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PRÉVIA - BREVE MANUAL DE REDAÇÃO DA CIÊNCIA UFPR - Projeto editorial + tamanhos e formatos (2019)- Flipbook PDF

PRÉVIA - BREVE MANUAL DE REDAÇÃO DA CIÊNCIA UFPR - Projeto editorial + tamanhos e formatos (2019)-


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(Breve) manual de redação da revista Ciência UFPR versão preliminar

Janeiro de 2019

  Sumário  1. LINHAS GERAIS



1.1. ​Eixo editorial 1.2. P ​ úblico leitor 1.3. ​Pautas 1.4. E ​ ditorias e seções 1.5. ​Redação 1.6. ​Recursos editoriais

2  3  3  4  4  7 

2. FORMATOS



2.1. Entrevista

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Linha Editorial Composições

9 9 9

 

TRÊS páginas (padrão) DUAS páginas UMA página

xxx xxxx

 

2.2. Reportagem Linha editorial Texto e foto Composições

xxxxx  11 11 xxxx

TRÊS páginas (padrão para reportagens) 12 DUAS páginas (padrão das seções “Tese”, “Dissertação”, “IC” e “Institucional”; e, excepcionalmente, para reportagens) 14 UMA página (padrão da seção “Memória” e da coluna “Vida Acadêmica”; possível para as seções “Tese”, “Dissertação”, “IC” e “Institucional”; e, excepcionalmente, reportagens) 15  

2.3. Ensaio fotográfico Linha editorial Composições

 

xxxxx  xxxx xxxx

 

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  1. LINHAS GERAIS   

1.1. Eixo editorial O eixo editorial da revista Ciência UFPR é a divulgação científica com foco na produção de excelência​ da UFPR, com o uso de formatos e princípios jornalísticos. Ou seja: só não é exatamente jornalismo científico (uma das formas de divulgação científica) porque existe uma intenção de promoção institucional. Isso implica dizer que o cerne editorial que sustenta a publicação são os projetos de pesquisa específicos de maior destaque e seus resultados. Complementarmente, temos a divulgação científica de projetos de grande qualidade, mas que ainda não podem ser considerados de excelência. Por “excelência”, entende-se um conjunto de fatores de qualidade relacionados ao impacto da produção científica e aferidos dentro de uma avaliação sistematizada -- em geral, governamental. O Catalog of Excellence Postgraduate Programs 2016 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) define a partir dessas características a excelência científica, que pode ser nacional ou internacional: 1) Forte inserção nos estratos superiores das revistas científicas (status concedido às publicações reconhecidas por sua excelência pela comunidade científica); 2) Prêmios nacionais e internacionais; 3) Intercâmbio de pesquisadores e professores entre instituições líderes em suas áreas de conhecimento; 4) Internacionalização de seus projetos de pesquisa; 5) Corpo docente com alto nível de educação e experiência; 6) Estrutura destinada a atender demandas de pesquisa, incluindo infraestrutura padrão internacional e alto grau de inserção social.

Portanto, deve existir preocupação em destacar nesta publicação o que tem efetivamente destaque entre os pares; daí a atuação de um comitê editorial que delibera sobre as pautas. Apesar de importante, essa questão por si só não basta na delimitação do eixo editorial. Isso porque é preciso considerar o suporte e o meio de comunicação ​“revista”​, de forma a aproveitar seus benefícios e lidar com suas limitações. Assim, não se deve perder de vista as características desse suporte: necessidade de conteúdo variado (no caso, que abrange várias áreas de conhecimento a cada edição); texto mais sofisticado; e boas imagens, que subsidiam o apelo visual que justifica a impressão do conteúdo. Sobre isso, diz Alexander Goulart em “Uma lupa sobre o jornalismo de revista”: “[...] a variedade – muitos assuntos para fisgar o leitor [...]; a especialização – centrada num universo de expectativas [...]; texto – o público é curioso, escolhe a revista, logo, se importa com o texto; imagem – o leitor é seduzido com apelo visual, com o bom fotojornalismo. Texto e imagem, traduzidos em matéria bem escrita e apresentação visual eficiente são as bases da revista”.

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  1.2. Público leitor Público-alvo da publicação deve ser primariamente externo e voltado a atender a intenções da UFPR quanto ao fortalecimento de sua marca, a saber: jornalistas especializados em ciência; entidades ligadas a pesquisa/fomento; acadêmicos de instituições parceiras; e, por último, comunidade interna (para que a publicação sirva como “vitrine” disponibilizada nas dependências da universidade). Isso pressupõe que a revista precisa adotar uma comunicação “híbrida”, que conjuga comunicação “primária” (voltada a especialistas) com comunicação “secundária” (voltada a leigos com intuito de popularização da ciência), de acordo com os conceitos de Isaac Epstein (2002, p. 85). Ou seja, trata-se de um ​público “interessado”​, que lê sobre ciência, mas talvez não tenha conhecimentos específicos nas áreas de conhecimento abordadas em cada reportagem. A tiragem atual é de mil exemplares por edição. A distribuição é feita via malote e por correio.

1.3. Pautas O enfoque das matérias deve ser no que há de maior novidade na pesquisa, aspectos que indiquem a importância das descobertas ou das inovações desenvolvidas, seja devido a: Aplicação prática​ – exemplo a técnica de detecção da doença de Chagas no açaí Contribuição chave para aquela área de estudos ​– por exemplo, a redefinição do conceito de Kelvin Um resultado que possa contribuir para uma nova visão ou que contradiga a visão hegemônica daquela área ​– Por exemplo, os estudos de Carl Hart sobre o crack, que provaram que a principal determinante para as falhas no tratamento é social, e que em um ambiente com oportunidades claras e substantivas é capaz de fazer dependentes químicos enfrentar os efeitos da abstinência voluntariamente. Uma descoberta que mude a noção do que sabemos sobre algo​ – Exemplo: recentemente um artigo publicou que a difusão da Araucária no sul do país esteve ligado à ação de uma povo indígena que tinha o pinhão como fonte de alimentação Um estudo que traga dados novos, ou ligados a um contexto específico​ – Exemplo: a pesquisa que descobriu que mais de 80% das mulheres grávidas em Curitiba tem deficiência de vitamina D e traçou os riscos para a gestação e o bebê. Um compilado de estudos ou mesmo de reflexões sobre tema de relevância​ – exemplo: pensata sobre o ensino de matemática no Brasil e como a pesquisa pode ajudá-lo.

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  1.4. Editorias e seções Em geral, a edição da revista Ciência UFPR conta com: ❏ carta ao leitor ​(assinada pelo reitor ou comitê editorial); ❏ uma entrevista ​(em formato pingue-pongue); ❏ seis a oito reportagens​ (sendo uma de capa; a escolha das pautas deve ter como meta uma grande variedade de áreas de conhecimento a cada edição -- “mix” -- e de temas, na comparação entre as edições); ❏ um ensaio fotográfico​ (seção fixa que tem a intenção de privilegiar fotografias e outras imagens relacionadas a pesquisas científicas realizadas na UFPR); ❏ três reportagens em seção​, cada uma abrangendo um dos níveis de pesquisa (tese, dissertação e iniciação científica, também seções fixas). Vale lembrar que essa matéria, apesar de se basear em um trabalho, pode (deve) abordar também a atuação do grupo de pesquisa em que ele está inserido (conversando com o professor orientador, separando um parágrafo para essa contextualização, etc.). A preferência é por trabalhos que tiveram destaque formal (como uma premiação) ou devido a relevância, parcerias, longevidade; ❏ uma ​seção “Institucional”​, que aborda aspectos relativos a comunicação institucional, com intenção de relações públicas; ❏ uma ​seção que aborda aspectos da história da UFPR, a “Memória”​, também fixa; ❏ uma​ coluna que aborda desafios e o dia a dia do trabalho do pesquisador, a“Vida Acadêmica”​, também fixa; ❏ duas resenhas de livros​ (seções fixas, a cargo da Editora da UFPR); ❏ uma ​seção com vitrine de livros​ (também mantida pela Editora da UFPR).

1.5. Redação A reportagem de revista não deve seguir um formato meramente factual e duro, o texto deve ir além do caráter pontual podendo explorar diversas possibilidades. É um texto que reúne profundidade e capacidade de despertar interesse -- neste último caso, com apoio do design. Segundo Marilia Scalzo, essa diferenciação tem a ver com o respeito à “vocação essencial” do meio: “Não adianta querer reproduzir os recursos da internet ou da TV em papel [...]”. Isso não significa, porém, que pautas/textos feitos para outros meios não possam ser adaptados para uso em revista. Podem, sim, desde que exista um investimento extra em conteúdo e em atratividade -- mais contextualização, mais subsídio aos recursos editoriais, mais histórias e personagens. Outra implicação está na ​relativização do “nariz de cera”​: ele pode funcionar para atrair interesse, desde que não seja longo (o gancho pode ser atrasado, mas no máximo para o segundo parágrafo). São características que devem se somar às necessidades da divulgação científica. De acordo com Isaac Epstein, a comunicação científica "[...] necessita que sua linguagem exerça também as funções apelativa [...] ou emotiva; além das funções poética e fática [...].

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  Esta é uma das razões da demanda de uma competência específica do divulgador científico nem sempre disponível ao cientista”. Epstein reconhece que o uso de figuras de linguagem pode entrar em choque com as expectativas dos cientistas sobre precisão. Mas o leitor vem primeiro: é necessário que a fonte compreenda que a precisão pode ser relativizada quando a intenção maior é fazer o público entender o que lê. Portanto, nunca se deve apenas repetir trechos e falas das pesquisas na esperança de que expliquem corretamente temas muito complexos: pode estar preciso para a fonte, mas não chegará ao leitor. Em resumo, podemos dizer então que os textos da publicação em questão pedem: - Contextualização e aprofundamento​ (históricos, comparativos, contrapontos, panoramas que acrescentem ao tema); - Personagens ​que acrescentem com seus comentários e histórias (podem ser até anônimos, como um entrevistado que rendeu formulário para a pesquisa; ou identificados, como o usuário de um produto desenvolvido ou objeto investigado); - Metáforas, analogias e demais ​figuras de linguagem​ que ajudem na explicação de temas complexos; - Sempre que possível, ​alguma aderência com a sociedade​: mesmo ciência puríssima pode ter uma eventual aplicação levantada, até em defesa da sua relevância para um público leigo; - Um pouco de sofisticação no estilo, para atrair o leitor e servir como “vitrine”: nada muito exagerado, porém; apenas um cuidado na escolha de palavras e abertura para inserção de ​alguns elementos de jornalismo literário​, como descrições ambientais, narrativas de personagens, detalhamento de fatores que possam interessar e surpreender, mesmo que não sejam essenciais para contar a história. Exemplos de abres que talvez sirvam de inspiração: -

Abre com factual ​(pode ser útil para a seção “Institucional”)​: ​“Em constante crescimento, principalmente nesta década, a inteligência artificial (IA) começa 2019 com mais um incentivo no Brasil. A partir da inauguração oficial do Instituto Avançado de Inteligência Artificial (AI²), prevista para fevereiro, surge mais uma ponte entre universidade e empresa para o desenvolvimento de pesquisas em parceria. A expectativa é de que a organização promova projetos voltados às mais diversas aplicações, em consonância com a própria multidisciplinaridade desse ramo da ciência da computação. “A IA busca simular a inteligência humana utilizando não apenas conhecimentos da computação, mas também de biologia, engenharias, estatística, filosofia, física, linguística, matemática, medicina e psicologia, apenas para citar algumas áreas”, enumera o cientista da computação André Carlos Ponce de Leon Carvalho, vice-diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da (ICMC), coordenador do Núcleo de Pesquisa em Aprendizado de Máquina em Análise de Dados, ambos da Universidade de São Paulo (USP), e um dos integrantes do futuro instituto.” “Terreno fértil para a inteligência artificial”, de Nik Neves

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  -

Abre com descrição de ambiente: ​"Um remanescente de floresta Atlântica que propicia refúgio para uma fauna pouco conhecida sobrevive na maior metrópole do país. Essa ilha verde, localizada em plena selva paulistana, abriga instituições como o Instituto de Botânica e o Zoológico de São Paulo, e sofre constantemente pelo contato direto com a cidade cinzenta que a circunda e a isola. Apesar dessa condição não tão favorável à manutenção da biodiversidade, essa área de 647 hectares abriga uma série de espécies vegetais e animais, incluindo os bugios-ruivos Alouatta guariba clamitans, primatas famosos pelo grito característico. Preocupados com os impactos negativos que estes animais vinham sofrendo nesta área, pesquisadores iniciaram estudos para tentar minimizar a alta taxa de mortalidade de bugios observada neste local. (...)". “Macacos-bugios habitam um refúgio de floresta situado em plena selva paulistana", de Cauê Monticelli

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Abre com panorama:​ ​“Nas ruas dos grandes centros urbanos, a cena se repete. No metrô, no ônibus, nos carros, os brasileiros transitam meio zumbis, olhos pregados na tela do celular, sem prestar muita atenção ao que acontece ao redor. Hoje 64,7% da população brasileira acima de 10 anos está conectada à internet, segundo a última Pesquisa por Amostra Nacional de Domicílios Contínua (PNAD). E 62% têm um smartphone, de acordo com estudo do Google Consumer Barometer, de 2017. Houve um boom de conectividade via celular nos últimos seis anos – em 2012, apenas 14% dos brasileiros possuíam telefones desse tipo. “No passado, só tinham acesso à internet as classes A e B. Nos anos 1990, por exemplo, isso era coisa de jovem, estudante, branco, nerd e geralmente homem”, conta o antropólogo Juliano Spyer, autor de estudo realizado para a University College London (UCL), no Reino Unido, recém-publicado no livro Mídias sociais no Brasil emergente – Como a internet afeta a mobilidade social (Educ/UCL Press). “Foi a partir de meados dos anos 2000, por intermédio do Orkut, que a rede se popularizou.” No caso do Brasil, a estabilidade política e o desenvolvimento econômico experimentados nos últimos 20 anos propiciaram o acesso da população a computadores domésticos e dispositivos móveis, como tablets e smartphones.” “Mídias sociais ampliam oportunidades”, de Valéria França

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Abre com personagem​: ​“O alferes Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792) não falava uma palavra de francês, mas percorria casas de amigos, tavernas e chafarizes de Vila Rica (atual Ouro Preto) com um livrinho nessa língua debaixo do braço, feito um missionário carregando uma Bíblia. Esse "evangelho" tinha um título interminável, como era comum no fim do século 18: "Compilação das leis constitutivas das colônias inglesas, confederadas sob a denominação de Estados Unidos da América Setentrional". Com muito custo, valendo-se de um dicionário e da ajuda de amigos poliglotas, o militar conhecido como Tiradentes foi metabolizando o ideário republicano e democrático que guiara a emancipação dos EUA e se pôs a pregá-lo, sem muita preocupação em ser discreto, no que então era a cidade mais opulenta (ainda que ameaçada pela decadência) de Minas e do Brasil. A relação íntima do alferes com esse livro curioso, hoje preservado no Museu da Inconfidência, é um dos muitos detalhes vívidos de sua trajetória em "O Tiradentes", nova biografia do rebelde mineiro escrita pelo jornalista Lucas Figueiredo. (...)”.

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  "Ousadia de Tiradentes era temperada pela falta de juízo, afirma biógrafo", de Reinaldo José Lopes

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Abre com historinha​:​ "Em 2006, um pescador do vilarejo de Pantai Remis, na Malásia, capturou um peixe prateado comprido e estranho, com uma barbatana vermelha que lhe dava a aparência de um dragão. Recebeu uma oferta equivalente a 30 mil reais pelo animal, mas preferiu devolver o cadáver ao oceano, com medo de represálias. Um vereador explicou essa atitude a um jornal local: “Quem raptar o filho do rei Dragão do Mar está correndo atrás de encrenca.” O pescador provavelmente havia capturado um peixe-remo, que vive em águas profundas e é dotado de uma nadadeira dorsal vermelha que se ergue da cabeça como uma grande crista. É um dos peixes mais compridos conhecidos – pode chegar a 17 metros. Embora não seja propriamente discreto, raramente é visto. Só em 2010 foi registrado pela primeira vez nadando no ambiente em que vive. O peixe-remo é um forte candidato para explicar serpentes marinhas e outras criaturas fantásticas avistadas desde que os humanos aprenderam a navegar. (...) A investigação dos seres de existência incerta é chamada de criptozoologia – literalmente, estudo dos animais ocultos. Zoólogos mais puristas desdenham essa prática, que taxam de pseudociência e associam à procura de criaturas folclóricas como o pé-grande ou o chupa-cabra. Mas há quem defenda que é válido investigar esses relatos e que é possível fazer boa ciência sobre animais desconhecidos.” "Ciência dos seres imaginários", de Bernardo Esteves

1.6. Recursos editoriais Além do texto corrido, o projeto gráfico da revista dispõe de outros recursos editoriais: ​boxes​, ​correlatas, intertítulos ​e ​olhos ​(além da possibilidade de ​infografia​, a depender do conteúdo). Dois são essenciais (intertítulos e olhos); os outros dependem de escolha. BOXES: ​servem para informações ​extras ​de naturezas diversas, tais como: previsões de novos projetos, aderência da pesquisa com outras já feitas, históricos, dados oficiais de uma determinada situação, etc. Pode ser em texto corrido (com parágrafos, se mais longo) ou em tópicos. Em casos excepcionais (entrevistado de relevância e destaque nacional ou internacional), pode comportar uma entrevista em pingue-pongue. CORRELATAS:​ usadas para mudanças mais bruscas de assunto dentro do mesmo tema. Um exemplo é quando a pauta trata de vários projetos, campi ou de várias formas de pensar dentro de um tema. Sua principal função é organizar melhor um assunto muito complexo e variado OLHOS:​ cortam o texto e são essenciais; são usados em média, um por página. O conteúdo pode ser uma frase, com formato igual ao da entrevista, desde que com crédito; ou outra informação. Em todos os casos, com raciocínio completo; INTERTÍTULOS:​ dão respiro ao texto corrido e são essenciais; compostos em geral por uma única palavra (no máximo três e curtas), em caixa alta, de 10 a 20 caracteres com espaço. Para uma reportagem de três páginas, pode-se usar, em média, três intertítulos, em

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  posições no texto que permitam troca, aprofundamento de um determinado assunto sobre o qual se está escrevendo ou para anunciar algum aspecto interessante que será abordado no trecho.

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  2. FORMATOS  Abaixo, são informados alguns formatos e composições de página que ajudam a nortear os repórteres na hora da elaboração do texto. Duas questões são válidas de serem ressaltadas. Uma é que essas orientações estão bem longe de ser normas. Servem para ajudar na construção e organização do conteúdo. Outra é que o repórter tem a tarefa de encaminhar o conteúdo textual, mas pode sugerir a divisão do conteúdo e demais recursos editoriais, para ajudar na edição.

2.1. ENTREVISTA  Linha editorial -

-

A escolha do entrevistado se baseia no interesse em um indivíduo, que deve ter nome de ampla relevância e não necessariamente fazer parte da comunidade acadêmica da UFPR. Portanto, nunca a entrevista pode ser um substituto para uma reportagem; O gancho principal deve ser a presença do entrevistado na UFPR, seja por parcerias ou participações em eventos na universidade; Formato pingue-pongue; Inclui texto de abertura em que são contextualizadas a biografia e as ideias do entrevistado; Declarações também são as bases dos olhos das páginas.

TRÊS páginas (padrão) -> Título de 10 a 40 caracteres (com espaço) -

Estilo de manchete revistada; Mínimo de duas palavras; Evitar palavras muito usadas, em geral, como “projeto”, “pesquisa”, “cientista”, “ciência”. Exemplo: No rumo da internacionalização -> Crédito POR ​FULANO DE TAL

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  -> Linha fina cerca de 160 caracteres (com espaço) -

Não repetir palavras do título. Exemplo:

Professores André Duarte e Francisco de Assis Mendonça falam sobre a preparação para uma maior abertura da UFPR ao exterior a partir do Edital Capes-PrInt -> Abre cerca de 1,5 mil caracteres (com espaço) Exemplos (servem como sugestão, ou seja, não são exaustivos): 1) Foco na biografia: ​“Pesquisadora na área de Saúde Pública desde os anos 1980 – quando lançou o livro “Meningite: uma Doença sob Censura”?, em que questionou se o governo negou informações a brasileiros durante uma epidemia –, a médica Rita de Cássia Barradas Barata, de 66 anos, tem também participado das discussões sobre políticas para a pesquisa no Brasil. Com isso, Rita tem ocupado funções dentro e fora de órgãos de fomento. Atualmente, ela é professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e o seu mais recente cargo na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foi o de diretora de avaliação, que ocupou entre agosto de 2016 e abril de 2018. (....)” 2) Foco nos estudos atuais do entrevistado: ​Prestes a completar 89 anos, o filósofo vivo mais influente do mundo está em plena forma. O velho professor alemão, discípulo de Adorno e sobrevivente da Escola de Frankfurt, mantém mão de ferro em seus julgamentos sobre as questões essenciais de hoje e de sempre, que continua destilando em livros e artigos. Os nacionalismos, a imigração, a Internet, a construção europeia e a crise da filosofia são alguns dos temas tratados durante este encontro na sua casa em Starnberg (...). 3) Direto no tema (que deve ter vida longa suficiente para um semestre): ​“Para o professor José Cláudio Alves, a decisão do Governo Federal de intervir na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, passando o controle da área diretamente para as mãos do Exército, nada mais é do que “uma justificativa da ampliação da lógica de execuções sumárias” em áreas de periferia. Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, destaca que a situação da violência no Rio acabou sendo reduzida a um discurso midiático com viés político. Para ele, não são somente estratégias de segurança pública. “Isso tudo é muito mais uma encenação político-midiática para que os meios hegemônicos possam trabalhar na dimensão relatada, muito mais do que realmente uma resposta à violência”, conclui.

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  4) Voltado para o mundo de uma área de conhecimento (entrevistado é expoente da área): ​“Enquanto no âmbito das ciências sociais as escolas e teorias se multiplicam, o antropólogo britânico Tim Ingold (foto) parece responder apenas a si mesmo. Dificilmente classificável em uma corrente em particular, suas contribuições teóricas para a antropologia convertem-no em uma figura de primeira linha. Professor de Antropologia Social da Universidade de Aberdeen (Escócia), Ingold esteve em Buenos Aires no final de 2012, proferiu uma conferência na Universidade Nacional de General San Martín e também foi a Córdoba, onde deu um curso no Museu de Antropologia da Universidade de Córdoba (...).” 5) De preferência informar a forma como foi realizada a entrevista -- e-mail, telefone ou durante participação em evento (em linhas muito breves), etc. -> Pingue cerca de 8,2 mil caracteres (com espaços) -

Pergunta em negrito; Resposta sempre precedida do sobrenome do entrevistado + travessão; Pode editar a resposta para mais clareza, mas sem criar ideias nem desrespeitar a forma de falar do entrevistado; Caso o entrevistado citar siglas, projetos ou termos que precisem de mais informações porque não são de conhecimento de público amplo, acrescentar explicação entre colchetes. Exemplo: (...) ​via registros no Sucupira [plataforma de recolhimento e oferta de dados da Capes]. -> TRÊS frases (olhos) de 160 a 250 caracteres com espaço (cada, em média)

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Sempre declarações; Sempre entre aspas, sem ponto final. Exemplo: ​“O movimento em torno da internacionalização é mundial. Quando observamos as universidades na Europa ou nos Estados Unidos constatamos as mesmas preocupações. Isso se dá pelo contexto de globalização, é um processo que não tem como voltar atrás” Separar declarações que sejam compreensíveis sem a ajuda de muitos recursos (ou seja, com começo, meio e fim). -> FOTOS

São duas: a da primeira página​, que vem junto ao abre (retrato do entrevistado, para cobrir a primeira página inteira); e a ​interna ​(também entrevistado, em outra situação ou de tema específico que ele aborda) -

EVITAR: fotos com microfone no meio do rosto, fotos muito posadas, fotos em baixa resolução (primeira foto precisa cobrir muito espaço); PODE: ser de divulgação (se não posada)

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  -> LEGENDAS -

Sugestões: algo sobre sua biografia ou forma de pensar; quando sobre outro tema (interna), descrição e/ou contextualização; SEMPRE citar o crédito da foto, sua situação de uso (divulgação, reprodução, etc.) e sua origem (instituição). Esses dados não são incluídos na legenda, mas facilitam a confirmação dos créditos das fotos.

Exemplo: André Duarte é diretor da Agência UFPR Internacional, instituição chave para gerir as relações da universidade com o exterior

DUAS páginas (...)

UMA página (...)

2.2. Reportagem  Linha editorial  Segue as intenções descritas em “eixo editorial” (​veja aqui​).  

Texto e foto Os tamanhos dos textos das reportagens dependerão das escolhas por determinados elementos editoriais, como ​boxes ​(para matérias correlatas ou até pequenas entrevistas) e ​olhos ​(basicamente, explicações, números e declarações). Portanto, trata-se de um conteúdo bastante maleável. É possível, porém, estabelecer parâmetros para ajudar o jornalista na elaboração; é isso que esse tópico busca fazer. Importante destacar que os textos são interrompidos por ​INTERTÍTULOS​, compostos em geral por uma única palavra (no máximo três e curtas), em caixa alta, de 10 a 20 caracteres com espaço. Para uma reportagem de três páginas, pode-se usar, em média, três intertítulos, em posições no texto que permitam troca ou aprofundamento de um determinado assunto sobre o qual se está escrevendo. Vale ressaltar que, caso o repórter veja potencial para uma composição de página menos usual (como as que incluem pequenas entrevistas), é ideal uma conversa anterior com o editor. Isso porque esse tipo de decisão afeta o todo da edição, visto que o uso repetido de um recurso não usual acaba por banalizá-lo.

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  Uma orientação relevante sobre ​FOTOS ​de abertura: é preferível que elas não retratem pessoas, salvo no caso da entrevista e em situações especiais. Isso reflete uma intenção da publicação que é a de (em geral) destacar a ciência como protagonista, mais do que as pessoas que as fazem. Outra consideração é que ​todas ​as imagens precisam ter LEGENDA ​e ​CRÉDITO​ inclusive quando são reproduções (de gravuras, de desenhos e etc.). Só ilustrações e infografias não são legendadas, mas devem ter o crédito.

TRÊS páginas​ (padrão para reportagens) -> Título de 10 a 40 caracteres (com espaço) -

Estilo de manchete revistada (punch); Mínimo de duas palavras; Evitar palavras muito usadas, como “projeto”, “pesquisa”, “cientista”, “ciência”; Evitar escolher mais de uma palavra muito longa. Exemplo: Risco contido No caminho da internacionalização -> Crédito POR ​FULANO DE TAL -> Linha fina de 120 a 160 caracteres (com espaço)

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Não repetir palavras do título; Preferencialmente incluir algum aspecto que interessem a público amplo. Exemplo:

Processo que transforma sobras de amianto branco em fertilizante é tema de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Química -> Composições Seguem abaixo as composições de páginas mais comuns: 1) Texto corrido + 2 fotos + 2 olhos (na dúvida, opte por este)

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  TEXTO: ​cerca de 9,2 mil caracteres (com espaço) (2) OLHOS: ​cerca de 160 caracteres com espaço ​(pode ser uma frase, com formato igual ao da entrevista, desde que com crédito; ou outra informação. Em ambos os casos, com raciocínio completo). (2) FOTOS: cobre primeira página (alta resolução) + (pelo menos uma) interna. 2) Texto corrido + ​box pequeno​ + 2 fotos + 2 olhos TEXTO: ​cerca de 7,7 mil caracteres​ (com espaço) BOX pequeno: TÍTULO (​cerca de 50 caracteres com espaço​, em caixa alta) + texto (corrido, mas em parágrafos, com ​de 1,2 mil a 2 mil caracteres com espaço​). (Atenção: os boxes servem para informações extras de naturezas diversas, tais como: previsões de novos projetos, aderência da pesquisa com outras já feitas, históricos, dados oficiais de uma determinada situação, etc.) (2) FOTOS: cobre primeira página (alta resolução) + (pelo menos uma) interna. (2) OLHOS: ​cerca de 160 caracteres com espaço ​(pode ser uma frase, com formato igual ao da entrevista; ou outra informação. Em ambos os casos, com raciocínio completo). 3) Texto corrido +​ box grande​ (vale para entrevistas) + 2 fotos TEXTO: ​cerca de 7,2 mil caracteres​ (com espaço) BOX grande: TÍTULO (​cerca de 30 caracteres com espaço​, em caixa alta) + texto (corrido, mas em parágrafos, com ​cerca de 2,9 mil caracteres com espaço​). Atenção: usa-se a entrevista ​em casos excepcionais, como para destacar a presença e os estudos de um pesquisador renomado, que não faz parte da UFPR; conta como um adendo ao texto; é necessário uma pequena abertura para apresentar o entrevistado e o tema da entrevista, cujas informações não estejam repetidas em outra parte do texto. A formatação é idêntica à da entrevista principal). (2) FOTOS: cobre primeira página (alta resolução) + (pelo menos uma) interna. (2) OLHOS: ​cerca de 160 caracteres com espaço ​(pode ser uma frase, com formato igual ao da entrevista; ou outra informação. Em ambos os casos, com raciocínio completo). 4) Texto corrido + ​correlata ​+ 2 fotos + 2 olhos TEXTO: ​cerca de 7,7 mil caracteres​ (com espaço) CORRELATA: TÍTULO (​de 30 a 50 caracteres com espaço​, em caixa alta) + texto (corrido, mas em parágrafos, com ​cerca de 2,5 mil caracteres com espaço​). (Atenção: a ​correlata é usada para mudanças mais bruscas de assunto dentro do mesmo tema. Um exemplo é quando a pauta trata de vários projetos, campi ou de várias formas de pensar dentro de um tema. Sua principal função é organizar melhor um assunto muito complexo e variado). (2) FOTOS: cobre primeira página (alta resolução) + (pelo menos uma) interna. (2) OLHOS: ​cerca de 160 caracteres com espaço ​(pode ser uma frase, com formato igual ao da entrevista; ou outra informação. Em ambos os casos, com raciocínio completo). -> Legendas

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Sugestões: evitar descrições óbvias; acrescentar contextualização; pensar no que o leitor pode permanecer em dúvida depois de olhar a foto e usar essa explicação como legenda; SEMPRE citar o crédito da foto, sua situação de uso (divulgação, reprodução, etc.) e sua origem (instituição). Esses dados não são incluídos na legenda, mas facilitam a confirmação dos créditos das fotos na edição.

DUAS páginas​ ​(padrão das seções “Tese”, “Dissertação”, “IC” e “Institucional”; e, excepcionalmente, para reportagens) -> Título (idem padrão) de 10 a 40 caracteres (com espaço) -

Estilo de manchete revistada (punch); Mínimo de duas palavras; Evitar palavras muito usadas, como “projeto”, “pesquisa”, “cientista”, “ciência”; Evitar escolher mais de uma palavra muito longa. Exemplo: Risco contido No caminho da internacionalização -> Crédito (idem padrão) POR ​FULANO DE TAL -> Linha fina (idem padrão) de 120 a 160 caracteres (com espaço)

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Não repetir palavras do título; Preferencialmente incluir algum aspecto que interessem a público amplo. Exemplo:

Processo que transforma sobras de amianto branco em fertilizante é tema de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Química -> Composições

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  Seguem abaixo as composições de páginas mais comuns, usando os recursos editoriais disponíveis (para mais informações sobre eles, leia o ​tópico da “reportagem padrão”​). 1) Texto corrido + 1 foto + 1 olho (na dúvida, opte por este) TEXTO: ​cerca de 6,2 mil caracteres​ (com espaço) e 2 ​INTERTÍTULOS ​(preferencialmente na metade final do texto, depois dos 1,7 mil caracteres iniciais). (1) FOTO: geralmente na primeira página (alta resolução); evitar que a foto de abertura retrate pessoas, salvo exceções; não esquecer o crédito do fotógrafo (mais orientações aqui​); (1) OLHO: ​cerca de 220 caracteres​ com espaço (pode ser uma frase, com formato igual ao da entrevista, mas com a fonte; ou outra informação. Em ambos os casos, com raciocínio completo). 2) Texto corrido + 1 foto + 1 ​correlata ​+ 1 olho TEXTO: ​de 2,8 mil a 3,6 mil caracteres​ (com espaço) e ​sem​ ​INTERTÍTULO​. CORRELATA: ​de 1,8 mil a 2,7 mil caracteres​ com espaço (dependendo do tamanho do texto). Possui TÍTULO (​de 15 a 30 caracteres​ com espaço, de acordo com o tamanho da correlata). (1) FOTO: geralmente na primeira página (alta resolução); evitar que a foto de abertura retrate pessoas, salvo exceções; não esquecer o crédito do fotógrafo (mais orientações aqui​); (1) OLHO: ​cerca de 200 caracteres​ com espaço (pode ser uma frase, com formato igual ao da entrevista, mas com a fonte; ou outra informação. Em ambos os casos, com raciocínio completo). 3) Texto corrido + 1 foto + 1 ​box ​+ 1 olho TEXTO: ​de 4,2 mil caracteres a 6,2 mil caracteres​ com espaço e 2 ​INTERTÍTULOS (preferencialmente na metade final do texto, depois dos 1,7 mil caracteres iniciais). BOX: ​de 700 a 1,4 mil caracteres ​com espaço, dependendo do tamanho do texto. Possui TÍTULO, de ​cerca de 30 caracteres ​com espaço, em caixa alta. (1) FOTO: geralmente na primeira página (alta resolução); evitar que a foto de abertura retrate pessoas, salvo exceções; não esquecer o crédito do fotógrafo (mais orientações aqui​); (1) OLHO: ​cerca de 200 caracteres​ com espaço (pode ser uma frase, com formato igual ao da entrevista, mas com a fonte; ou outra informação. Em ambos os casos, com raciocínio completo).

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  UMA página ​(padrão da seção “Memória” e da coluna “Vida

Acadêmica”; possível para as seções “Tese”, “Dissertação”, “IC” e “Institucional”; e, excepcionalmente, para reportagens) -> Título (idem padrão) de 10 a 40 caracteres (com espaço) -

Estilo de manchete revistada (punch); Mínimo de duas palavras; Evitar palavras muito usadas, como “projeto”, “pesquisa”, “cientista”, “ciência”; Evitar escolher mais de uma palavra muito longa. Exemplo: Risco contido No caminho da internacionalização -> Crédito (idem padrão) POR ​FULANO DE TAL -> Linha fina (idem padrão) de 100 a 120 caracteres (com espaço)

-

Não repetir palavras do título; Preferencialmente incluir algum aspecto que interessem a público amplo. -> Composições

Seguem abaixo as composições de páginas mais comuns, usando os recursos editoriais disponíveis (para mais informações sobre eles, leia o ​tópico da “reportagem padrão”​). 1) Texto corrido + 1 foto (na dúvida, opte por este) TEXTO: ​cerca de 3 mil caracteres​ (com espaço) e ​sem​ ​INTERTÍTULO​. (1) FOTO: evitar que a foto de abertura retrate pessoas, salvo exceções; não esquecer o crédito do fotógrafo (mais orientações ​aqui​). 2) Texto corrido + 1 foto + 1 box grande TEXTO: ​de 1,7 mil caracteres a 2,3 mil caracteres​ com espaço e ​sem​ ​INTERTÍTULO​.

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  BOX: ​de 1,3 mil a 1,9 mil caracteres ​com espaço, dependendo do tamanho do texto. Possui TÍTULO, de ​cerca de 30 caracteres ​com espaço, em caixa alta. (1) FOTO: evitar que a foto de abertura retrate pessoas, salvo exceções; não esquecer o crédito do fotógrafo (mais orientações ​aqui​). 3) Texto corrido + 1 foto + box pequeno TEXTO: ​de 2,2 mil caracteres a 2,7 mil caracteres​ com espaço e ​sem​ ​INTERTÍTULO​. BOX: ​de 700 a 1 mil caracteres ​com espaço, dependendo do tamanho do texto. Possui TÍTULO, de ​cerca de 30 caracteres ​com espaço, em caixa alta. (1) FOTO: evitar que a foto de abertura retrate pessoas, salvo exceções; não esquecer o crédito do fotógrafo (mais orientações ​aqui​).

2.3. Ensaio fotográfico  Linha editorial Composições (...)

Referências bibliográficas EPSTEIN, I.. Divulgação científica - 96 verbetes. Campinas, SP: Pontes, 2002, p. 85. GOULART, Alexander. Uma lupa sobre o jornalismo de revista. Observatório da Imprensa, ed. 338, 4 jul. 2006. SCALZO, Marília. Jornalismo de revista. 4ª ed. São Paulo: Contexto, 2011, p. 37-43.

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