem hesitar e no mesmo instante cai num sono profundo. Acorda com uma risada distante. A sua visão só enxerga a escuridão e o riso torna-se próximo até que é interrompido pela seguinte frase: – Se és assim tão capaz, porque não crias o teu próprio mundo? É impossível criar outro. O mundo real foi feito para ser conquistado, não para quem o sonha fazer.

Entre linhas, inspira-se criatividade, atitude e dedicação, exalta-se o sensibilizar e o despertar para a ação. Fica o desafio. Caroline Gouveia EBS Padre Manuel Álvares (Ribeira Brava)

Mudam-se as turmas, mudam-se as amizades

Não há muito tempo, numa terra pouco distante, habitava um menino sonhador. Sonhava mundos, estrelas e até mesmo universos, sonhava tanto que por vezes se esquecia de viver. Ora, num belo dia, o jovem rapaz estava a olhar pela janela do seu quarto, quando de repente se apercebe de que o ambiente à sua volta tinha mudado. Já não existia a janela onde passava horas a olhar para as pessoas que passavam pela sua rua, nem o seu quarto cheio de brinquedos. Apenas avistava uma porta de madeira com o seguinte aviso: «Serás tu capaz de imaginar o que nunca ninguém imaginou? Criar o que nunca ninguém criou? Entra e põe à prova o quão capaz és de sonhar.»

O Ponto e Vírgula apresenta-se, nesta onda de partilha, como um fórum que – estando disponível em papel e em formato digital – reúne jovens das escolas do Arquipélago em interações, trocas de experiências e criações únicas. A comunicação torna-se o elo das diferentes visões, afirma-se como mediadora de sonhos e como cúmplice da imaginação. Nas páginas do suplemento são explorados, pela voz dos ‘adultos do amanhã’, campos alternativos, possíveis percursos e soluções inimagináveis.

Mudam-se as turmas, mudam-se as vontades; Muda-se o crer, muda-se a confiança; A cada ano uma nova mudança; E nós ganhamos novas qualidades.

Com estas palavras surge um homem com uma gabardina amarela no meio da escuridão e estica a mão para ajudar o rapazinho que se encontrava deitado no chão da sua rua, ao mesmo tempo que ocorria uma terrível tempestade. Enquanto se levanta com a ajuda do senhor, tudo volta à realidade e do nada encontra-se debruçado sobre a sua janela, como no início. O menino ainda um pouco sonolento, depois de acordar do seu imprevisto sono, olha para a janela e avista um homem de gabardina amarela a sair da sua rua. Antes de desaparecer da sua vista, lança-lhe um sorriso. Ainda sem entender o que tinha acontecido, o menino sorri de volta e rapidamente se levanta para fazer tudo o que tinha imaginado. Estava na hora de começar a conquista do mundo. Tiago Silva EBS Bispo D. Manuel Ferreira Cabral (Santana)

A cada aula muitas mais novidades; De as notas subir temos esperança; Do ano anterior, excelentes lembranças; E das férias de verão, saudades. Do regresso à escola desencanto; E dos colegas rever alegria; Dos exames nacionais espanto. Mas de bom grado à escola iria; Porque é mesmo uma mudança e tanto; Que não se muda já como soía.

David Sousa EBS Bispo D. Manuel Ferreira Cabral (Santana) Soneto, modelo camoniano (incluindo os decassílabos)

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Conversas com

Um compromisso Opiniao com os alunos de Tecnologia Santa Cruz em acao Entrevista ao recém-eleito presidente da Associação de Estudantes da Escola Básica e Secundária de Santa Cruz, André Teixeira

Ponto e Vírgula (PV) – Olá, André, fala-nos um pouco sobre ti… André Teixeira (AT) – Nasci em Jersey há 17 anos e atualmente pratico ténis. Sou apaixonado pelo desporto, por isso estou no segundo ano do Curso Profissional de Gestão Desportiva na nossa escola. PV – Como te sentes sendo o presidente da nova Associação de Estudantes da escola? AT – Sinto uma enorme responsabilidade porque há muita expetativa relativamente a esta nova associação, o que exerce uma grande pressão sobre nós… Vamos tentar que esta pressão seja aliviada e que tudo corra como esperado. PV – Relativamente à campanha, qual é o balanço geral que podes fazer? AT – Não chegámos àquilo que queríamos, mas não foi assim tão mau. Houve situações de alguma tensão; contudo, não foram muito exageradas. A lista A acabou por fazer a campanha, podia ter feito melhor, mas conseguimos ultrapassar certas situações, que foram facilmente geridas pelo nosso grupo. Conseguimos aguentar até ao fim e fomos eleitos. PV – Falando agora da Associação, têm planos para o futuro? Quais as vossas expetativas? AT – As principais propostas que nós consideramos fulcrais são a implementação de Wi-fi no primeiro piso da escola e a retirada dos carros da mesma. Neste momento, já estamos a fazer protocolos para resolver a primeira questão. Trata-

-se de uma fase prioritária das nossas propostas, pois tem sido uma das mais reivindicadas pelos alunos e, por isso, já estamos em contacto com as empresas de telecomunicações. Também estamos a avançar com o primeiro torneio desportivo: o torneio interturmas de voleibol. É só esperar pela tomada de posse para conseguirmos avançar com tudo. PV – Uma última pergunta: Estão confiantes e sentem-se capazes de exercer estes dois anos de mandato? AT – Sim, é uma experiência nova, mas estamos cá para aprender e para mudar a Escola Básica e Secundária de Santa Cruz, para a tornar numa escola mais ativa, mais dinâmica e numa escola que faça pelos alunos, para que estes não se sintam aborrecidos por irem para a escola; para que se sintam participativos, para saberem que importam na vida escolar, portanto, ouvir a sua opinião é muito importante. Ana Rita Andrade e João Pedro Gouveia EBS de Santa Cruz

Na última sexta-feira, estava eu a passar por um parque infantil quando me deparei com uma situação que me deixou desconfortável. Reparei que estavam pouquíssimas crianças no parque e os pais das poucas crianças que lá estavam, que deveriam estar a vigiar os seus filhos, encontravam-se sentados num banco, próximo do parque. Até aqui tudo muito bem, o problema é que estavam todos a mexer no telemóvel! Será que se lembravam de que os seus filhos estavam ali? Fiquei algum tempo a observá-los e não os vi a levantar a cabeça nem uma única vez! Lembro-me de ir a parques infantis quando era mais pequena, lembro-me de que os meus pais ficavam a vigiar-me e que estavam constantemente a dizer-me para ter cuidado, não fosse eu cair e magoar-me. No entanto, estes pais não pareciam ter qualquer preocupação com os seus filhos. É provável que aqueles pais se preocupem com os seus filhos, como quaisquer outros, e que apenas não o demonstravam devido à distração que os telemóveis ou qualquer outro tipo de tecnologia provocam. Atualmente, a tecnologia está a substituir as pessoas e, pior ainda, está a substituir a família. Isso não me agrada. Mariana Alves EBS de Machico

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Jaime Moniz 180 anos Tradicao,

Inovacao, Excelencia

...

...no Museu

...na Quinta Vigia

«Quem queria, de facto, continuar a estudar tinha de entrar para o ensino secundário, portanto entrar para o Liceu era qualquer coisa que nos fazia sentir importantes, sentir que íamos progredir na área do saber, daí que esta instituição seja, para quem passou por ela, um marco muito importante, sem dúvida nenhuma.» – Dr.ª Lígia Brazão

Dr. Jorge Carvalho

...na SRE Dr. Miguel Albuquerque «Na sua estrutura básica, o Liceu mantém duas componentes: a de um ensino humanizante, que é fundamental em termos da formação integral do ser humano; depois, a nível das ciências aplicadas, continua a ser uma escola com grande eficácia no ensino e isso vê-se pelos resultados, por exemplo, na Matemática.» – Dr. Miguel Albuquerque

«Hoje, a escola é um espaço onde os alunos podem, efetivamente, desenvolver o seu talento. Devo dizer que o gosto por conhecer viajando e não ser turista foi adquirido no Liceu pelos excelentes professores que tive e que já organizavam esse tipo de viagem.» – Dr. Jorge Carvalho

Dr.ª Lígia B

...no Liceu

razão

«Este trabalho é resultante da minha Dissertação de Mestrado, realizada há 11 anos. A sua publicação decorre agora de uma feliz coincidência com a celebração dos 180 anos do Liceu, explica uma parte da História do Liceu. É um trabalho académico que pode ajudar a conhecer como se organizava o xeira i ensino na época descrita.» – Dr. Hélder e T r lde Dr. Hé Teixeira

Stephanie Vasconcelos e Tatiana Santos, com colaboração de Jéssica Freitas ES de Jaime Moniz (Funchal)

PV na EBS D.a Lucinda Andrade, Sao Vicente

«Já temos Ponto e Vírgula!» Érica e Mónica

Novos alunos e já muito curiosos com o Ponto e Vírgula.

Jennifer, Yonni e Luís

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Opiniao Ponta do Sol abraca projeto do Erasmus+ Never give up – iniciativa que visa o combate ao abandono escolar ‒ é o nome do projeto europeu de intercâmbio cultural abraçado pela Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol (EBSPS), inserido no Programa Erasmus+.

A sessão de abertura do projeto teve lugar na EBSPS, no dia 24 de outubro, durante a manhã. Foram momentos de festa e partilha, vividos por alunos, professores de diferentes nacionalidades

e pessoal não docente. A festa contou com a atuação de alunos dos diferentes ciclos de escolaridade, nomeadamente com o clube “Vive +”, o núcleo de “Artes Circenses” e as bandas da Escola. Os

Ao todo, estão envolvidos oito estabelecimentos de ensino, de seis países (Polónia, Itália, Roménia, Turquia, Chipre e Portugal), com o objetivo de divulgar e partilhar cultura, tradições e iniciativas. A primeira semana de trabalhos, na qual foram definidas as atividades a desenvolver nas escolas dos países participantes, decorreu entre 23 e 28 de outubro, na sala polivalente da Casa do Povo da Ponta do Sol.

discursos de boas-vindas ficaram a cargo da professora Adriana Oliveira, coordenadora do projeto, e do professor Fernando Pinho, vice-presidente do Conselho Executivo. Seguiu-se o lanche e a troca de prendas representativas dos países envolvidos.

Filipe Oliveira, Rafael Ascensão, Raquel Pontes e Vera Santos EBS da Ponta do Sol

Legalizacao do uso e porte de armas? «Homem dispara vários tiros contra vizinhos», «Homem armado mata 26 pessoas em igreja dos EUA», «Homem mata mãe e irmã na Madeira»... Todas estas citações são títulos de notícias datadas dos últimos três meses, sendo que o último caso decorreu mesmo na nossa ilha. Tudo isto para demonstrar o que a posse negligente de armas de fogo pode causar, pelo que considero que o uso e porte de armas deveria ser, em todos os países, ilegal.

quando uma arma está envolvida. Daí defender a total proibição do seu uso por pessoas não qualificadas. Devemos ter em conta que um comum civil não possui qualquer tipo de qualificação ou habilitação para utilizar eficientemente uma arma de fogo. Isto teria como consequências o aumento do risco de acidentes fatais, inclusivamente com crianças, que acabam por ter fácil acesso às armas dos adultos, como infelizmente já aconteceu tantas vezes nos EUA.

Tendo em conta estas notícias e todas as outras que são reportadas por todo o mundo, o termo “armas” pode ser incontestavelmente associado a morte, já que a probabilidade de ocorrência de uma fatalidade durante algum tipo de ataque aumenta substancialmente

Na Austrália, cinco anos após ter sido aprovado um rigoroso controlo da posse de armas, a taxa de homicídios caiu 50%. Austrália, Inglaterra e Japão (países onde o uso e porte de armas foi proibido) são as nações onde são registados menos casos de mortes com armas de fogo.

Por outro lado, os EUA, onde as armas são legais, são o oitavo país com maior número de mortes provocadas por armas. A tendência que o Homem tem, quando se encontra armado, é de tentar impor-se pela força aos demais. Daí que, a meu ver, ao negar o acesso às armas impede-se, então, que a lei do mais forte impere na sociedade e que isso seja mais um fator que contribua para o aumento da mortalidade. Luísa Pedra EBS da Calheta

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Diogo Freitas

Conversas com

Palavra de um ‘faz tudo’ Ponto e Vírgula (PV) – Sente-se realizado com esta função? Ernesto Mendonça (EM) – Sim, nesta escola sinto-me realizado. PV – Via-se a trabalhar noutro local?

Começou por ser um funcionário normal a quem “Bom dia” e “Até amanhã”, ao som da campainha, bastavam. Porém, o senhor por trás da ‘mesinha de ponto’ revelou ser um real habitante saído da Aldeia dos faz tudo, de James M. Barrie, onde se encontram aqueles cujo talento é criar, inovar e reparar todo o tipo de coisas. Na nossa escola, o ‘faz tudo’ é o Senhor Ernesto Mendonça, uma caixinha de surpresas. Explicámos ao que vínhamos e entrevistámos este funcionário da reprografia… e do resto.

Lista Lima a caminho de um ano inesquecivel

EM – Sim, mas não em Portugal.

EM – Uso qualquer tipo de material, mas preferencialmente o papel.

PV – Pensamos em si como um ‘faz tudo’, concorda?

PV – Na sua juventude, eram estes os seus objetivos?

PV – Analisando todos os trabalhos por si realizados, qual o que destaca?

EM – Sim, sou capaz de concordar, mas talvez um ‘quase faz tudo’.

EM – Não, não eram estes os meus objetivos, claro que não.

EM – Todos e nenhum em particular.

PV – [risos] Gostámos de conversar consigo e de o conhecer melhor.

A lista A era dirigida por Érica Lima e a lista B por Pedro Silva.

Na reprografia há vários trabalhos executados pelo Sr. Ernesto que deixam qualquer um espantado. Destaca-se o relógio de papel, cuja função é apenas indicar o horário de funcionamento daquele espaço.

Após 2 dias de uma campanha renhida e da tão esperada contagem dos votos, foi revelada a lista vencedora, a lista A, mais conhecida por “lista Lima”.

PV – O que o levou a não prosseguir o ramo desejado? EM – Não tinha nenhum ramo planeado, visto que aos 16 anos ‘o mundo é todo nosso’, optei por deixar os estudos e comecei desde logo a trabalhar. PV – Quais as suas habilitações? Frequentou artes ou é um autodidata? EM – Tenho o 9.º ano e não, não frequentei qualquer disciplina de arte, com muita pena minha. Sim, sou autodidata, tenho as medidas nas mãos. PV – Atualmente, o que destaca positivamente e negativamente no seu local de trabalho? EM – Pelo lado positivo gosto do ambiente, e quanto mais atarefado melhor. Quando não tenho nada para fazer, é quando nascem os relógios e aviões... O lado negativo é que tenho pouco espaço e pouco arejamento. PV – Procura divulgar e expor os trabalhos que realiza? EM – Não porque esse não é o objetivo. O objetivo que tenho não é realizar negócio propriamente dito. O que faço, faço por gozo pessoal. PV – Faz trabalhos por encomenda? EM – Sim. PV – Que materiais prefere utilizar nos seus projetos?

PV – Gostaria de desemprenhar uma função mais próxima do aluno? Por exemplo, trabalhar num projeto da escola ou colaborar numa aula de Educação Visual (EV)… EM – Acho que trabalho próximo o suficiente dos alunos, visto que a reprografia é muito frequentada. Já trabalhei em muitos projetos escolares e vocês nem sabem, mas não como colaborador numa aula de EV, não é isso que pretendo. PV – Se lhe propusessem dar um workshop, aceitaria? EM – Não profissionalmente, mas pessoalmente sim.

É interessante o facto de termos, num funcionário, o exemplo de que devemos aproveitar o nosso talento mesmo quando a vida nos leva a seguir outro caminho. Apesar de o Sr. Ernesto Mendonça não ter conseguido enveredar por outro ramo, em que o seu trabalho diário demonstrasse a arte que lhe corre nas veias, a comunidade reconhece o seu talento, habilidade, criatividade, sentido de humor e generosidade. Definição de `um faz tudo´: Elemento de uma comunidade fictícia marcada por um tanto de animação e comicidade, pertencente à Terra do Nunca. O seu talento é criar, inovar e reparar todo o tipo de coisas. Se calhar a obra de James M. Barrie não é ficção… Tatiana Dias e Gonçalo Peixe EBS Prof. Dr. Francisco de Freitas Branco (Porto Santo)

No passado mês de novembro, decorreram as eleições para a comissão de finalistas na Escola Básica e Secundária de Machico.

Os votos totais entre as listas tiveram uma pequena diferença de 4 votos, tendo a lista A ganho com um total de 77 votos. A bênção das capas realizar-se-á no dia 24 de novembro, juntamente com o jantar e o baile, o qual decorrerá no Café do Teatro pelas 23:20. Os finalistas têm como destino Punta Umbria, em Espanha. Esperamos que todos os finalistas, inclusive os das restantes escolas, se divirtam e aproveitem o seu dia, pois é uma forma de comemoração do fim de mais uma longa etapa bastante relevante nas suas vidas! Geórgia Gonçalves e Luísa Freitas EBS de Machico

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Evento Simulacro de Incendio na Escola do Carmo Certificar a seguranca de todos tempo contabilizado de modo a garantir eficiência num possível caso real. Estas ações são importantes para a prevenção e o bom funcionamento do plano de emergência escolar, de forma a certificar a segurança de todos. Ema Gonçalves EBS Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas – Carmo (Câmara de Lobos)

A simulação testada foi uma possível avaria na sala das máquinas do elevador no quarto andar, que terá originado uma situação de perigo (incêndio). Assim, os responsáveis da escola declararam que a situação era grave e incontrolável, tendo executado o plano de emergência e evacuado o edifício escolar. Todos os alunos que antes estavam nas aulas dirigiram-se ao ponto de encontro no campo desportivo exterior. Este processo terá sido avaliado pelos observadores e o

Maria Mascarenhas e Sérgio Henriques EBS Gonçalves Zarco (Funchal)

No passado dia 9 de novembro, pelo meio-dia, na Escola Básica e Secundária Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas, em Câmara de Lobos, ocorreu uma ação de prevenção e sensibilização, o simulacro. Este é a representação de uma situação que um dia pode ser real e poderá ocorrer inesperadamente, em que seja necessário garantir a segurança dos alunos, do pessoal docente, não docente ou outros elementos que se encontrem na escola nesse momento. Neste acontecimento, estiveram presentes os representantes da Proteção Civil Regional e também Municipal, a Polícia de Segurança Pública, os Bombeiros de Câmara de Lobos e o responsável da Secretaria Regional de Educação por estes projetos.