Data Loading...

TESAURO MAIA E IVANIA DOCES Flipbook PDF

TESAURO MAIA E IVANIA DOCES


153 Views
113 Downloads
FLIP PDF 2.25MB

DOWNLOAD FLIP

REPORT DMCA

Tesauro DOCES "BRASILEIROS"

FERNANDA IVANIA

MAIA

DE

POCINHO

FLORIANÓPOLIS

OLIVEIRA MOTTA

2019

FERNANDA MAIA DE OLIVEIRA IVANIA POCINHO MOTTA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ARQUIVOLOGIA

TESAURO DOCES BRASILEIROS TERMOS CONTROLADOS

Trabalho apresentado ao curso de Graduação em Arquivologia, da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito parcial da disciplina CIN7201 Sistema de Organização do Conhecimento Professor: Rodrigo de Sales.

FLORIANÓPOLIS - 2019

SUMÁRIO

Tesauro Doces Metodologia Vocabulário de Doces Referências

3 4 5 6 21

3

TESAURO CONCEITO

“Tesauro é uma lista estruturada de termos associada empregada por analistas de informação e indexadores, para descrever um documento com a desejada especificidade, em nível de entrada, e para permitir aos pesquisadores a recuperação da informação que procura” (CAVALCANTI, 1978). De acordo com Cintra, o tesauro é um documento que permite a recuperação da informação, com a utilização das terminologias associativas organizadas e descritas de forma específica, auxiliando a quem pesquisa. Portanto, a flexibilidade dos tesauros vincula-se a um princípio de utilidade. Pode-se construir tantos tesauros quantos forem precisos para um campo particular do conhecimento, a fim de atender as suas necessidades específicas. .

4

DOCE CONCEITO Doce: Substantivo; nome genérico de tudo o que é feito com açúcar ou mel. Os doces brasileiros tem sua origem na tradição européia (trazida pelos portugueses), na tradição africana (trazida pelos escravos) e na tradição indígena. Pode-se dizer que nossos doces mais antigos surgiram no período colonial, quando essas três influências se mesclaram e formaram o nosso meio cultural. No século XVIII, com a instalação, em larga escala, dos engenhos de açúcar, a feitura de doces tomou novo aspecto. Surgiram então as caldas e as compotas, tendo como base o açúcar. Pode-se dizer que se formaram duas tradições na elaboração dos doces brasileiros: a que emergiu no meio urbano, de doces finos ou “doces de bandeja”, e a de doces cuja base foi a fruta cozida na calda de açúcar, os “doces coloniais”, oriundos do meio rural.

5

METODOLOGIA Pensando nesse aspecto, procuramos revisitar a história dos doces no Brasil, suas origens e suas regionalidades, e a partir daí, elaborar um TESAURO, abarcando os doces mais consumidos pelos brasileiros na atualidade. O objetivo principal foi obter um inventário, com as especificações, que pudesse orientar os interessados no ramo a chegarem até essas deliciosas guloseimas. O objetivo secundário teve como foco o aparato turístico a respeito da culinária brasileira, que se apresenta muito rica e multifacetada, já que abrange vários “saberes culinários”, haja vista a composição do nosso país. O Brasil é um país configurado pela presença de estrangeiros de várias partes do mundo e isso se reflete em nossa rica diversidade cultural.

VOCABULÁRIO DE DOCES

6

Doces favoritos dos Brasileiros

AMBROSIA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR DOCE DE OVOS TR DOCE DE BOLINHAS TR ESPERA MARIDO DOCE DE LEITE USE AMBROSIA AMBROSIA UP DOCE DE LEITE NE Ambrosia, o manjar dos deuses do Olimpo, era um doce com divinal sabor, segundo a mitologia grega. Era tão poderoso que se um mortal, a quem era vedado, o comesse, ganharia a imortalidade. A ambrosia é uma sobremesa tradicional portuguesa e tem como ingredientes básicos ovos, açúcar e leite, mas pode ser incrementada com especiarias, como canela e até mesmo frutas.

ARROZ DOCE TGM CULINÁRIA TG DOCES TR ARROZ DE FUNÇÃO TR ARROZ DE LEITE ARROZ DE LEITE USE ARROZ DOCE ARROZ DOCE UP ARROZ DE LEITE NE é um prato de origem asiática e chegou ao Brasil via colonização portuguesa. Feito de arroz cozido em leite e açúcar, temperado com casca de limão, canela em pau, água de flor de laranja, cravo etc., e em geral polvilhado de canela.

7 BABA DE MOÇA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR OVOS MOLES DE AVEIRO OVOS MOLES USE BABA DE MOÇA BABA DE MOÇA UP OVOS MOLES NE O Baba de Moça é um doce de origem portuguesa: '' Ovos Moles de Aveiro'', como é chamado em Portugal, tem sua receita típica só de gema e calda de açúcar. No Brasil, acrescenta-se, ainda, leite de coco. A versão mais popular sobre o doce é que ele não possuía um nome específico, mas por ser a sobremesa favorita da princesa Isabel, começou a ser chamado de Baba de Moça, pela doçura que a princesa tinha em suas atitudes. Ingredientes: gemas de ovos, leite de coco, açúcar e água de flor de laranjeira.

BANANADA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR DOCE DE BANANA NA PALHA DOCE DE BANANA NA PALHA USE BANANADA BANANADA UP DOCE DE BANANA NA PALHA NE Bananada é um doce feito com polpa de banana e açúcar. A variedade de banana mais indicada para sua produção é a prata. A determinação de sua origem é extremamente complexa, contudo, a provável origem do doce remete ao Brasil colonial, no qual as bananas que já estavam muito maduras eram dadas aos escravos, que aproveitavam e produziam doces.

8 BEIJINHO TGM CULINÁRIA TG DOCES TR BRANQUINHO TR BEIJO DE FREIRA TR DOCINHO DE COCO DOCINHO DE COCO USE BEIJINHO BEIJINHO UP DOCINHO DE COCO NE Beijinho ou Branquinho é um doce tipicamente brasileiro servido em festas de aniversário. É um docinho que nasceu num convento com o nome de “beijo de freira” e era confeccionado, originalmente, com amêndoas e calda de água com açúcar. Mais tarde, na segunda metade do século XX, passou a ser feito com leite condensado e coco ralado. O beijo de coco, então ganhou um cravo-da-índia e passou a ser chamado de “beijinho”.

BOLINHO DE CHUVA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR BOLA DE BERLIM TR SONHO BOLA DE BERLIM USE BOLINHO DE CHUVA BOLINHO DE CHUVA UP BOLA DE BERLIM NE A lenda do Bolinho de Chuva remete a uma tarde chuvosa em Portugal, quando algumas crianças sentiam-se infelizes por não poderem brincar no quintal. A mãe destas crianças pensou em algo que pudesse entretê-las e ao mesmo tempo, alimentá-las. Foi quando fez os bolinhos, meio que por acaso, e batizou-os de “bolinhos de chuva” ao cobri-los de açúcar e canela, A receita que veio para o Brasil é composta de três xícaras de farinha de trigo e duas de leite para um ovo e o fermento. A massa é repartida em bolinhas, com a ajuda de uma colher, antes de ser frita.

9 BOLO DE AIPIM TGM CULINÁRIA TG DOCES TR BOLO DE MANDIOCA TR BOLO DE MACAXEIRA BOLO DE MANDIOCA USE BOLO DE AIPIM BOLO DE AIPIM UP BOLO DE MANDIOCA NE O bolo de mandioca é uma iguaria da culinária brasileira. A receita tem origem indígena e está relacionada ao cultivo da mandioca na bacia tropical do Rio Amazonas. Ingredientes: aipim ralado, açúcar, margarina, ovos, queijo ralado.

BOLO DE FUBÁ TGM CULINÁRIA TG DOCES TR BOLO DE MILHO COZIDO TR BOLO DE FUBÁ CREMOSO BOLO DE MILHO USE BOLO DE FUBÁ BOLO DE FUBA UP BOLO DE MILHO NE A origem da receita de bolo de fubá é incerta, acredita-se que tenha nascido da fusão das tradições culinárias indígenas, africanas e europeias. O consumo de milho na cozinha brasileira é uma herança portuguesa, ainda da época da colonização, quando o cereal era utilizado de todas as maneiras possíveis e havia uma intensa troca cultural. Acredita-se que o bolo de fubá é de origem africana, porém sua versão cremosa surgiu em Minas Gerais, no início do século XX, quando a produção de leite era muito próspera no Estado. Ingredientes; fubá, farinha de trigo, óleo vegetal, ovos, açúcar, fermento em pó e sementes de erva-doce.

10 BOLO DE ROLO TGM CULINÁRIA TG DOCES TR BOLO DE GOIABA TR ROCAMBOLE DE GOIABA TR COLCHÃO DE NOIVA ROCAMBOLE DE GOIABA USE BOLO DE ROLO BOLO DE ROLO UP ROCAMBOLE DE GOIABA NE O bolo de rolo, uma espécie de rocambole com camadas finíssimas de pão-de-ló, é uma iguaria oriunda dos portugueses, que foi introduzida no Brasil pelo Estado de Pernambuco. Derivou-se do bolo português conhecido como colchão de noiva, que era recheado com amêndoas. No Brasil, o colchão de noiva foi se transformando e sofrendo adaptações devido à falta de ingredientes das receitas originais na região Nordeste, assim seu recheio passou a ser de goiabas. Ingredientes: farinha de trigo, ovos, manteiga, açúcar e goiabada..

BRIGADEIRO TGM CULINÁRIA TG DOCES TR NEGRINHO NEGRINHO USE BRIGADEIRO BRIGADEIRO UP NEGRINHO NE O brigadeiro é um doce totalmente brasileiro. Diz a história que ele ganhou esse nome nas eleições de 1945. O brigadeiro Eduardo Gomes, então candidato à presidência, tinha um slogan bem curioso: "Vote no brigadeiro que é bonito e solteiro." Em troca de doações para a campanha, as mulheres começaram a fazer guloseimas, e entre elas, estava o docinho feito de leite condensado e achocolatado. E a iguaria ficou conhecida como o doce preferido do brigadeiro. Ingredientes: leite condensado, manteiga, chocolate, ovos.

11 CAJUZINHO TGM CULINÁRIA TG DOCES TR DOCINHO DE AMENDOIM DOCINHO DE AMENDOIM USE CAJUZINHO CAJUZINHO UP DOCINHO DE AMENDOIM NE Cajuzinho é um doce brasileiro feito de amendoim, comum em festas de aniversário. É preparado com uma massa de amendoim torrado e moído, sem pele, mais leite condensado e margarina. É modelado na forma de um caju e envolvido em açúcar cristal ou refinado e acomodado numa forminha de papel. Originariamente era feito da polpa do caju, no nordeste brasileiro, daí seu nome.

CANJICA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR MUNGUNZÁ TR CURAU TR JIMBELÊ MUNGUNZÁ USE CANJICA CANJICA UP MUNGUNZÁ NE Canjica é o nome dado a uma espécie de milho branco e também ao prato que é preparado com esse milho e outros ingredientes como leite ou leite de coco e açúcar. No nordeste, o prato recebe o nome de munguzá. No sudeste, há uma versão com milho verde comumente chamado de curau. Trata-se de um doce do origem africana e típico do Brasil.

12 CAROLINA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR PROFITEROLE TR BOMBA TR ÉCLAIR PROFITEROLE USE CAROLINA CAROLINA UP PROFITEROLE NE Carolina é uma adaptação brasileira do doce profiterole. A massa quente, e levemente ressecada, teve sua origem no século XVI na França. Ambas são moldadas em forma de bola, podendo ser recheadas com sorvete, creme de baunilha, doce de leite ou creme de chocolate. Pode ser servida como uma sobremesa recheada, com calda de chocolate ou como uma sobremesa individual. O nome Bomba é conhecido no Brasil, pelo fato de, na primeira mordida, o doce estourar na boca com recheio bem cremoso. Na maioria dos países o doce é reconhecido pelo nome em francês “Ecláir”. Ingredientes da massa: manteiga, açúcar, farinha de trigo e ovos.

CARTOLA TGM CULINÁRIA TG DOCES NE Cartola é um doce brasileiro, típico de Pernambuco. É considerado como um resultado de técnicas e hábitos culturais dos colonizadores portugueses, dos indígenas locais e dos escravos africanos, uma mostra da miscigenação dos três principais povos que formaram a cultura do Nordeste do Brasil. Ingredientes: banana, açúcar, queijo do sertão e manteiga de garrafa, canela.

13 CHICO BALANCEADO TGM CULINÁRIA TG DOCES TR MANÉZINHO ARAÚJO TR TORTA DE BANANA. MANÉZINHO ARAÚJO USE CHICO BALANCEADO CHICO BALANCEADO UP MANÉZINHO ARAÚJO NE Trata-se de um doce em camadas: caramelo, bananas (ou outra fruta), creme de ovos ou baunilha e merengue por cima. Em toda pesquisa, o Chico Balanceado desponta como típica iguaria gaúcha. Santa Catarina e Paraná também disputam o doce. Em Pernambuco e em Minas Gerais, esse doce é conhecido como Manézinho Araújo.

COCADA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR DOCE DE CÔCO DOCE DE CÔCO USE COCADA COCADA UP DOCE DE CÔCO NE Cocada é um doce tradicional de Angola e típico brasileiro. Sua origem remonta ao século XVIII, quando os negros africanos eram os grandes responsáveis pela culinária que se fazia no Brasil. O nome “cocada” deriva do próprio termo português para a fruta chamada de “côco”, este deve-se à uma antiga acepção de “monstro usado para assustar criança, Cuca”. Consta que os navegadores portugueses, ao verem esse fruto, lhe deram esse nome porque as três marcas redondas que ele apresenta lembram uma face. É um doce de côco ralado e calda de açúcar, em ponto de rapadura, apresentado em losangos, quadrados ou em forma circular.

CUCA

14

TGM CULINÁRIA TG DOCES TR BOLO DE FAROFA BOLO DE FAROFA USE CUCA CUCA UP BOLO DE FAROFA NE Cuca é uma iguaria de origem alemã, que chegou ao Brasil com os imigrantes. Na Alemanha, ela é chamada de Streuselkuchen, que significa “bolo de flocos”. Em alemão, a palavra Kuchen é igual a “bolo”; Streusel  quer dizer “granulado” ou “flocos”, ou seja, Cuca de Farofa. É um doce típico do sul do Brasil. Trata-se de uma massa de pão coberta por uma farofa crocante, à base de manteiga, ovos, açúcar e farinha, coberto com frutas.

DOCE DE ABÓBORA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR DOCE DE ABÓBRA DOCE DE ABÓBRA USE DOCE DE ABÓBORA DOCE DE ABÓBORA UP DOCE DE ABÓBRA NE A origem do doce é brasileira, porém três estados disputam sua autoria: Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Pode ser apresentada de três maneiras diferentes: como compota, com coco ralado, cravo e canela; em cubinhos mergulhados em calda de especiarias; ou em cubinhos envoltos em açúcar cristal. Ingredientes: abóbora, açúcar, água, cravo-daíndia e canela em pau.

DOCE DE LEITE TGM CULINÁRIA TG DOCES NE O doce de leite é um doce tradicional de vários países da América Latina. Geralmente é feito ao se ferver leite com açúcar, mas também pode ser obtido cozinhando leite condensado por várias horas.

15 GOIABADA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR GOIABADA CASCÃO TR MARMELADA DE GOIABA MARMELADA DE GOIABA USE GOIABADA GOIABADA UP MARMELADA DE GOIABA NE A goiabada é um doce feito de goiaba típico da comida caipira brasileira, mas também é consumido em vários lugares do mundo. A goiabada surgiu no Brasil quando foi usada pelos colonos portugueses como substituta para confeccionar a marmelada. Como a marmelada, a goiabada é feita com consistência bastante firme, composta por goiaba, água e açúcar. A forma artesanal é normalmente apresentada em caixas de madeira e possui o formato de um tijolo que pode pesar até 30 quilos, mas também pode ser feita em forma de geléia.

MANJAR BRANCO TGM CULINÁRIA TG DOCES TR MALABI MALABI USE MANJAR BRANCO MANJAR BRANCO UP MALABI NE O nome manjar branco é uma tradução do francês blancmange, derivado do francês antigo blanc mangier. Manjar branco é um sobremesa, geralmente feita com leite ou creme de leite e açúcar engrossados com gelatina ou amido de milho. A receita veio através dos portugueses e apareceu no primeiro livro de cozinha publicado no Brasil, O cozinheiro imperial, de 1841. A calda de ameixa e açúcar é uma influência de imigrantes libaneses. Ingredientes: leite, açúcar, leite de coco, amido de milho.

16 MERENGUE TGM CULINÁRIA TG DOCES TR SUSPIRO SUSPIRO USE MERENGUE MERENGUE UP SUSPIRO NE Inicialmente chamado de merengue, e hoje também conhecido como suspiro, esse doce surgiu na região da Galícia na Espanha, possivelmente por volta do século XVII. Outros dizem que o suspiro foi inventado por freiras italianas em 1881 e outros ainda que sua origem foi na Suíça ou no Oriente. Na culinária, o suspiro é feito à base de clara de ovo com açúcar branco e é utilizado em doces, como o merengue, tortas e pavês. Ingredientes: clara de ovos e açúcar.

OLHO DE SOGRA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR OLHO DE COBRA OLHO DE COBRA USE OLHO DE SOGRA OLHO DE SOGRA UP OLHO DE COBRA NE Dizem que a origem do nome desse doce vem dos portugueses. Na realidade ninguém tem certeza de como essa ideia de sogra não ser bem vista começou. Segundo a mitologia grega, Afrodite a deusa do amor, foi uma sogra não muito querida. Enciumada com o amor de  seu filho Éros por Psiqué, ela não tirava os olhos da nora, fazendo de tudo para separar o casal. Ingredientes: leite condensado, coco ralado. manteiga. ameixas pretas sem caroços e gemas.

17 PAÇOCA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR CAPIROÇAVA CAPIROÇAVA USE PAÇOCA PAÇOCA UP CAPIROÇAVA NE Paçoca de amendoim (do tupi po-çoc, “esmigalhar”) é um doce tradicional brasileiro à base de amendoim, farinha de mandioca e açúcar, típico da comida caipira do estado de São Paulo e do sul de Minas Gerais.

PAMONHA TGM CULINÁRIA TG DOCES

NE O nome pamonha vem da palavra pamunã, do tupi. Não existe, exatamente, o local que ela nasceu de fato, mas é um prato muito consumido na região centro-oeste, especialmente no estado de Goiás. Iguaria preparada com milho verde triturado, temperado com açúcar ou sal, depois cozido e enrolado na palha do próprio milho ou da folha de bananeira.

PÉ DE MOLEQUE TGM CULINÁRIA TG DOCES TR QUEBRA DENTES QUEBRA DENTES USE PÉ DE MOLEQUE PÉ DE MOLEQUE UP QUEBRA DENTES NE O pé-de-moleque é um doce original da culinária brasileira, que surgiu por volta do século XVI, com a chegada da cana-de-açúcar à Capitania de São Vicente. Acredita-se em duas versões para a origem do nome deste doce. A primeira conta que a própria aparência do doce tem semelhança com a cor e os calos dos pés dos moleques, que viviam correndo descalços pelas ruas de terra batida. A segunda, fala das cozinheiras das fazendas que mexiam seus tachos no preparo da massa e eram cercadas pelas crianças que pediam o doce. Como resposta elas diziam a eles: – Pede, moleque!. Ingredientes: rapadura, amendoim torrado e água.

18 PUDIM DE LEITE TGM CULINÁRIA TG DOCES TR PUDIM FLAN TR PUDIM DE OVOS TR FLAN DE CARAMELO TR PANNA COTA FLAN DE CARAMELO USE PUDIM DE LEITE PUDIM DE LEITE UP FLAN DE CARAMELO NE O pudim, como muitos outros doces, chegou até o Brasil por intermédio dos portugueses. Porém, o nome é derivado do inglês pudding. O pudim é um dos doces mais queridos do brasileiro, mas vive sendo confundido com o flan. A panna cotta, prima italiana mais distante dos outros dois preparos, também apresenta semelhanças com eles. Acreditase que o pudim teria origem no Império Romano e o flan, na Grécia Antiga. Pudim é firme e cremoso, flan é leve e gelatinoso. Já a panna cotta é um prato com origem na região italiana do Piemonte. Sua receita leva essencialmente creme de leite, açúcar e baunilha. Na escala de textura pudimpanna cotta-flan, a italiana fica no meio do caminho. Ingredientes: leite, leite condensado e ovos.

QUEBRA QUEIXO TGM CULINÁRIA TG DOCES TR QUEBRA DENTE QUEBRA DENTE USE QUEBRA QUEIXO QUEBRA QUEIXO UP QUEBRA DENTE O quebra queixo um doce típico da culinária brasileira e muito comum no Ceará e Nordeste. É feito de coco, limão e açúcar. Durante a mastigação, o doce apresenta-se bem duro e grudento, sendo apelidado de quebra queixo.

19 QUEIJADINHA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR QUEIJADA QUEIJADA USE QUEIJADINHA QUEIJADINHA UP QUEIJADA NE A receita tradicional da queijadinha veio de Portugal, uma mistura de ovos e queijo Serra da Estrela, colocada sobre uma finíssima massa de trigo e levada para assar em forno baixo. A estória conta que foi na senzala que a queijadinha ganhou o ingrediente principal – o coco. Um escravo substituiu o queijo pelo coco, o que tornou o doce dono de uma característica única: embora leve o nome de queijadinha, não há sequer um grama de queijo na sua receita. Ingredientes: açúcar, água, coco ralado, farinha de trigo, ovos e manteiga.

QUINDIM TGM CULINÁRIA TG DOCES TR BRISA-DO-LIS BRISA-DO-LIS USE QUINDIM QUINDIM UP BRISA-DO-LIS NE Quindim é um doce que tem como ingredientes gema de ovo, açúcar e côco ralado, corresponde à receita portuguesa conhecida como brisa-do-Lis, com uma única diferença que é a utilização de coco ralado em vez de amêndoa (ingrediente da iguaria original). A receita original teria sido modificada no Brasil pelas quituteiras africanas, que o batizaram de quindim, que significa encanto ou dengo, uma alusão ao fato de ser delicado.

20 RAPADURA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR RASPADURA TR RAPADELA RAPADELA USE RAPADURA RAPADURA UP RAPADELA NE A rapadura surgiu nas Ilhas Canárias, em um arquipélago espanhol, no século XVl, chegando ao Brasil em 1532. Foi criada a partir da raspagem das camadas de açúcar, que ficavam presas às paredes dos tachos utilizados para fabricação de açúcar, então, era aquecida e colocada em formas semelhante às de tijolos. Tornou-se uma solução prática de transporte de alimento em pequena quantidade para uso individual, que resistia durante meses às mudanças atmosféricas. Ingredientes: manteiga, leite, açúcar.

TAPIOCA TGM CULINÁRIA TG DOCES TR BEIJU TR FILHÓ BEIJU USE TAPIOCA TAPIOCA UP BEIJU NE A tapioca, também conhecida como beiju, é uma iguaria brasileira, de origem tupi-guarani, originária do Nordeste. Feita com a fécula da mandioca, também conhecida como goma da tapioca, tapioca, goma seca, polvilho ou polvilho doce. Aquecida numa chapa ou frigideira, forma uma meia-lua (ou disco). O recheio varia. O mais tradicional é feito com coco e queijo coalho.

21

Minhas mãos doceiras Jamais ociosas Fecundas. Imensas e ocupadas Mãos laboriosas Abertas sempre para dar ajudar, unir e abençoar. Cora Coralina

22

REFERÊNCIAS AMBROSIA. Alquimia da cozinha - Desvendando - ambrosia. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. ARROZ DOCE. Arroz doce paixão. Arroz doce: Uma lenda, uma paixão. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. BABA DE MOÇA. Sodiê Doces. Curiosidade baba de moça. Disponível em: Acesso em: 8 de junho de 2019. BABA DE MOÇA. Baba de moça - Tradição herdada nos dias de hoje. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. BANANADA . Só vim pela sobremesa. Os sabores doces do Brasil. Disponível em: Acesso em: 8 de junho de 2019. BEIJINHO. Tudo gostoso. Beijinho-de-festa. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019.      BEIJINHO. Art pimenta doce. A história do Beijinho. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. BOLINHO DE CHUVA. Gostoso demais. História do bolinho de chuva. https://gostosodemais.com/foodpedia/historia-do-bolinho-dechuva.html> Acesso em: 8 de junho de 2019. BOLO DE AIPIM. Alimentação legal. Origem da macaxeira, como ela é conhecida e produtos derivados. Disponível em:

Acesso em: 9 de junho de 2019.

23

REFERÊNCIAS BOLO DE FUBÁ. Cozinha Técnica. Bolo de Fubá. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. BOLO DE FUBÁ. Receiteria. 17 receitas de bolo de fubá cremoso que te encherão de nostalgia. Disponível em:

Acesso em: 9 de junho de 2019. BOLO DE ROLO. Oba gastronomia. Bolo de Rolo de Pernambuco. Disponível em: Acesso em: 8 de junho de 2019. BRIGADEIRO. Só português. Qual a origem do nome do doce brigadeiro? Disponível em: Acesso em: 8 de junho de 2019. BRIGADEIRO. Como fazer Brigadeiro. Origem do Brigadeiro. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. CAJUZINHO. Brasileirinhos. O caju do Cajuzinho. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. CANJICA. Daninoce. Canjica ou Mungunzá. Disponível em:

Acesso em: 8 de junho de 2019. CAROLINA. O popular. Profiterole, Carolina, Ecláir ou Bomba? Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. CAROLINA. Pitlak. Profiterole, Carolina, Ecláir ou Bomba? Disponível em: Acesso em: 8 de junho de 2019.

24

REFERÊNCIAS CARTOLA. Papjerimun. Um doce chamado cartola. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. CAVALCANTI, Cordélia R. Indexação & tesauro: metodologia & técnicas. Ed. preliminar. Brasília, DF: Associação de Bibliotecários do Distrito Federal, 1978. 89p.  (Cadernos didáticos de biblioteconomia; 2). CHICO BALANCEADO. Desafios Gastronômicos. Chico Balanceado, uma sobremesa polêmica! Disponível em: Acesso em: 8 de junho de 2019. CHICO BALANCEADO. Arte no sabor com Luís Carlos. Chico Balanceado com banana e sua história. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. COCADA. Trabalhos feitos. A cocada. Disponível em:

Acesso em: 9 de junho de 2019. CUCA. Coisas da roça. Cuca iguaria de origem alemã, muito comum na região sul do Brasil. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. DOCE, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008-2013, Disponível em: Acesso em: 09 de junho de 2019. DOCE DE ABÓBORA. Caminho do vinho. O especial doce de Abóbora. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. DOCE DE LEITE. Conheça minas. A origem do doce de leite. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019.

25

REFERÊNCIAS DOCES. Riccopane. Conheça a história dos doces típicos brasileiros. Disponível em: Acesso em: 8 de junho de 2019. FERREIRA, Mlm; CERQUEIRA, Fv. Mulheres e doces: o saber-fazer na cidade de Pelotas. Pem.assis.unesp, Assis, v. 8, n. 1, p.252-276, jan./jun. 2012. Semestral. GOIABADA. Doces boa vista. A origem da Goiabada. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. MANJAR BRANCO. Confraria do barão de gourmandise. Manjar Branco: Simplicidade e Nobreza Histórica. Disponível em: Acesso em: 8 de junho de 2019. MERENGUE. Mirante Restaurante. A origem do delicioso merengue, uma das sobremesas do Mirante. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. MERENGUE. Joyce Galvão. Tudo sobre merengue. Disponível em:

Acesso em: 8 de junho de 2019. OLHO DE SOGRA. Menu Aquarela. Docinhos Olho de Sogra. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. PAÇOCA. Brasil na Bagagem. Você sabe de onde surgiu a paçoca. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. PAMONHA. Caminho do vinho. De onde veio a Pamonha? Disponível em:

Acesso em: 9 de junho de 2019.

26

REFERÊNCIAS PÉ DE MOLEQUE. Quindim de iaia. Pé de moleque. Disponível em:

Acesso em: 8 de junho de 2019. PUDIM DE LEITE. Prazeres da mesa. Pudim é amor. Disponível em: Acesso em: 8 de junho de 2019. PUDIM DE LEITE. Receita. Sabe as diferenças entre panna cotta, pudim e flan? Aprenda comendo. Disponível em:

Acesso em: 9 de junho de 2019. QUEIJADINHA. Gazeta online. Queijadinha, sabor da infância. Disponível em:

Acesso em: 9 de junho de 2019. QUINDIM. O melhor quindim. Como surgiu o quindim. A origem do quindim. Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. QUINDIM. Origem da Palavra. Quindim. Disponível em: Acesso em: 8 de junho de 2019. RAPADURA. Xapuri. Rapadura: Quem é que não gosta de rapadura? Disponível em: Acesso em: 9 de junho de 2019. TAPIOCA. Dicionário tupiguarani. Tapioca. Disponível em:

Acesso em: 9 de junho de 2019.